domingo, janeiro 17, 2010

NÃO INSULTARÁS A QUECA

Ao chegar aos cinquenta, e mesmo antes, certos caracteres mais bizarros e exóticos podem rebentar de genialidade criativa por todos os poros ou engendrar pretextos para acomodar umas receitas extraordinárias com a extraordinária banalidade reluzente do Sexo. Há quem sofra amargamente com as preterições mediáticas em que gradativamente escorra. Azar. Pois foi precisamente a extraordinária banalidade reluzente do Sexo o que parece ter subido à cabeça de Clara Pinto Correia por interposto amante 'longevo' de há um ano. Agora discorrer depreciativamente acerca da Queca para romantizar algo que afinal é absolutamente raro, um happening artístico entre dois corpos extasiados entre si, Quest lancelotiana de uma vida, Fazer Amor, não lembrava ao careca. Somos fundamentalmente prosaicos e depois há uma Clara, com redundâncias como «despachar tudo a correr», a reinventar a Espécie e a Arte com moralismos formalistas sexuais, como se não houvesse lugar para um pouco de tudo, reinvenção do Tempo e do Espaço pelo sortilégio do Sexo.

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