DOIS PINOCCHIOS, UMA TRAGICOMOEDIA


Coitado do PR, se às amizades com os Milionários da Política Portuguesa, como o consabido Pinocchio-Loureiro, acontece como no filme The Green Mile: «morreram com o amor que tinham uma pela outra». A amnésia, a leviandade com negócios e grandes quantias de dinheiro já são míticas, em Dias Loureiro. O seu descaramento é impressionante ao ter mentido com grande classe na Comissão Parlamentar de Inquérito. Sente-se que quem está entalado e comprimido num colete de forças de lealdade, é Cavaco. Mas que outra coisa poderá o Presidente da República dizer que a consciência negra de ganâncias infinitas do Dias-Pinocchio não tivesse tido tempo de assumir e pela qual se penitenciar?! Mente. E continua Conselheiro de Estado?! Não tem vergonha. E continua Conselheiro de Estado?! Não respeita as instituições de Estado. E continua Conselheiro?! Não tem consideração pelos cidadãos, contribuindo para agravar a degradação institucional da República que aceleradamente se degrada, havendo acrescidos e justificadíssimos argumentos para uma revolta grossa qualquer. E continua sob o guarda-chuva da confiança do PR?! Não, Cavaco não falou o suficiente sobre o que Dias Loureiro tem a urgente obrigação moral de fazer. Mas nós sabemos como é. Também não pode falar mais. Não nos interessa porquê. Simplesmente sabemos que é assim. Questionado sobre se mantinha a confiança no seu conselheiro de Estado depois do jornal “Expresso” ter noticiado que “Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito” parlamentar, pois Dias Loureiro não disse a verdade à Comissão de Inquérito Parlamentar sobre a nacionalização do BPN quando negou conhecer a existência do fundo "Excellence Assets Fund", mas assinou dois contratos onde esse fundo é parte". O Expresso relata que Dias Loureiro justificou ter negado conhecimento do fundo no Parlamento porque não se lembrava da sua existência. Hoje, após ter encerrado o seu "Roteiro para a Juventude", na Fábrica da Pólvora, em Oeiras, o Presidente da República foi questionado pelos jornalistas se mantém a confiança no seu conselheiro de Estado. "Já falei uma vez e é suficiente", respondeu Cavaco Silva - Público. Não, Professor Dr. Cavaco Silva, não disse o suficiente. Terá dito o suficiente, sim, implicitamente sobre a figura de parvos que, nesta questão candentíssima dos furtos continuados no BPN, fazemos todos nós, cidadãos exemplares e cumpridores, jornalistas no seu dever devassatório, instituições e pessoas que todos os dias se colocam nas mãos lassas e laxas do Estado para quem pisa grosseiramente o risco. O paleio meloso e entalado de Dias Loureiro no Parlamento fica-nos à conta de ofensa. A manutenção no cargo de Conselheiro de Estado injúria e difamação consumada do Estado de Direito. A falta de consequências de tudo isto, na senda de impunidade política do PM, que a judicial é um Auto Vicentino, convoca-nos todos os dias para a TragiComoedia do Regime Republicano Português. Parece que este Regime, atolado em grandes, ou seja, obscenos, escabrosos, desavergonhados, problemas de credibilidade, aguarda por medidas drásticas da população, extraídas todas as lições que os tempos recentes nos obrigam a receber. Entretanto, duplos, esses tragicómicos Pinnochios Milionários da Política prosseguem mentindo, fiéis ao seu número e sem se mancarem. Entre cócegas e festas partidárias, entre sucessivas tendas e sucessivos espectáculos, entorpecem-se e entorpecem-nos.

Comments

antonio ganhão said…
É o estado a que chegámos...

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