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quinta-feira, abril 04, 2013

20 EUROS AJUDAVA, FILHOS DA PUTA!

Afinal, há tanto filho da puta que pode ajudar-nos.
A vida corre-lhes bem. Bem de mais.
Até parecem imortais.
Se foste [e és] ladrão à pala da Política; se edificaste um Banco Corrupto pela escada instantânea da Política ou assinaste PPP à vista da parede e do fim da linha; e engordaste o teu acervo familiar de bens de toda a sorte; e escondeste do Fisco e da Sociedade desonestos milhões em offshores; e cevaste a tua conta bancária sem produzir um parafuso [com a zelosa energia, a estrénua capacidade de trabalho e os contactos, cumplicidades e compromissos de um Relvas ou de um Lello], apenas bafejado pela lassidão do Regime, protegido pelo laxismo da Justiça; se foste um mega-comissionista da Política e enriqueceste ilicitamente, podes ajudar-me, filho da puta.

terça-feira, julho 10, 2012

O ALERGÉNICO EFEITO DIAS LOUREIRO

Tenho andado a consumir, consumido, este documentário de pornografia nacional pura e dura. Faço-o lentamente em desgostosa degustação magoada. mas é especialmente ao deparar-me com o depoimento de Dias Loureiro, célebre na fácies de insana infelicidade por ter abarbatado não poucos milhões à canzana sobre a Lei, um «trabalho insano, porque é insano, sabe?», que me acontece ficar todo do avesso e passar-me completamente dos cornos cívicos. É o efeito alergológico Dias Loureiro. Deve ser inveja, sei lá. Penalizo-me de reagir assim, a quente e a frio, com os nossos azeiteiros da política, todos eles tão iguais, nada frugais, mas sucessivos, friso habilidoso de vampiros que perderam contacto com o mundo real, este, nosso, e lá vivem nesse planeta que nada tem a ver com o nosso empobrecimento inexorável e conformação à estupidez de a aceitar. O que nos aparece nesse documentário é um Dias Loureiro acabrunhado, coitado, triste e infeliz, de voz arrastada e olhos baixos, entaramelando o discurso como se em trânsito por um luto insano. Perante a dor que exala, como me atrevo eu a andar sereno e sorridente, cumprimentando toda a gente nas ruas e nos recantos da Escola todos os dias, logo neste momento, novamente nas vascas do meu renovado desemprego?! Então posso eu alguma vez andar em paz mesmo há largos dias sem um cêntimo no bolso que não seja emprestado?! Sou certamente uma besta incapaz de ganir infelicidade e pesar como Dias Loureiro, tão infeliz e melancólico. Desavergonhadamente, eu rio, apesar de a minha conta bancária se mostrar, mês após mês, um cemitério negativo, faça o que fizer, corra e salte como saltar e como correr. Eu é que deveria andar todo fodido, com uma cabeça descomunal, apenas por continuar abaixo de cão, sucessivamente admitido e sucessivamente chutado e enxotado do Ensino, todos os anos, desde há dezasseis. Não tu, Dias Loureiro, famigerado ex-ministro. Não é justo que sejas tu a ostentar a cara mais pesarosa e o ar mais fúnebre do Cosmos a propósito da «insanidade» que custam os vestidos da tua mulher em bailes e jantares oficiais?! «Lá se vai o ordenado todo», lamentas. Não vês que com todo esse sofrimento, um homem como eu se perde?! Não percebes que perante a tua dor sincera como um flato, um homem como eu se encafuará nas tascas, enfronhar-se-á na mais enfadonha loucura, atirar-se-á da ponte e acabará os seus dias a enrabar debalde inocentes caixas multibanco?!

domingo, outubro 09, 2011

JACKPOT ARRANCADO COM OS DENTES

«Pina Moura, Armando Vara e Dias Loureiro. Todos eles foram ministros, todos eles tinham salários modestos antes de chegarem ao Governo e todos eles acabaram por fazer carreira no mundo empresarial, aumentando o rendimento anual para valores acima dos cinco dígitos.» CM

domingo, junho 06, 2010

CONCEPÇÃO FIXISTA DOS VALORES

«Sócrates, no seu entender, "é um político moderno". E domina três aspectos essenciais da acção política moderna: "É um bom comunicador - e só é um bom comunicador quem tem algo para comunicar; é um profissional porque está focado nos resultados; e não tem uma concepção fixista dos valores". Encerrou a prelecção dizendo ter ficado com uma dúvida: afinal Sócrates tem ou não prazer em "vitimizar telemóveis"? O livro não esclarece. "Ficará para uma autobiografia." Talvez.» DN

