PALAVROSSAVRVS REX

Porque as palavras me são luz e instrumento explicitador de amor e inconformismo, de dor e de prazer; porque as palavras me são garantia de esplendor carnívoro pela verdade toda, pela carcaça da realidade que só eu poderei devorar, rei e tirano do dizer inédito, serei, porque o sou de facto, o inextinguível e feroz PALAVROSSAVRVS REX. [joshuaquim7@gmail.com][Um blogue de Joaquim Carlos]

Terça-feira, Novembro 10, 2009

SÓCRATES SALVO DO LIXO

In extremis, mas salvo. Apesar do alívio destrutor no anúncio do SJT, as cinquenta cassetes não precisam ser sacrificadas a bem da impunidade vigente e a mal da nossa vida pública. E não pelo simples facto de as escutas terem sido, na verdade, a Vara, com Sócrates dentro, mas apenas por casualidade. Mais que isto só se for o costumeiro pulverizar de areia sobre as nossas estruturas oculares, a começar pelo espécimen amancebado com o poder aqui ratado. Portanto, nunca houve escutas a Sócrates. Eram a Vara. Sócrates aparece colateralmente? Ok. A coisa melindra o PM? Azar! As escutas não podem ser anuladas porque não lhe eram dirigidas. A STJ e a PGR ou estão senis ou então com uma camada do da Bairrada, além de um medo que se pelam já se sabe de quem. Grande João Eduardo Severino! Resta-nos conhecer o respectivo recheio das cinquenta e esperar que a Vulgaridade em Vigor nos desampare a loja nacional.

AUTO-EROTISMO DO REGIME

Perante os tempos de horror ético por que passamos, Santana era um viginal menino de coro. O Regime assiste indubitavelmente aos seus últimos dias.

O PÓLEN E AS ABELHAS

«Embora no momento em que escrevo estas linhas não sejam ainda claros todos os contornos das suas amigáveis conversas, parece-me desde já evidente que este caso só pode estar baseado num enorme mal-entendido, provocado pelo facto de o senhor ter a infelicidade de estar para as trapalhadas como o pólen para as abelhas - há aí uma química azarada que não se explica.» JMT

NULO É O STJ

Composto por uma maioria de elementos socialista lá colocada já por causa das coisas, das coincidências, dos azares, das teimosas veleidades em polícias de investigação, que se põem à escuta de quem não devem nem podem. Os intocáveis do regime são para serem deixados em paz e permanecerem intocáveis até à náusea. Estamos entregues aos bichos, basicamente. A Lei, usada e manufacturada capciosamente por gente fraca e decadente, para servir de escudo aos sujos, trucida Portugal, deixando-nos o travo horrendo a País Moribundo. Asco infinito. Vergonha indizível. O Supremo e o Procurador-Geral abafam. As polícias desnudam, desautorizadas e ridicularizadas depois. De regresso à estaca zero, deixando meio país convencido de como as coisas se fazem e se estrangulam. Partida viciada de ténis que se eterniza.

ENTRE GRITINHOS DE INDIGNAÇÃO

É muito difícil compreender para que raio se invoca o refúgio das leis e nas leis, quando o que avulta de um modo geral é a improcedência e o bloqueio, para não falar nos grandes bodes expiatórios do costume, a arraia pequena, os últimos da rede, os insignificantes e certamente não autores morais do Sistema. Uns vêem o primeiro-ministro sob o fogo malicioso de uma conspiração interminável. Outros vêem-no como o símbolo supremo de um sistema implantado no País, basicamente acima da lei, sendo a lei, sempre a escapar fedendo, sempre em estado de graça, apesar da espessa desgraça. Normalmente, o António resume a coisa com inabitual ironia, num País que não se sente: «É evidente que o senhor presidente relativo do Conselho diz-se vítima de perseguições, ódios pessoais, invejas políticas e outras coisas mais. Também é evidente que o senhor presidente relativo do Conselho não tem sido penalizado por todos estes casos, tanto do ponto de vista político como judicial. Antes pelo contrário. Governou quatro anos e meio com maioria absoluta, ganhou as últimas eleições Legislativas e aí está de novo à frente de um Executivo que tem por missão principal preparar novas eleições para o partido do senhor presidente relativo do Conselho voltar a ter maioria absoluta. E em matéria de Justiça estamos devidamente conversados. Na Cova da Beira, apesar de muitas suspeitas, o senhor presidente relativo do Conselho é apenas testemunha de uma das arguidas, os projectos da Guarda foram devidamente arquivados, a licenciatura ficou na gaveta do Ministério Público, no Freeport é o que se sabe e agora, na ‘Face Oculta’, as conversas com o arguido e amigo Armando Vara estão há quatro meses no baú do senhor procurador-geral da República, prontas para ser despejadas na lixeira mais próxima quando chegar o momento oportuno. Para grande satisfação dos suspeitos do costume, que já andam por aí a dar gritinhos de indignação pelo simples facto de um arguido ter sido escutado a ter conversas menos próprias com o senhor presidente relativo do Conselho. Como se previa, a normalidade está prestes a ser reposta neste sítio horrível, pobre, deprimido, corrupto, manhoso e obviamente cada vez mais mal frequentado. Uma normalidade execrável e podre que serve às mil maravilhas aos abutres do costume, que se alimentam todos os dias à mesa do Estado e atiram para a miséria milhões de indígenas sem presente e muito menos com futuro.» António Ribeiro Ferreira

