Ao ler este texto de Daniel Deusdado, com cujos pressupostos estou 1000% de acordo [«é preciso investir na junção da cultura aos negócios digitais para se globalizar a economia»], pergunto-me por que puderam os mandatos Rui Rio mediocrizar as cartas culturais que só o Porto teria a jogar no grande mercado europeu da cultura; e onde que é que o Porto é menos que Edimburgo, onde há dezenas de milhares de pessoas a fazer e a assistir a espetáculos durante todo um frio e agreste Agosto, transformando uma cidade que estaria semivazia num dos maiores sucessos económicos do negócio da cultura. Como não ver nem ter visto que cultura é economia e que o Porto tem essa vocação e apetência?! Camões, cidadão do Porto, nos valha e por nós vele. É por essas e outras omissões que me junto a Jorge Fiel quando escreve: «Afastado há dez anos da Casa da Música, na sequência de uma entrevista ao JN que não agradou ao presidente da Câmara, Pedro Burmester prometeu que só voltaria a tocar em público no Porto quando Rui Rio já não mandasse na cidade. Já só faltam 124 dias para que Burmester volte a tocar no nosso Porto, encerrando a 8 de dezembro o ciclo de piano da Casa da Música, perante uma Sala Suggia cheia e vibrante. Vai ser um momento memorável!» Com Menezes, sei que será inteiramente diverso.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, agosto 23, 2013
ZERO NA CULTURA, ZERO NA ECONOMIA
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sexta-feira, junho 28, 2013
PENSAMENTO PECHISBEQUE DE DEUSDADO
Admiro, gosto imenso do Daniel Deusdado que reflecte sobre o meu Norte-Região, pensa criticamente o meu País, acusa a corrupção enraizada no Regime. Mas há coisas que escreve sobre o Governo Passos que me deixam triste apenas porque traduzem a mortífera e estéril lógica parcial da desconformidade perpétua, patente na História d'O Velho, o Burro e o Menino, como é o caso desta opinião. 1. Deusdado veicula por demais a fome, a pressa e a sofreguidão do pessoal do BE, do PCP e de algum PS por mudar de Governo na secretaria da Presidência da República como se isso mudasse a Europa que nos calhou e o FMI que nos tutela [Deusdado discorda que o menino vá em cima do burro e o velho vá a pé]. 2. Ao contrário do que Deusdado ajuíza, Cavaco faz muito bem em paralisar os ímpetos viscerais e impacientes da rua e da rua que convém aos mesmos do costume apenas democratas quando são eles a governar e golpistas quando são outros [Deusdado discorda que o velho vá em cima do burro e o menino vá a pé]. 3. O problema dos swap, quanto a mim, deveria ser resolvido e foi. Era um fogo a apagar e há demasiado. Ponto [Deusdado discorda que o velho vá a pé, tal como o burro e o menino]. 4. Finalmente, na decisão técnica de passar a aplicar a quase totalidade do Fundo de Estabilização da Segurança Social apenas em dívida portuguesa, creio que é um acto de autoconfiança da dupla Gaspar-Passos, uma aposta do Governo no próprio pescoço e no próprio trabalho: meter o dinheiro todo em dívida nacional significa levar muito a sério o cumprimento nacional da palavra dada aos credores que a Troyka representa, significa preferir o fio da navalha e apostar tudo no evitamento de um perdão de dívida com tudo de horrível que ele significaria, ainda que haja quem ache que não conseguimos sobreviver com 130% de dívida pública face ao PIB: também não podemos estar sempre a cair indefinidamente numa recessão sem fim, como é lógico, sendo que os sinais da melhoria geral da cobrança fiscal nos deveriam reforçar a certeza de uma incomparável eficiência [Deusdado discorda que o burro vá ao colo do velho e o menino a pé]. É uma pena que para a argumentação em manada de uma dada oposição com cio, Santana seja sempre horrível, Sócrates sempre sacana e Passos sempre incompetente, Deusdado! Santana estava a familiarizar-se no cargo. Sócrates estava a avacalhar-se no cargo. Passos tem uma espada sobre a cabeça e faz o caminho ao caminhar. Tenhamos a paciência dos gurus e a doçura dos Mandela, não um pensamento de pechisbeque, Daniel.