terça-feira, dezembro 15, 2009

PALHAÇO. PINÓQUIO. DESASTRE


«O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver. O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.Ou nós, ou o palhaço.» Mário Crespo

quinta-feira, julho 02, 2009

LOUREIRO E A MALCHEIRENTA OMERTÀ

Mais que a constituição como arguido, foi chocante a leveza e até risonha simpatia isaltina com que Dias Loureiro declarou aos jornalistas o seu novo estatuto e o que só agora ficou a perceber nos negócios malcheirentos que protagonizou. Podemos contar naturalmente com o seu contributo para que vigore e continue intacta essa espécie de omertà siciliana, um velho e denso silêncio, que permite a Oliveira e Costa fechar o livro e não revelar nem metade do que tem a revelar. O BPN foi uma extensa conspiração contra Portugal e os Portugueses e um duro golpe na credibilidade de políticos e ex-políticos. Onde estão todos os demais arguíveis neste caso BPN?! Quem os protege e porquê?! E esses autarcas milionários, velhas raposas do centrão de interesses, quando prestarão contas aos portugueses por décadas de nepotismo e enriquecimento absolutamente ilícito?!: «Com base em indícios considerados suficientemente fortes para o tornar suspeito de ilegalidades em dois negócios do grupo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e do Banco Português de Negócios (BPN), o ex-conselheiro de Estado e ex-ministro de Cavaco Silva Manuel Dias Loureiro foi constituído arguido e ouvido nessa qualidade, ontem, pelos investigadores no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).»

quarta-feira, maio 27, 2009

LOUREIRO, SÓ UM EMBARAÇO A MENOS

Tardou até ao supremo tédio uma decisão autodemissionária da parte de Dias Loureiro. Deu margem a que se pensasse ter ele o PR sob chantagem de alguma maneira ou um respeito nulo pela pessoa e figura presidenciais, para não dizer nula consideração pelos cidadãos. Recentemente colado e plangente no lançamento de uma Biografia encomiosa a Sócrates era mais um sinal que nada augurava de bom quanto a colagens e a oportunismos desesperados a figuras de demasiado poder abrutalhado. Ainda mais quando nem sabemos o que pensar de alguém capaz de dizer a alguém [Oliveira e Costa] uma frase peregrina e caricata como esta: "Veja lá como me trata. Quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras". Como escreve, e muito bem!, José Manuel Fernandes, Director do Público: «... em política, como na vida pública, o que parece é. E o que já foi ouvido a várias testemunhas que passaram pela Comissão de Inquérito, designadamente a pessoas como uma imagem de seriedade sólida, como António Marta, do Banco de Portugal, contradiz de forma tão clara, tão contrastante, os seus depoimentos que criou dúvidas que não se limpam com uma simples reafirmação de tudo o que disse. Na opinião pública há, no mínimo, seriíssimas dúvidas não apenas sobre se mentiu ou fala verdade, mas também sobre todo o seu comportamento no caso BPN/SLN. Comportamento ético e comportamento no quadro das leis da República.» Um outro espinho encravado no enfermo Regime Português é a ainda situação embaraçosa de Lopes da Mota para o Governo e para País ao permanecer no Eurojust contra todas conclusões divulgadas e apreciadas pela Opinião Pública. Depois de forçado até ao limite e o limite foi o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, ter enviado um pedido ao Conselho de Estado a pedir o levantamento da imunidade de Dias Loureiro, espera-se que a divulgação integral do Relatório de Vitor Santos Silva por Pinto Monteiro ou a revelação de mais um quisto moral qualquer na história das 'pressões', portanto, só no limite do insustentável, Lopes da Mota seja posto a andar ou nos faça o obséquio de desenvergonhar nas instâncias europeias e nacionais, saindo por seu relutante pé. A escola de ninguém se mancar, muito PS e muito a cara de esta legislatura, deve dar lugar a outro modo despojado e humilde de estar na vida pública: «Dias Loureiro terá já pedido a sua demissão do cargo de conselheiro de Estado. De acordo com a SIC Notícias, o antigo dirigente do PSD já terá também solicitado uma audiência ao procurador-geral da República.A informação surge depois de ter sido noticiado que o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, enviou um pedido ao Conselho de Estado a pedir o levantamento da imunidade de Dias Loureiro, segundo avançou hoje o Correio da Manhã.»

