quinta-feira, setembro 25, 2008

DESENLIVRO SOB O SOL


[Este Cristo vianense, que fotografei na Sra. da Agonia,
parece deitado 'à Terra': espelho nosso,
que nos deitamos ao sol gozoso do sol e do simples pensar
e do simples viver].
kjh
Agora a sério ou também a sério, João,
conhecia e gosto da história do Pra Quê?,
meu pai ainda a conta à mesa enesimamente.
Nela o que faz raiva é que não nos podemos refastelar
conforme o Pedro, graças a Deus, se refastela, come e descansa.
Filhos, mulher, contas, tudo.
lkj
Por isso trabalhamos muito e ganhamos cada vez menos que pouco
sem que nos possamos verdadeiramente deitar assim de peixe cheios,
e de papo, embora o desejemos.
lkj
Quanto ao teu livro, julgo que ainda não há um computador
com o qual nos possamos deitar,
cujas páginas possamos cheirar
e meter o seu corpinho maleável num bolso
como num quarto moreno para folhear
na penetração mais serena e doce e sôfrega do mundo.
lkj
Como o Pedro, quereria lê-lo, o teu O Quarto, o meu O Pub também,
deitado ao sol, com um longo e fino caule de erva triunfal bailando entre os dentes.

1 comentário:

Joaninha disse...

Eu também quero!

beijos