domingo, janeiro 24, 2010

«A TOQUE DE CHICOTE»

E o Tiago nem cita os casos ainda mais graves em que, após ter sido objecto de investimentos na ordem de 500 000 euros em apetrechamento tecnológico, dada escola teve de ser demolida para se construir a nova, há muito prevista, deitando a perder todo o dinheiro investido pelo Estado. E porquê? Por nulo cruzamento de informação, incapacidade de ouvir os avisos e agendas estabelecidas previamente. Marca de água da incompetência tem sido esse voluntarismo autossuficiente 'socialista' que não escuta nem respeita o próximo, que pontapeia o suposto hierarquicamente inferior: «A Parque Escolar, ao que julgo saber, tenciona desenvolver obras em todas as escolas secundárias do país. A partir de 2007, fez levantamento, projecto e obra, mas saberá que escola está a construir? Não será certamente a Parque Escolar que deve responder a isto, mas a escola do futuro não se pode desenhar sem a comunidade escolar, sem discussão política e sem uma profunda discussão disciplinar no plano da arquitectura e do urbanismo. Veja-se que nas premissas do processo inglês (Building Schools for the Future iniciado em 2004), do qual Sócrates retirou a ideia, há uma clara noção do impacto que o desenho e a requalificação de uma escola pode ter no ambiente urbano e valoriza-se a necessidade disciplinar em procurar novas soluções. Sendo conhecida (e tristemente pública) a falta de sensibilidade do primeiro ministro para as questões relacionadas com a arquitectura e o planeamento urbano, este processo não foi participado mas determinado pelo seu gabinete a toque de chicote. Pouca reflexão e muita construção. A maioria dos projectistas agraciados com os projectos da Parque Escolar não teve outra hipótese que não a de assinar um contrato que os canibalizava, atamancar umas ideias em prazos loucos – defendendo-se normalmente na execução de pormenores já experimentados, sabendo que esta seria a única forma de sobrevivência das suas empresas numa época em que as obras públicas se afunilaram nas escolas. Três curtos anos volvidos, já começam a vir a público as notícias dos problemas nas “novas” escolas, seja pelos erros e omissões de projectos “despachados”, seja pela pressão de um ministro que quer cortar a fita.»

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