sexta-feira, junho 21, 2013
DOLO, DANO, IMPUNIDADE
Um grande e corajoso texto de Daniel Deusdado sobre o crime económico-ambiental das Barragens Anãs do Tua e do Sabor, muito ao contrário da gaguez de muitos covardes que vão comentar a medo a desvergonha das últimas PPP na SICN, RTPN e TVI24. Não era preciso mais para ir para as ruas, com o Daniel, contra a impunidade:
«O Porto não seria a melhor cidade do turismo europeu 2013 se não tivesse o Douro. Tudo o que se passa no rio e na região devia ser também responsabilidade da segunda cidade/região do país. E é por isso que a sentença de morte final da UNESCO, indiferente à destruição extrema praticada pela EDP sobre o rio Tua (a par do que está a suceder no rio Sabor), é um momento histórico no pior sentido. Representa a falência acéfala dos autarcas do Douro e do Norte, mas também dos burocratas políticos que na Comissão de Coordenação da Região Norte calaram e assinaram de cruz o que convinha ao governo da ocasião.
A decisão da UNESCO representa ainda que o presidente da EDP, António Mexia, conseguiu o apoio obediente da ministra do Ambiente, Assunção Cristas, e assim pôr fim irreversível a dois rios extraordinários e uma linha de comboio única - que só outro futuro económico recuperaria com a grandeza correspondente ao seu potencial turístico.
Mas este crime envolve muitos nomes. Um deles é Durão Barroso (como primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia). Bruxelas sempre tratou com o maior desprezo as causas dos ambientalistas, que o alertaram em tempo contra estes danos gigantescos. Depois, José Sócrates foi o protagonista da mais brutal insensibilidade da Esquerda ao desenvolvimento sustentável, como se continuar a pôr "muros de Berlim" nos rios, em pleno século XXI, fosse sinónimo de energia limpa ou de inteligência humana.
Os 300 milhões pagos pela EDP ao Governo Sócrates para obter as concessões do Plano Nacional de Barragens foram grátis. Os especialistas (que ainda restam sem avenças com a EDP) já demonstraram vezes sem fim que as novas barragens são as novas scut - vão condicionar a factura de energia dos portugueses por décadas, acrescentando maiores parcelas onde elas já representam 50% da nossa conta fixa, haja ou não haja consumo.
Os autarcas do Douro não quiseram ver tudo isto, porque são políticos como Judas - pensam nas 30 moedas. Chamam ao betão das barragens "desenvolvimento" e às sandes dos trabalhadores das obras "animação do comércio local". É verdade que a pobreza atual da região precisa de iniciativa. Mas esse é que é o drama: depois das obras destruidoras do ecossistema e da paisagem, o que voltará não será pobreza, será ultrapobreza. Espreitem as outras regiões com barragens no Norte e indiquem uma onde haja "desenvolvimento" com turismo de natureza extraordinário...
Esta decisão é ainda reflexo do que representa o novo turismo do Douro - um turismo de cruzeiro, de passeata, premiadíssimo - mas à custa dos durienses 'índios da Amazónia': cuidem da paisagem a custo zero, para nós brindarmos com champanhe e baile à passagem do navio... Fica zero no Douro. Zero. É turismo canibal. E como os barcos não sobem o Tua ou o Sabor, é-lhes indiferente. Só que um património da humanidade é mais do que subir o rio. É uma memória, é um conjunto de factores que são assim há séculos e séculos. Isso está bem patente num pequeno filme de 18 minutos disponível em www.pan.com.pt/valedotua - feito altruisticamente por voluntários do Partido dos Animais e da Natureza.
Em todo este processo das barragens houve a corajosa luta de algumas associações ambientalistas. E ouviu-se uma voz empresarial dissonante: a família Symington, líder mundial do vinho do Porto. Numa carta à UNESCO, Paul Symington alertou para as consequências ambientais da criação de dois lençóis de água no Tua e Sabor, que porão em causa o ambiente climático ancestral da região, e para o seu impacto nas vinhas. E afirmaram: "Qualquer projeto que danifique esta paisagem única irá comprometer o futuro de todos os envolvidos na produção de vinho e no trabalho associado à região".
Há uma razão para isto: os Symington estão no Douro há mais de um século, vivem daquele delicado ecossistema. Vão lá continuar mesmo depois das infinitas autárquicas e seus caciques, dos Mexias presentes e futuros, de governos monárquicos, ditatoriais ou democráticos. É gente como eles que vai sofrer com a ganância e a destruição irreversível. Com decisões tomadas em gabinetes políticos ou financeiros por gente 'fashion', de plástico, rodeada de ar condicionado e alcatifas fofas. Um dia, isto explode nas ruas (como na Turquia ou no Brasil).»
