UM MINISTRO PRUDENTE CALA-SE


Há uma evolução qualitativa no pior ministro das finanças da Europa-não-me-lembro-a-quantos: ficar calado. Se interviesse a propósito da demagógica disputa PM/MFL entre baixa ou não baixa de impostos sobre a classe média, falharia. Se falasse, era mau. Só o PM apanha com os melhores consultores de bitaites e pode improvisar novas mentiras com um ar convicto, vendidas ao desbarato nas tendas que o PS vai armando pelo pobre país obediente. Depois de uma legislatura argentinizando todos os números da economia, faz bem o ministro das Finanças em recusar-se a intervir no debate entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite sobre a limitação das deduções fiscais dos mais ricos para aliviar a carga fiscal da classe média. Teixeira dos Santos alegou que não lhe cabia comentar um debate que é interno ao partido. Sim, compreendemos. O discurso redondo e desorientado não leva a lado nenhum e nem sequer é hora de desatar aos populismos fáceis. Já mal se gere o que se tem, quanto mais prometer gerir melhor futuramente o que se tenha.

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