CÂMARA PINOCCHIANA


Belo espectáculo democrático, João! Então o João espeta uma farpa descomunal no Tiago, manifesta um desprezivo sectarismo para com ele por razões de opinião e de idade, e depois vem desenvolver o assunto e o insulto por interposto anonimato?! E isso é esquerda? É isso bonito ou decente? Uma vez mais fica a saber-se para que servem as assessorias moderneiras governamentais. São um antro de ócios e um laboratório de manobras de baixo nível contra os desalinhados do servilismo mais crasso e da dependência mais crónica e tóxica de essa espécie de Patronato de Estado em que o Socratismo se converteu. Existem para atirar cocktails molotov insultuosos aos opositores e às oposições, aos capazes de imagens sem subserviência nem temor ao Poder Mal-Eleito, imagens e comparações, como a da honestidade do PM e a monogamia de Cicciolina. Os ataques imediatos de assessores governamentais, forma dispendiosa de sovietizar em modo caniche toda a opinião circundante, procuram isolar e atemorizar o pluralismo anti-PS, a capacidade de ler a realidade política, as suas mentiras e as suas graves entorses, e o fazem sem respeitos humanos nem respeitinhos só por ser o sr. Sócrates. Pensei que vivia num país capaz de acomodar todas as «Cicciolinas» que habitam a liberdade do João Miguel Tavares e todos os bordéis hiperbólicos do jovem, mas não imberbe, João Tiago Ramalho. Pensei que por cá era possível o Poder condescender com o seu crítico mais feroz e mais ressentido e que jamais veria um homem livre e criativo, como JMT, processado pelo paquidérmico sensível Primeiro-Ministro para mais recorrendo ao mais caro dos advogados da praça, o Daniel Proença de Carvalho. Perante Ilona Staller, a extraordinária atriz, incapaz de processar humoristas, o PM e a sua corte de serviçais assessores fica mesmo muito mal.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

«O AMIGO JOAQUIM»

Sabe-se que Sócrates e Vara versavam, nos seus telefonemas amistosos, coisas muitíssimo mais importantes que política e economia urgentes ao País. Era a grande filigrana do controlo mediático o que parolamente os movia: forma de encontrar uma solução para o "amigo Joaquim" (JN, DN e TSF) e as suas dificuldades financeiras, referências à Ongoing que papou a TVI no momento da aquisição de Moniz. Conversas com resultados consabidos. Agora quantos odiavam o "mau jornalismo" do Jornal Nacional da TVI podem refazer a leitura dos acontecimentos ou meter explicador. Que mão salvadora virá, portanto, em socorro do "amigo Joaquim"? Será a "Controliveste" papada pelo grupo Lena?!

CONTEMPTO PELO ARCAICO ASSUMPTO

Contempto, eis o que merece este português com psoríase.

«SUCATA É O NOSSO REGIME POLÍTICO»

Algum dia, como escreve JMM, as multidões do País rejeitarão o rumo apodrecido do Regime, derrubando esse desavergonhado Muro de imoralidade por que se pauta a nossa vida política e afastando um certo PS corruptor e anestesiador da sociedade portuguesa. Mentiras, STASI e outras entidades controleiras, vocacionadas para outra coisa bem diversa do bem-comum, não duram para sempre por mais que lhes dourem a precária vigência. É só aguardar.