Daniel Deusdado, in JN, 21 de Junho, 2013
sexta-feira, abril 19, 2013
SAIR DO EURO SERIA MORRER MIL VEZES
«Não gostaria de ser desmancha-prazeres mas, pelo sim pelo não, acho que seria melhor alguém perguntar aos empresários se acham que a saída do euro é a melhor maneira de recuperar a economia... Eles são as pessoas que vivem do mercado internacional e seriam os primeiros a querer ganhar dinheiro com a desvalorização dos nossos produtos... Mas não pedem o regresso do escudo. Por que será?
Arrepiante o "Prós e Contras" de segunda-feira, na RTP, sem um único empresário. Que João Ferreira do Amaral insista na tese, teórica, de que a saída é a solução, é democrático.
quinta-feira, novembro 01, 2012
QUE SE PASSA CONTIGO, DANIEL DEUSDADO?

sexta-feira, agosto 31, 2012
PARVO MITT ROMNEY, PERIGO AO LARGO

«A única boa notícia à vista na economia mundial, como já aqui escrevi, é a de que a população mundial tende a crescer dos atuais sete mil para os nove mil milhões até 2050. É na Ásia, África e América Latina que mais consumidores suscitarão maior crescimento económico. Se abdicarmos desses mercados estamos condenados a morrer pobres e velhos e a vermos os melhores trabalhadores e as melhores empresas a emigrarem da Europa (e não apenas de Portugal) sem fazer retornar riqueza para o velho continente. Mas isso só faz sentido se a Europa e os Estados Unidos impuserem um padrão ético, social e ambiental ao Mundo. Ninguém mais tem autoridade moral para o fazer. Se isso não acontecer estabelece-se um standard onde a lógica de mercado mais selvagem ou o arbítrio de ditadores de esquerda e direita é a lei. E isso quer dizer menos direitos sociais, desrespeito pelo ambiente e corrupção. Daí a importância das palavras dos gurus económicos de Mitt Romney. Quando a América opta pela desregulação e menores direitos sociais, como aconteceu com George W. Bush, a prazo é o Mundo todo a pagar a fatura. A América desequilibra a globalização cada vez mais a favor da Ásia. A diferença entre Obama e Romney é, em certo sentido, essa - Obama mais europeu, Romney mais asiático. Melhor seria portanto contarmos com Obama do nosso lado para mantermos a Europa como farol de civilização do Planeta. Mas não podemos deixar de ver este perigo: uma euforia ultraliberal a impor o seu padrão em todo o lado, todos os dias. Afinal, a quem damos o nosso 'voto' no hipermercado? E qual o limite para impor impostos aos que trabalham?» Daniel Deusdado
segunda-feira, junho 18, 2012
FREI-PADRE DE ESQUERDA-GARGANTA
Creio que Francisco Louçã, uma vez mais, não tem razão ao considerar que Portugal deve revoltar-se contra a austeridade e aquilo a que chama uma "política de terra queimada" as quais, austeridade e política, diz, só conduzem ao desastre e à falência da economia. Pelo menos não é contra isso que nos devemos revoltar e não porque não devamos, apenas porque não podemos. Devemos, sim, revoltar-nos contra os consabidos ladrões impunes que o Regime protege dentro e fora do País, apesar das minas e armadilhas deixadas para trás, lesivas dos interesses gerais e do Estado. Devemos revoltar-nos contra os emissores de mentiras passadas, absolvidos pelo hábito nacional do olvido, indulgenciados pela nossa fraca memória. Aliás, os eleitorados europeus mostram não querer "terra queimada" como forma de luta contra a "terra queimada" austeritária em decurso, porque o abismo atrai o abismo. Um padre político, ainda que de Esquerda, como Louça, é sempre um padre: pode açular as massas ao sangue ou à castidade e ficar de fora a ver aonde param as modas. Mas isto não vai lá de todo com Beatério de Esquerda, Chico Louçã! Não vai. Já devias ter percebido isto. Por que não visitas empresas inovadoras e de sucesso, como faz o Daniel Deusdado, ao escrever, hoje, no JN, sobre a ADIRA?! Era mais por aí.