terça-feira, maio 05, 2009

MDL, MENTIRA — DESPUDOR CONTUMAZ


«O TEMPO DOS ENGANOS O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), Manuel Dias Loureiro, defendeu esta manhã na comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN que se limitou a assinar os documentos nos negócios em Porto Rico. «Se um advogado me apresenta um contrato para assinar e eu confio nas pessoas que trabalham comigo, é natural que assine» sem ter que ler tudo o que consta no documento, afirmou Dias Loureiro.«Assinei milhares de documentos ao longo da vida e tenho que confiar nas pessoas que têm a competência técnica para elaborá-los» De facto, à semelhança de outro grande azarento da nossa política e actual PM, a este Dias L. só acontecem azares para lhe dar cabo da vida boa. Não leu o documento que todos (os envolvidos no negócio) dizem respeitar a algo que o próprio acompanhou directa, empenhada e pessoalmente. Assinou apenas. De cruz, certamente. Agora, assentam-lhe esta cruz maior de ter de ouvir oficialmente, num inquérito parlamentar, que será mais um... mentiroso. Aliás, já lho tinham dito antes, de caras, mas por outras palavras. Foi um alto quadro do Banco de Portugal que até o repetiu. À semelhança dos outros, Dias L. deixou de ter memória, a não ser para rejeitar o epíteto. Obviamente, esta classificação de carácter é desprestigiante e ignominiosa. É-o para um qualquer malabarista de profissão, quanto mais para um político que dirigiu um partido, no campo da recolha de fundos, apoiou candidaturas de topo, presidiu a uma comissão de eleição de um presidente da República, foi ministro, e daí saiu como gestor de empresa de holding, para um sucesso fulgurante no mundo empresarial de alto coturno, assentando depois como conselheiro de Estado, nesta república sem grande etiqueta. Por causa disso, o "ex-gestor da SLN mostrou-se «indignado» por ter sido acusado de mentiroso. Defendendo a sua honra, Manuel Dias Loureiro afirmou que «não se falseia um carácter durante 30 anos». Também acho. Churchil até disse que não era possível enganar a gente toda, o tempo todo. Só durante algum.» José, Portadaloja

sexta-feira, abril 17, 2009

CAPUCHO ACENA COM CARAPUÇA A DL

Umas das coisas que Capucho nunca poderá dizer directamente a Loureiro, algo que meio Portugal concluíu do Conselheiro e o também do PM, é que o simples facto de aquele ter deixado o seu nome a estornicar ao sol da suspeição, não ter cessado funções no CE, ter sido flagrado em mentira/falta à verdade/exercício da prerrogativa muito portuguesa da conveniente amnésia em negócios de milhões de euros, na CPI, bate todos os recordes de gravidade e de desrespeito pelo PR. Agora já é muito tarde para uma declaração de inocência porque o apodrecimento mediatizado da questão é total. Queixam-se certos 'ilustres' das fogueiras acusatórias públicas e da justiça na praça pública. Perante o sem-vergonha dos magnatas da política, protegidinhos no quentino dos cargos com imunidade, o que seria de nós sem a fúria de indignação que nos varre perante esses adoradores de Porches, capazes de tudo por si mesmos, de todos os espectáculos degradantes, de toda a falta de face?!: «Segundo o autarca, o caso BPN é “grave” e a “coisa mais escabrosa” que se lembra desde o 25 de Abril. “O envolvimento num caso como este justificaria dizer: bom este caso é grave, não nos apercebemos da situação. Somos inocentes mas não queremos embaraçar nem o Conselho de Estado, nem o Sr. Presidente da República, nem as instituições”, reiterou António Capucho.»

