domingo, setembro 14, 2008

O ETERNO PROTEU PORTAS


Não é que Portas tenha o dom da premonição que os eleitores têm,
não é que ele atraia o interesse de muitos que desejam saber
as artimanhas do seu poderoso destino político nacional.
Só nos resultados averbados nas eleições assume ele
aparências monstruosas e assustadoras
porque os votos fugiram e a luta fora estrénua.
Mas que Portas é um Proteu transformista,
disso não há dúvidas.
lkj
Nada a fazer, se tomados de um profundo tédio televisivo
pois o sinal dos tempos é a rejeição dos chouriços das estações de TV
para passar a criar os nossos próprios chouriços,
incluíndo as reportagens cansativas sobre comícios
que não representam qualquer arranque como o arrancar e aprender
dos rituais do ser açoreano com a necessária parafernália de itens no respectivo kit.
Ninguém como ele para recomeçar todos os dias apesar de todas as fragilidades
e é assim mesmo o discurso do líder do CDS-PP, Paulo Portas,
nem ele escapando à mania decandente e desgastada popular das rentrées
e que constumam produzir verdadeiras peregrino peregrinações de fé política
para não dizer ressurreições.
lkkh
Desta vez na talismã e de efeito pigmaleão Aveiro.
Para o dirigente centrista o silêncio (ainda o silêncio!)
do primeiro-ministro, José Sócrates, é “inadmissível”,
pelo que o desafia para um debate público olhos nos olhos
sobre segurança e criminalidade – apesar de considerar
com os olhares desencontrados da realidade
que o número um do Governo “já deu o que tinha a dar”. Espantoso!
lkj
Toda a gente em Portugal sente o mesmo, mas as sondagens são uma ventosa
colada ao vidro da sobrevivência no poder e a condenar-nos de
reformismo bruto por mais quatro anos.
Sempre a recriar-se e a reinventar-se, Portas é precisamente aí
um exemplo acabado de sobrevivência, de valor subvalorizado, com pedalada
para o fingimento da existência mais existente que todos os Zeros.

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