sexta-feira, junho 15, 2012
QUINTA-FEIRA, DIA DE SNIFAR DANIEL DEUSDADO
Preciso de esperança, no meio do triunfo dos filhos da puta e do meu e de milhares inexorável empobrecer. Preciso de acreditar no País heróico do Daniel Deusdado. Todas as quintas aguardo por ler estas verdades encorajantes, pois estou a ficar rouco com tanto roubo protegido pela puta-que-a-pariu-Procuradoria: «Não estou optimista sobre Portugal por achar que os tempos vão ser fáceis. Acho é que sabemos fazer das tripas coração e somos capazes de inventar uma saída onde não há saída. Nas últimas entrevistas que tenho tido a oportunidade de fazer com esses novos descobridores portugueses - os exportadores - encontro pontos em comum extraordinários: capacidade de contornar as tempestades negociais, resposta em tempo útil a pedidos diferenciados, humildade para fazerem pequenas vendas sabendo que todas juntas hão de dar um bolo grande - e um traço cada vez mais importante: a detecção de portugueses que trabalham em grandes empresas internacionais. Ajudam-nos a fazer a ponte com a língua e culturas locais, explicam o que precisamos de fazer e estabelecem relações de confiança do outro lado do negócio. Nos negócios a confiança é 90% e o preço apenas 10%. Estes portugueses são ouro.
quarta-feira, abril 25, 2012
SOLIDÁRIO COM OS 'PALHAÇOS' DA PONTINHA
«A Es.Col.A ocupou ontem a Fontinha. Não se sabe até quando. Não sei mesmo se, quando o leitor vir este texto, já a Polícia de Intervenção 'limpou' de novo a escola e impôs a ordem. Que ordem? Há realmente uma ocupação ilegal? Vejamos em detalhe.
1. O edifício da escola da Fontinha é da Câmara do Porto? Oficialmente sim. Mas o ponto é este: servia para alguma coisa antes do grupo Es.Col.A lá estar? Não. E aquele prédio é de quem? Do ponto de vista público 'pertence' à Câmara, ou seja, aos moradores da zona. Quando o presidente da Câmara os manda sair à força não sei exatamente em nome de quem é que actua. Os munícipes que contam são aqueles que estão ali (não os que moram na Foz ou em Miragaia). Aquela velha escola devia estar ao seu serviço e finalmente estava.
2. A Câmara exigiu 30 euros de renda e um contrato de comodato (empréstimo). Parece sensato mas Rui Rio poderia ver que, por detrás da Es.Col.A, há uma cidade a 'mudar'. Uma história: na década de 80 em Curitiba, no Brasil, a edilidade não conseguia lutar contra o crescimento das lixeiras na favela. O que fez o presidente Jaime Lerner? Decidiu pagar um pequeno valor pelo lixo recolhido e entregue no local certo. Assim, em vez de ter os moradores a contribuir para o caos, contou com eles para mudar radicalmente a cidade e fez Curitiba figurar como um dos casos mais extraordinários de mudança social e ambiental no Mundo. A decisão permitiu-lhe ainda poupar muito dinheiro em serviços públicos. Curitiba era um caso muito mais complexo do que o que estava em curso na Fontinha. Há inúmeras escolas da cidade abandonadas. Há jovens adultos com vontade de participar em movimentos de solidariedade social, até como meio de encontrarem um sentido para a própria vida. É uma mudança gerada pelos novos tempos do desemprego jovem e do regresso à agregação social de proximidade. Mas o que faz a Câmara? Recusa perceber o que aí vem. Faz mal, porque os novos tempos do Porto também se fazem destas pessoas que estão disponíveis a viver uma vida de pobreza em prol dos outros. Ora, num tempo em que é tão mais fácil entrar pela marginalidade ou emigrar, isto parece uma boa ideia. A cidade precisa de gente assim - desde que os moradores aprovem. O novo Porto cultural e jovem também é isto e não apenas a 'movida' ou os bares dos universitários.
3. A Fontinha não encaixa no formato "pobres" ou "político que ajuda/povo que agradece" tão ao agrado do "populismo democrático" de Rui Rio. É mais fácil pintar os bairros sociais e colocar-lhes televisão por fibra do que encontrar um modelo económico e social para a cidade. O Porto é um vazio de novo emprego, exceto o cultural (que surgiu à revelia da Câmara, nunca o esqueçamos). A Es.Col.A é uma forma não-convencional de cultura urbana. Naturalmente não aceita a exigência de menção obrigatória do "apoio da Câmara do Porto" em todas as ações culturais. O ridículo da dupla Rio/Teixeira não tem limites. Exigência essa, recorde-se, que impede qualquer instituição da cidade de criticar a Câmara sob pena de perder a esmola. Obrigar a 'Fontinha' a agradecer a oportunidade faz de facto lembrar a propaganda nazi no gueto judeu. É triste, mas é verdade.
