sábado, janeiro 09, 2010

ALÇAR CREPITAÇÃO AO FINGIMENTO

Os interesses da rapaziada dos Partidos de Poder tem estado muito à frente e acima dos interesses do País. A ministra parece ser boa rapariga, comove alguns com a sua mansidão serena, mesmo quando traz apenas sorriso e humanismo à mesma política musculada e inflexível dos bodes expiatórios do Sector Público nas contas de Estado, com os professores à cabeça, mas sem bulir nos verdadeiros carrapatos do Sistema a que os Partidos-Habituais-no-Poder dão rédea solta, regabofe despesista sempre oculto. Sempre opaco. O cepo dos argumentos de Alçada, cujo cínico já cansa, tresanda a socratinismo básico e a uma desonestidade de fundo bem vendida pela Propaganda como forçosa, apenas porque ninguém discute cabeças fáceis de fazer rolar. Desengane-se quem suponha Alçada a abjurar o socratismo mais ratazana que Maria de Lurdes corporizava. O socratismo mais devastador e unívoco apenas negoceia e recolhe as unhas torcionaristas e impositivas por força das circunstâncias.

1 comentário:

www.angeloochoa.net disse...

QUE DE SONO!

Já Luís de Camões com palavras eternas escreveu o ‘Soneto do Professor’ que este poeta Ochoa faz seu, e dedica, como comentário Web, a todos os seus colegas, no activo, a sua companheira Otília, e a suas duas mães, a da Terra, e a do Céu, com uma prece a esta última, uma prece sincera… Ou um só voto… O de que não falte, nem a ele, nem a consorte, tença dos 2000 euros mensais… (O diabo socrático seja cego, e surdo-mudo, que não vá falir um dia a C.G.A.)

OUTRO

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
e a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
passava, contentando-se com vê-la;
porém o pai, usando de cautela,
em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
lhe fora assi negada a sua pastora,
como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
dizendo: Mais servira, se não fora
pera tão longo amor tão curta a vida.

ESCÓLIO HERMENÊUTICO-INTERPRETATIVO:

Jacob…
leia-se Professor.

Labão…
M.E. e sucessivos Ministro(a)s e lacaios.

Raquel…
O Reconhecimento Público, Que de Direito, do Professor.

Lia…
o que M.E. dá a Professor.

Os dias…
as aulas…

Contentando-se com vê-la…
a amizade e a estima dos alunos e alunas.

Usando de cautela…
M.E. com sucessivas tramóias e reformas.

Lhe dava Lia…
caldinhos, como os da ‘Declaração de Princípios’ da maçona Alçada…

Negada a sua pastora….
avacalhados seus legítimos direitos, no reino do ‘vale tudo’…

Servir…
tão somente o que professores fazem por isto.

Negada a sua pastora…
incompreensão a que nos votam gentes a insídias de sinistro(a)s ministro(a)s.

Outros sete anos…
o adiado, e adiado, reconhecimento do mérito.

Para tão longo amor…
para tal paixão (de ensino).

Tão curta a vida…
a carreira docente… a esperar por Raquel p’las vertentes do pastoreio…

Ângelo Ochoa