FISCO E MEGAGRUPOS ECONÓMICOS

A fuga ao Fisco em grande escala é, como a paisagem da foto em epígrafe, uma grande fonte de acidentes. Viários num caso. Sistémicos e económicos no outro. Agora que a corda da reeleição ou não está na garganta do Governo, há notícias que ao mesmo tempo que estranhamos compreendemos: uma legislatura de um governo maioritário do Centrão é constituída por duas partes. A primeira faz-se de três anos em impiedade fiscal directa ou indirecta galopante sobre os mais indefesos e desempregados dos cidadãos ao mesmo tempo que esses cidadãos vislumbram que nenhum dos seus altos sacrifícios fiscais redundam no que quer que seja de benéfico para um Estado-Ralo-de-Esgoto-Insaciável e Pedulário. A segunda parte é esta em decurso talvez por nove escassos meses: notícias e negaças de que os grandes grupos económicos são visados pelos mecanismos de controlo e vigilância do Estado já que são eles o "ambiente propício" para o uso de expedientes que levam à perda de receita fiscal do mesmo Estado e, por isso, "deveriam constituir o alvo prioritário da administração fiscal". Isto é o que refere um relatório da Inspecção-Geral de Finanças: o fisco, segundo a IGF, demonstra bastantes "fragilidades" do seu acompanhamento, mas as medidas adoptadas pelo Governo ficaram aquém das propostas da IGF. Claro que sim. O Estado comporta-se de um modo complacente com os Grandes Grupos Económicos, desnivela o grau de exigência e de controlo fiscal. Obsceniza a desporporção entre o que exige a cidadãos e a MegaGrupos Económicos, demagogiza o seu discurso, mas como estamos perante eleições esboça-se levemente alterações nestes procedimentos. E é também assim que se diverge da Europa. Esta forma de imoralidade dos Políticos e dos Milionários a cujo serviço os primeiros se colocam dita que Portugal aconteça por acidente e nenhum bem-estar, nenhuma paz ou justiça social realmente alcance o maior número dos que deveria alcançar. E depois estranham que não haja consumo, consumidores, e, pelo contrário, cresça a vergonha dos pequenos incumpridores com as suas pequenas dívidas. Rapina. Não há futuro para uma sociedade de Rapina instituída, exemplificada pelo Estado, praticada pelos Empórios Económicos com o ónus final atirado para as costas de esta multidão de mal-pagos e de desempregados, estes dois milhões de portugueses vergonhosamente descurados por quem de direito.
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seviciado...DEMENTE!