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

TRÊS AUTÓPSIAS AO CENTRÃO-VENTRÃO


Conviria que, pelo voto ou pela lucidez exercida sob todas as formas, tudo se fizesse para que a sociedade civil se libertasse de este lastro:
lkj
«No mesmo jornal, o Público, dois colunistas falam do "centrão" e de alguns do seus protagonistas. Luís Campos e Cunha define-o impiedosamente: «O Centrão é um bicho pegajoso, cinzento e gordo. Em termos políticos, é o conjunto de interesses que gravitam à volta do PS e do PSD (...). Nos tempos que temos vivido, corremos o risco de tal solução não ser sequer discutível, o Centrão já o é pela essência das pessoas. Ou seja, o Centrão não está no governo mas está no poder.» Vasco Pulido Valente, a propósito de Dias Loureiro, volta a defender esse prestigiado órgão de soberania que é a AR, local onde, de acordo com o articulista, Loureiro nunca devia ter comparecido: «se o dr. Loureiro se quer explicar, que arranje outra maneira de o fazer, sem envolver um órgão de soberania.» Por acaso não ocorreu a Pulido Valente que a intenção do "centrão" era mesmo essa, a de "envolver" o dito órgão de soberania através de mais uma inconclusiva e "dissolvente" comissão de inquérito? Só que Pulido Valente, em vez de recordar que Dias Loureiro é o "centrão" em pessoa, prefere "colá-lo" ao Chefe de Estado: «toda a gente percebe que ele precisa de se desprender depressa da infecta história do BPN e da SLN para não se embaraçar e não embaraçar o dr. Cavaco.» Embaraçar o dr. Cavaco? Se bem me lembro, Cavaco afirmou em público que o referido Loureiro lhe garantiu solenemente (repare-se na precisão do termo quando toda a gente sabe que Cavaco não é nada do género de quem aprecia divulgar conversas privadas) que não tinha "rabos de palha". Por outro lado, não me recordo de ter ouvido o conselheiro de Estado (por sinal indicado por Cavaco) vir a terreiro apoiar o PR aquando, por exemplo, do episódio do estatuto dos Açores. Pelo contrário, nos últimos tempos só temos visto o dr. Loureiro a louvar amigos "do peito" como Jorge Coelho ou com a biografia do "menino de ouro do PS" debaixo do braço, que apresentou comovidamente, definindo Sócrates como um "homem de afectos" cujo "optimismo faz bem a Portugal". Aquela coisa da "relação difícil com a verdade" não tem definitivamente exclusivos. Aliás, e parafraseando Campos e Cunha, Dias Loureiro não está no governo mas está no poder. É preciso meter explicador, dr. Pulido Valente?».
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João Gonçalves, in Portugal dos Pequeninos

sábado, fevereiro 14, 2009

OFF-CHORO E RANGER DE FUNDOS


Absolutamente de acordo. Aquilo que polui com salpicos de desonra-lama indirecta o PR é o facto de alguma vez esta coisa amnesicamente insuportável e displicente com grandes quantias de dinheiro e assinaturas, alguém que mente e não se manca, tenha sido em primeiro lugar convidado para um cargo de absoluta confiança política como Conselheiro de Estado. Certamente que, no computo dos argumentos de chantagem des-honorífica em que consiste esta guerra fria entre figuras de estado, há-de haver uma contabilidade minudente qualquer misteriosa. De modo que ninguém se demite ou se retracta, mas sustentam-se todos uns nos outros, como macacos agarrados a um derradeiro galho partido, ainda preso à árvore por um filamento, sem qualquer outro ponto de apoio à vista e prestes a estatelarem-se no abismo. Abordar superficialmente e branquear mediaticamente uma matéria como o caso Freeport, por um lado, e, por outro, nada resultar de este cruzamento de dados delicadamente comprometedores para alguém situado ao mais alto nível, diz-nos do mar de injustiças e de inconsistências em que a chamada Justiça em Portugal labora, lembrando-nos que só por muito azar geográfico não fazemos fronteira com uma república sul-americana em ditadura ou com um Cu de Judas africano igualmente famigerado pela Impunidade radiosa. Nem deveria ter de vir a terreiro, colocando o dedo na ferida, o deputado do Bloco de Esquerda (BE) João Semedo para defender a suma evidência de que Dias Loureiro deve demitir-se do Conselho de Estado. Alguém com suficiente independência, que nada deva e nada tema, deveria accionar ou ter accionado os resíduos de vergonha possíveis em tão asqueroso e invertebrado modo de proceder. Mesmo que o povo vá anestesiado e com suficientes angústias pesando-lhe, nada mais se espera que facto/consequência: João Semedo considerou que o Conselheiro Dias Loureiro «nunca deveria ter sido convidado pelo Presidente da República para aquele órgão, "não era necessário haver nenhuma comissão de inquérito ao BPN para se saber que Dias Loureiro integrou um grupo financeiro que anos após anos viveu da fraude e de operações irregulares" e "nada recomendaria o convite" para conselheiro de Estado. De acordo com João Semedo, na comissão parlamentar de inquérito sobre o BPN Dias Loureiro "não disse tudo o que sabia e faltou à verdade" e as "muitas contradições entre o seu depoimento e o que os documentos revelam" levam o BE a querer que seja novamente ouvido.» Precisamente da confrontação entre depoimentos na Comissão de Inquérito Parlamentar e documentos relativos a negócios assinados por DL no BPN, resulta a conclusão, na edição de hoje do jornal Expresso, de que "Dias Loureiro mentiu" no Parlamento, ao negar conhecimento de um fundo em relação ao qual assinou documentos. À gravidade do Buraco, que de resto todos pagaremos, soma-se a enormidade da Mentira, da sonsa não assunção sorna de responsabilidades, da amnésia, não com trocos, mas com enormes quantidades de dinheiro, esquemas de horonários esconsos, desbragamento e desonestidade sôfregos. Saber que no inferno haja choro e ranger de dentes faz parte de algum imaginário figurativo arcaico remanescente. Não nos poderá dar a 'democracia' de algum modo a sensação de que mentir não é aceitável nem compensatório ou o demonstrativo consolo de que enriquecer estranha e indecentemente é algo de repugnante, intolerável, com indesejáveis consequências e correlatas punições?! Com a disposição revelada pelos «representantes dos partidos na comissão de inquérito sobre o BPN [que] admitem chamar novamente Dias Loureiro face às contradições entre o seu primeiro depoimento e a documentação vinda hoje a público [em face do que] Dias Loureiro já manifestou, entretanto, a sua "total disponibilidade"», lá regressaremos à via-sacra de novas abordagens angulosas, novas desculpas empasteladas, lento marinar e desgastar mediático do caso e da premência de conclusões até ao oblívio.

