segunda-feira, setembro 29, 2008

ESMAGAMENTO TRIPLO DO CONTRIBUINTE


A urgência de respirar de alívio é notória: não sabemos se tal se logrará.
Menos Estado. Melhor Estado - que saudade
dos slogans ingénuos do passado quando a bondade benévola
do Estado para com os cidadãos parecia residir precisamente no delegar e no encolher. Evidentemente, que a prática efectiva
foi um feroz Mais Estado ao Serviço dos Super-Privados.
Agora o mundo treme porque o resultado-panaceia é
Todo o Estado Possível para financiar uma Hecatombe de Dívidas Privadas.
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Evidentemente, que o contribuinte-cidadão, o centro sagrado das Nações,
que deveriam ser poupados, respeitados e acautelados, arriscam-se a pagar
tão multiplicadamente a irresponsabilidade de outros,
que é de perspectivar um levantamento nunca visto a varrer o Mundo de lés a lés.
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Quando vejo um mendigo, homem de quarenta ou cinquenta anos,
dormindo em pé, sujo, mal-cheirento, sem Magalhães que o enquadre e modele,
encostado a uma caixa eléctrica, na minha cidade, penso nos transes de rebelião
que por aí vão fermentando, por enquanto dormentes e contidos,
talvez semelhantes aos que por alguma razão,
pelo gritante contraste entre a miséria e a opulência,
varreram os primeiros séculos europeus,
mas sobretudo italianos, do segundo milénio.

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