Duas notas de rodapé: este 25 de Abril começou a tornar clara a cisão política do PS com a troika/Passos Coelho. A decisão reflete uma coisa mais perigosa: a mentira do Governo quanto ao corte dos subsídios em 2014 pode ter sido a gota de água na coesão social e Seguro percebeu obviamente isso. O candidato que achava pesado o PEC IV transformou-se no primeiro-ministro que se esqueceu de avisar os portugueses que a austeridade dura mais um ano do que o previsto... Mente ou é apenas um jovem alto e loiro?
A segunda nota: finalmente o 'buraco' da Madeira transformou-se num caso de Polícia. O "Diário de Notícias" fala em mais dois mil milhões de dívida escondida tendo por base o sistema do costume - construção civil e investimentos feitos à socapa das contas públicas. Será que nem assim Jardim se senta no banco dos réus? Se assim não acontecer, é melhor fechar de vez os tribunais.» Daniel Deusdado
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
TUDO ACERCA DE VALENTIM LOUREIRO USAR LINDOR
Valentim usa fraldas por incontinência urinária, pelo menos? Usa. É o que circula. O certo é que há demasiado lodo no "cais" da impunidade portuguesa e o Daniel ilustra-o com acuidade total. É claro que a leitura do excelente excerto seguinte não dispensa a pedagógica leitura do artigo todo: «Conclusão 1: depois de centenas de milhares de euros gastos em investigação policial e tribunais, vai tudo preso? Não. Nada. Além disso, o negócio só foi descoberto por acaso durante o "Apito Dourado".... Outra dúvida: por que pagaram os administradores da STCP uma verba irreal por um terreno duvidoso? Quem os pressionou? Por fim: qual a decisão do tribunal quanto ao filho de Valentim, ao vice-presidente da Câmara, e ao amigo advogado? O tribunal condenou-os apenas por branqueamento de capitais em um ano e dez meses de prisão... com pena suspensa. That's all folks!!!
Conclusão 2: com tão notável serviço público ficamos agora à espera que a filha (e vereadora) de Valentim tome o lugar do pai em Gondomar e o "major" avance sem medo para a Câmara do Porto. Como não falta dinheiro nos offshores do clã, não deve ser difícil pagar a oferta de electrodomésticos aos eleitores e obter vitórias retumbantes. O populismo é filho da miséria, incluindo a moral.» Daniel Deusdado
domingo, fevereiro 05, 2012
PORTANTO, AMOUCHOU
«"O actual Governo da República, apesar de emparedado ante a desgraçada herança recebida e as imposições internacionais, respondeu positiva e afirmativamente ao nosso pedido de assistência financeira". Jardim a elogiar Passos... Ring a bell? Passos Coelho, portanto, amochou. Todos amocharam. Alguém disse um dia o essencial: "O senhor não precisa de elogios, a obra que realizou ao longo destes anos fala por si". Foi Cavaco Silva, encomiástico-majestático, durante uma visita à Madeira. Pois muito obrigado, senhor presidente. Eu não diria melhor. Sobre como chegamos aqui.» Daniel Deusdado
quinta-feira, janeiro 19, 2012
AINDA A ANEMIA DEMOCRÁTICA DA CGTP
«Claro, para isso precisamos de exportar mais, ter menos défice, contrair menos dívida e não ter uma espiral de contestação social. Quanto a este último ponto, a CGTP e o PCP tentarão em desespero acentuar o ritmo de bombardeamento atómico — greves nos portos, transportes e serviços públicos. Falta conseguirem o apoio dos camionistas. Portos, aviões e camionistas decidem em boa parte o futuro de Portugal nos próximos tempos. Têm o mesmo impacto que o rating. CGTP e Standard and Poor's valem o mesmo no futuro do país. Têm óptimas razões, muito válidas. Mas condenam-nos à falência com as suas extraordinárias razões. Só um grande povo resiste a um ataque simultâneo deste tipo. Ainda assim: não nos subestimem.» Daniel Deusdado
quinta-feira, janeiro 12, 2012
PORTUGAL, SÉCULO XXI — FACTOS ASSUSTADORES
«A venda do poder de decisão na EDP a chineses, e o que se pode seguir na REN, GALP, Águas de Portugal (com potenciais angolanos, chineses ou árabes) é assustador. Os compradores chegam com dinheiro mas não trazem no currículo respeito pela democracia.» Daniel Deusdado
quinta-feira, dezembro 22, 2011
TAP: CHANTAGEM INFERNAL DOS PILOTOS DO MAL
O tipo de atitudes dos pilotos da TAP há muito que transcorreu todos os limites do pecado e da obscenidade, parecendo eles borrifar-se para o facto de, conservando ou ampliando os seus direitos, a Companhia se afunde e se perca. Não há patriotismo nem sentido de proporções nesta gente. Em que País pensam viver?: «3. Como é que os pilotos da TAP conseguiram obter para si uma promessa de ficarem com 10 a 20% do capital da empresa numa eventual privatização? Com o mesmo tipo de chantagem dos maquinistas: no Verão de 1999, o ministro de serviço do Governo de Guterres, João Cravinho, acabou com a ameaça de greve e prometeu aos pilotos este bónus em ponto gigantesco. E eles, fervorosos "sindicalistas", foram logo dividir com o resto do pessoal da empresa a benesse obtida neste processo de chantagem permanente... Certo? Errado. Ficaram com ela para a usarem no momento certo.