DOIS PINOCCHIOS, UMA TRAGICOMOEDIA


Coitado do PR, se às amizades com os Milionários da Política Portuguesa, como o consabido Pinocchio-Loureiro, acontece como no filme The Green Mile: «morreram com o amor que tinham uma pela outra». A amnésia, a leviandade com negócios e grandes quantias de dinheiro já são míticas, em Dias Loureiro. O seu descaramento é impressionante ao ter mentido com grande classe na Comissão Parlamentar de Inquérito. Sente-se que quem está entalado e comprimido num colete de forças de lealdade, é Cavaco. Mas que outra coisa poderá o Presidente da República dizer que a consciência negra de ganâncias infinitas do Dias-Pinocchio não tivesse tido tempo de assumir e pela qual se penitenciar?! Mente. E continua Conselheiro de Estado?! Não tem vergonha. E continua Conselheiro de Estado?! Não respeita as instituições de Estado. E continua Conselheiro?! Não tem consideração pelos cidadãos, contribuindo para agravar a degradação institucional da República que aceleradamente se degrada, havendo acrescidos e justificadíssimos argumentos para uma revolta grossa qualquer. E continua sob o guarda-chuva da confiança do PR?! Não, Cavaco não falou o suficiente sobre o que Dias Loureiro tem a urgente obrigação moral de fazer. Mas nós sabemos como é. Também não pode falar mais. Não nos interessa porquê. Simplesmente sabemos que é assim. Questionado sobre se mantinha a confiança no seu conselheiro de Estado depois do jornal “Expresso” ter noticiado que “Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito” parlamentar, pois Dias Loureiro não disse a verdade à Comissão de Inquérito Parlamentar sobre a nacionalização do BPN quando negou conhecer a existência do fundo "Excellence Assets Fund", mas assinou dois contratos onde esse fundo é parte". O Expresso relata que Dias Loureiro justificou ter negado conhecimento do fundo no Parlamento porque não se lembrava da sua existência. Hoje, após ter encerrado o seu "Roteiro para a Juventude", na Fábrica da Pólvora, em Oeiras, o Presidente da República foi questionado pelos jornalistas se mantém a confiança no seu conselheiro de Estado. "Já falei uma vez e é suficiente", respondeu Cavaco Silva - Público. Não, Professor Dr. Cavaco Silva, não disse o suficiente. Terá dito o suficiente, sim, implicitamente sobre a figura de parvos que, nesta questão candentíssima dos furtos continuados no BPN, fazemos todos nós, cidadãos exemplares e cumpridores, jornalistas no seu dever devassatório, instituições e pessoas que todos os dias se colocam nas mãos lassas e laxas do Estado para quem pisa grosseiramente o risco. O paleio meloso e entalado de Dias Loureiro no Parlamento fica-nos à conta de ofensa. A manutenção no cargo de Conselheiro de Estado injúria e difamação consumada do Estado de Direito. A falta de consequências de tudo isto, na senda de impunidade política do PM, que a judicial é um Auto Vicentino, convoca-nos todos os dias para a TragiComoedia do Regime Republicano Português. Parece que este Regime, atolado em grandes, ou seja, obscenos, escabrosos, desavergonhados, problemas de credibilidade, aguarda por medidas drásticas da população, extraídas todas as lições que os tempos recentes nos obrigam a receber. Entretanto, duplos, esses tragicómicos Pinnochios Milionários da Política prosseguem mentindo, fiéis ao seu número e sem se mancarem. Entre cócegas e festas partidárias, entre sucessivas tendas e sucessivos espectáculos, entorpecem-se e entorpecem-nos.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

