sexta-feira, fevereiro 20, 2009

GRANDE CORRERIA PARA LADO NENHUM


Furiosa e pressurosamente, desencadeou-se a tal rapidez mirabolante prometida no andamento do processo Freeport, de onde o facto de resultarem certamente determinados arguidos em nada nos traquiliza. Com bastante sorte, alguém teria de pagar. Constituirem-se arguidos é o mesmo efeito Carlos Silvino e Oliveira e Costa transposto. Será uma espécie de arraia-mais-miúda a assumir a cruz ilibatória de alguém mais forte que eles até se chegar ao calvário de uma qualquer espécie de desfecho-sentença tão vaga e nula como as detectáveis no processo Casa Pia. «O empresário Charles Smith, que ontem foi interrogado durante cerca de cinco horas no âmbito do caso Freeport, voltou hoje às 17h35 ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal, em Lisboa. Entretanto, continua a ser ouvido hoje no DCIAP, há várias horas, o empresário Manuel Pedro, no âmbito do mesmo processo. A directora do DCIAP, procuradora-geral adjunta Cândida Almeida, confirmou hoje que foram até ao momento constituídos dois arguidos no quadro das investigações ao "caso Freeport", sem avançar nomes. Uma fonte ligada ao processo já havia adiantado hoje à Agência Lusa que foram constituídos dois arguidos até ao momento no "caso Freeport".» Pelo menos, é melhor baixar as expectativas a fim de encaixar a grande festa da resolução rápida do processo e a grande correria para lado nenhum de se efectivar justiça, a julgar por tantos e tantos exemplos pretéritos.

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