Desde há muitos anos que os pilotos ameaçam e fazem ou desconvocam greves ao seu belo prazer, esquecendo todos os bilhetes por vender e os aviões vazios que tripulam quando cancelam as greves na véspera... Sequestram a empresa e destroem o emprego dos seus colegas. Poderia ser diferente? Tenho a certeza que a maioria dos trabalhadores da TAP se sente refém dos pilotos. Algo tem de mudar. Tem de se inventar uma fórmula que crie regulação dentro das empresas entre os próprios trabalhadores.
4.Porque é isto que arrepia. Como não se pode limitar o direito à greve dos pilotos ou maquinistas, e também não há dinheiro para continuar a pagar estes desvarios, o que se faz? Privatiza-se. Depois os liberais é que são os maus da fita...» Daniel Deusdado
DIREITOS DE DIREITA DOS MAQUINISTAS DE ESQUERDA
Classe chantagística à parte, tudo concorre para que se veja nos maquinistas da CP gente que não vive no mesmo País, nem sente as mesmas dores, nem está disposta a fazer a sua parte para que o abismo na empresa não se cave ainda mais, para que alguma luz luza ao fundo do túnel. Nem se fale no pessoal gestor político que empochou roubos-de-igreja ao longo das décadas à custa dos contribuintes. Pois chegou a hora da retribuição: «2. Paz à sua alma. A CP está por um fio. Os maquinistas parecem querer extingui-la. Anunciaram mais uma greve numa altura em que a Consoada enche os Alfas e Intercidades. A única salvação da CP passa, uma vez mais, por ter os portugueses a contribuir com dinheiro para este jogo permanente de chantagem. Só assim haverá salários no final do mês. O pré-aviso de greve significa que já hoje, dia 22, à tarde, deixa de haver alguns Alfas e Intercidades. E o caos estende-se até 2 de Janeiro porque as greves na CP nunca se ficam pelas datas marcadas - alastram sempre para os dias seguintes. Desta forma, os maquinistas deixam sem solução os seus melhores clientes, ou seja, aqueles que ano após ano preferem ou só têm o comboio... A culpa dos 195 milhões de prejuízos da CP em 2010 não é apenas dos maquinistas. Nem, obviamente, o facto de a dívida acumulada rondar os 3,5 mil milhões. Mas há uma questão por resolver: quando os maquinistas param a CP, estão a lutar contra quem? Contra os utentes e contribuintes. Não pretendo escamotear os seus direitos. Mas a sua agressividade e benefícios não têm paralelo na CP. O Sindicato dos Maquinistas, aliás, é muito de esquerda mas trata apenas de obter condições leoninas para os seus filiados, deixando para trás os ferroviários, o pessoal das bilheteiras, revisores, etc... E como sozinhos param a empresa, valem-se disso. Sequestram a empresa e o país. A culpa, obviamente, é de quem durante anos a fio negociou com este sindicato até ao absurdo. O que fazem os ministros dos Transportes? Como os custos das greves são tão altos e dão tanta agitação social, vão pagando sempre. O passivo da CP conjugado com o da Refer é de 10 mil milhões de euros (quase 15% do empréstimo da Troika). É uma dívida superior à dos 308 municípios juntos!» Daniel Deusdado
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