A SEDIÇÃO DA SOPA


Começo de conversa dêem-nos-um-bom-pretexto, em Salónica
ardem as ruas ainda mais por causa de um jovem ter sido morto
pela polícia numa manifestação. Parece que tinha ele, David sem funda,
abundantes Cocktails Molotov nas mãos. Ao parecer ser muitos sendo apenas um,
deve ter deixado em pânico mortífero essa Polícia de Choque local
de gatilho leve e zelo pesado. Ora, a morte de esse rapaz de quinze anos
incendiou a rua com tais protestos contra o Governo conservador
do primeiro-ministro Costas Caramanlis e contra um fosso social
cada vez maior entre ricos e pobres no país, que a própria economia já se ressente.
lkj
As cordas esticam até ao limite em qualquer lado, mas, pelo contrário, em Portugal,
até ao momento, nem os estádios festivos enchem para o futebol,
nem as praças enchem semana a semana clarificadoras,
nem os cafés enchem conspirativos e nem enchem os comícios do «Basta»!
Os portugueses, na insurgência, não são destemidos como os gregos, são covardes,
e os corruptos gregos devem ser menos hábeis e discretos que os corruptos portugueses
ou então com muito mais vergonha na cara na hora flagrante: não ficam a pastar
descredibilidade e mais que duvidosíssima idoneidade nas cadeiras conselheirais
onde sentam abusadoramente os desavergonhados cagueiros porcheanos.
lkj
Em Portugal, para além de todos os diagnósticos de regime terminal
e de todas as malfeitorias de legislatura, para além de todos os esbulhos,
de todas as opressões subreptícias do trabalho suprimido
e de todas as injustiças clamorosas, arrastadas, simulacro,
o que de facto enche são os Shoppings.
lkj
Por isso, em Portugal, toda a sedição e mola de motim comprimida, ejaculação de raiva,
vai ali, nos Shoppings, dissolver-se num McDonald's, numa boa sopa da Casa das Sopas.
Porque o protesto vital e urgente suborna-se com pão e a insurgência com sopa.
lkj
De Pedra, de preferência!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

SUPERVISÃO CONIVENTE


Não é caso para rir, por muito inteligente que seja o riso à Groucho Marx,
mas é bom que, à parte as ideias paranóicas de linchamento
virtual da figura do líder do BdP emanadas pelo próprio,
o qual que tem fugido para a frente na tentativa
de lavar as mãos supervisoras dos desmandos vergonhosos no BPN,
alguma claridade seja lançada em toda esta questão e a indecência
silenciosa do Regime se redima um pouco que seja.
É doloroso constatar que mesmo um homem austero e sério
como Cavaco se tenha rodeado em tantos anos por crápulas
da pior espécie, oportunistas, desleais, desonestos, sonsos e mentirosos,
patriotas do bolso deles, loucos de asqueroso social.
Se isto não o atinge directamente, atinge-o sem dúvida indirectamente,
quer queira quer não! E já tarda ao conselheiro porcheano
um gesto de Decência porque não está à altura da dita função honorária.
lkj
Na verdade, se se fizer suficiente arqueologia bancária talvez descubramos
as ligações do BPN ao 11 de Setembro e ao tráfico de armas para o Irão
[riso amarelo de ironia]. Por absurdo, tudo é possível.
Até vir o Estado dar o dito por não dito [a treta do que é sistémico
e do que não é sistémico] e apressar-se a salvar
o Sr. Dr. Balsemão e o Sr. Dr. Júdice, que andavam desconsolados e tão aflitos
com os trocos perdidos no BPP, mesmo esquálidos e lívidos de terror
ante as suas perdas. O Estado é para os amigos.
Coitados! Eu e milhares como eu continuamos
a ser devorados vivos pela banca traioeira e cheia de expedientes
para nos tramar e chupar até ao tutano do tutano.
lkj
Malditos!