Domingo, Novembro 08, 2009

APAIXONADO PEL'OS MAIAS

Devo ter levado mais de três mil quilómetros a reler Os Maias. Contemplativa e saboreadamente. Deixar-me entranhar de ele, romance. Entre o Porto e o Alentejo Profundo e, de novo, entre o Alentejo Profundo e o Porto, fiz a releitura mais intensa possível de um texto já conhecido, mas até há pouco sem o benefício da experiência e da sensibilidade por mim acumuladas. Com paragens inúmeras em Lisboa, nessas viagens, o romance estava sempre entre as minhas palmas, de Expresso em Expresso, de comboio em comboio. E foi marcante recentemente, enquanto atravessava a grande Cidade, atravessar de igual modo, com os meus olhos, a mesma toponímia lisboeta presente nos eventos que a criatura-narrador de Eça desenrola nesse absolutamente luminoso romance. Os Olivais, onde Carlos e Maria se entrelaçaram, mas também Miss Sara, a lúbrica puritana perceptora de Rosa, com o robusto jardineiro, ocultos, entre ardores brutais, rebolando na relva pelas madrugadas incestuosas daquele Agosto. Sentir ali, nas décadas de setenta e oitenta do século XIX, resumido e repetido, o mesmo País civicamente raquítico, raquítico económica e politicamente, deu-me a pressentir também o mesmo cheiro a pólvora revolucionária que se antecipa para breve, se a indignação sair às ruas, em virtude de estrangulamentos sócio-económicos semelhantes aos do tempo da história narrada dos quais nos aproximamos tutelados por figuras patrióticamente baças e civicamente reles. Um País comprado, corrompido, anestesiado pelo Poder Político nos seus subsídios e favores e jeitos, chegará prestes aos seus limites de fantasia. O cheiro a verbena da Gouvarinho, primeiro inebriando e depois enjoando. O cupé e a tipóia de todos os impulsos. Piafés de cavalos à porta do Ramalhete. Brumas de um resfolegar animal cavalgando entre as ânsias de um enamorado, a caminho de Sintra só para vê-la. E sobretudo isto muito meu, temperado e alternado com as paisagens e a luz de fim de dia no meu país entrando-me pelos vidros de viagem: uma paixão visceral pelos personagens, pelas paisagens morais e físicas ofertadas pelo supremo narrador-sentidor de Portugal, uma paixão por Ega e por Afonso, pelo desenho de eles, uma participação física nos factos narrados e uma cumplicidade plena com as personagens, como coisa minha, assumida pela minha carne e pelos meus ossos, algures num Tempo Inefável onde, enquanto Povo, para sempre nos recapitulamos antes de capitular à falência por um novo renascimento. Talvez nunca me tenha apaixonado tanto pelo recheio de um livro e o sentido que re-assume no tempo presente português. O testamento da decadência portuguesa, compresente n'Os Maias, maravilhoso prenúncio genial de catástrofe iminente então, como agora mesmo, é um desafio a que conheçamos e amemos, para que mais bem o superemos, este nosso lastro multissecular de venalidades, corrupções e fraquezas mimetistas do exterior. O testamento d'Os Maias está por abrir e assumir.

AGORA DESEMERDA-TE!

Vociferava o Alberto, à saída do tasco: «A gente votou no Sócras como quem diz: criaste os problemas, agora desemerda-te! Com um pouco de sorte, a realidade dará uma semelhante coça ao PS, evidenciando-lhe a incompetência e o vício-de-boca, esse gosto de sugar o País, até que ganhe vergonha na cara.»

THE BLACK WEB


Nada como um diagrama comentado para se compreender o estrénuo serviço ao bem comum que o PS está a prestar ao País. Lindo! Já só falta diagramar a mortiça e polígama web do PSD, coitado, com os restos da farta mesa do PS. Portugal vai pagar caro esta podridão!

PINTO NÃO DÁ PAU


O meu querido amigo JES não perdoa nem dorme em serviço. Aponta e clarifica a partir da limpidez dos factos: dentre os muitos fantoches da vida pública nacional, na Justiça como na Economia e na Educação, o actual Procurador tem sido um exemplar abafador de casos onde os nomes na berlinda curiosamente têm sido quase sempre os mesmos. Desvalorizou o Freeport como ninguém e o Freeport está efectivamente morto nos planos mediático e judicial. Diz umas coisas do Face Oculta mas segue adiante aguardando pelo marasmo costumeiro. Provavelmente queimará as escutas ao velho namoro entre Vara e Sócrates. É por esse tipo de tarefas de bloqueio e ocultação aliás que está lá. Para empatar e empurrar com a barriga. O podre do cargo e o mais nauseabundo descrédito já chegaram aos derradeiros limites como aparentemente se pode inferir disto. Uma vergonha!

A ELIZABETH LAMBERT DO PARLAMENTO PORTUGUÊS

Depois de ter visto e lido isto, pensei imediatamente em quem seria a Elizabeth Lambert do Parlamento Português. Kassidy Shumway, por sua vez, cada vez me parece mais com toda a Oposição. Um doce para quem "adivinhar".

PACIÊNCIA, DOMINGOS!

Primeiro derrota. Não foi um Braga abaixo do habitual, mas um Guimarães naturalmente transcendido em face do segundo melhor futebol da Liga a seguir ao do Benfica. Se o Braga for campeão, sê-lo-á aprendidas todas as lições da invencibilidade quebrada. Um segundo de deslumbramento e é a morte do artista!