domingo, setembro 28, 2008

PAUL NEWMAN'S ROAD TO GLORY


O secretismo e o silêncio até à sua morte,
em torno do seu estado de saúde e derradeiros momentos,
foi uma dominante fielmente respeitada por parentes e amigos
do actor Paul Newman, de 83 anos,
que mantiveram uma reserva absoluta sobre quaisquer informações
que indicassem que sofria de um cancro terminal do pulmão.
lkj
Foi assim que passou as últimas semanas de vida:
em casa, rodeado pelos seus. Apesar da publicação de variadíssimas notícias
e especulações, pessoas ligadas ao actor não se quiseram pronunciar.
Participou em mais de 50 filmes, incluindo Butch Cassidy
e A Cor do Dinheiro, com o qual ganhou um Óscar de melhor actor principal.
lkj
Paul Newman aparecera, em Abril, no programa Tonight Show,
de Jay Leno, mas as primeiras informações sobre a sua saúde surgiram somente em Junho,
quando um amigo do actor, A.E. Hotchner, assegurou que Newman,
fumante inveterado no passado, sofria de essa doença
e que se encontrava sob tratamento.
lkj
Foi o próprio actor, irritado com os rumores,
que fizera publicar um comunicado, por intermédio do seu agente,
no qual assegurava que estava bem, sem fazer qualquer alusão
à possibilidade de sofrer de cancro. O The Daily Mail,
citando uma fonte anónima próxima à família do agraciado com dois Óscares
(um deles pelo conjunto da obra), que assegurou que Newman
«não queria morrer no hospital», já que havia sido informado
de que tinha apenas «semanas de vida».
lkj
A publicação indicava que o actor
tinha concluído o seu tratamento de quimioterapia
para o cancro, em Nova York, e, de facto, apareceram fotografias suas
em cadeira de rodas e com um aspecto muito enfraquecido,
a sair do hospital.
lkj
Uma carreira brilhante e uma exemplaridade cívica e social
a toda a prova fizeram de Newman um dos homens mais imprescindíveis
nos nossos tempos, lamentavelmente subtraído agora à humanidade dos vivos.
lkj
Outros, que nunca deveriam ter nascido, vão-lhe sobrevivendo,
por aqui e por ali, através do crime, da incompetência grave,
da ignorância crassa, falindo empresas privadas e,
depois de eleitos para grandes responsabilidades,
quase falindo Estados saudáveis e fortes
que por pouco não soçobram às suas inéptas mãos.
E sobrevivem-lhe os adeptos e praticantes da monovalência do Oil,
e prostituem-se ao serviço dos interesses de poucos,
os 10% do costume, e, por isso mesmo, actos lesivos de milhões
porque não há pior Road to Perdition que a incompetência administrativa
e a falta de qualquer sentido social. Nada mais execrável.

1 comentário:

antonio ganhão disse...

Ser-se ainda o próprio no ocaso...