MONUMENTO À TRAFULHICE


De pormenor em pormenor, a investigação jornalística ou outra
vai revelando que a figura parda e milionária de Dias Loureiro
mais se tinge de duvidosa consistência. Perde o visado. Transforma-se o visado
numa arma baixa de arremesso ao PR, prontamente aproveitavel
pelo oportunismo rasca de um PS em deriva totalitária.
E tudo isto num momento em que eleições se prefiguram antecipáveis por Sócrates
para aproveitar uma maré que só lhe é favorável devido ao vazio em volta.
É este, em todos os sentidos, um tempo negro de grande perigo
de uma democracia ainda mais totalitária para a qual se caminha a dormir.
lkj
Conviria sintonizar com o testemunho de José Maria Martins, dissidente do PS,
e a sua caracterização de o que é o PS e quais os circuitos de poder e de interesses
económicos, corporativos, que lhe presidem. A verdadeira corporação
que persegue as pseudo-demais corporações é a corporação chamada PS.

quinta-feira, novembro 20, 2008

BPN-GATE E A ANGÚSTIA DO CARACOL


Entre a vontade [golpe de teatro?] manifestada de ir ao Parlamento,
coisa sonegada pelo PS e PSD [teatro do golpe? porque amor com amor se paga?],
e o silêncio diante das últimas notícias-Porto Rico reveladoras da hidra
que medrava no BPN, nota-se que o enorme ritmo
com que os factos relativos ao BPN-Gate se vão acumulando
sobre o terreno de jogo da opinião pública e publicada,
não joga nada a favor das pretensões imaculacionistas de Dias Loureiro,
mais lento afinal que a própria sombra nesta matéria, em face do que
é difícil discordar do Eduardo, para não dizer impossível:
lkj
«Apesar de serem só contornos, uma coisa parece clara:
um conselheiro de Estado não pode estar sob suspeita
da opinião pública em matéria de tal melindre.
O Dr. Dias Loureiro não devia obrigar o Presidente da República
a tomar uma atitude. E depois de poupar o PR a um acto dramático,
já que PS e PSD não o deixam ir contar o que sabe
à comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República,
dava uma entrevista de 20 páginas a um jornal de referência.
Talvez ganhasse o respeito de muita gente.»
ljk

Eduardo Pitta, Da Literatura

quarta-feira, novembro 19, 2008

«PAPÁ, PAPÁ, JÁ SOU MINISTRO!»


Concordando inteiramente com a coerência exigida
ao Dias Loureiro Conselheiro de Estado pelo BE
a que se demita de imediato, não posso deixar de estranhar profundamente
o jogo de protecção jogado entre PS e o visado,
que fica assim impedido de, por uma de essas madrugadas fastidiosas,
imitar Victor Constâncio nesse embalar com desculpas esfarrapadas
os estóicos deputados até às três da manhã.
lkj
Não é parece haver dúvida de que o antigo ministro,
célebre ainda pelo célebre telefonema a dizer:
«Papá, papá, já sou ministro», mal se 'assentou' no respectivo gabinete,
também célebre político histórico do PSD, o tal dos encómios pomposos,
empolados, rasgados e emotivos ao Menino de Ouro
fez cocó nas calças financeiras e parece desejar explicar-se na comissão parlamentar
criada e pronta para o efeito, conforme insistem o BE e o PCP,
coisa que permanece interdita e obstaculizada, porém, pelo PS.
lkj
O que efeito dominó teme o PS? Que se revele estarem outras fraldas, outras calças
igualmente sujas-Oliveira e Costa e Abdul Vakil e Ca.?
Por que chumba o PS tais audições, mesmo argumentando com a treta
de que há uma investigação judicial em curso para as reprovar,
até a de Dias Loureiro, que se disponibilizou, repito!, para prestar declarações
no Parlamento? Porquê? Estranho. Muito estranho.
lkj
Com efeito, cheira cada vez mais a Al Capone e a esturro.