quinta-feira, janeiro 07, 2010

PELOS SEIOS DA VADE RETROPÚBLICA


João, meu caríssimo, a III República convida a descomemorar a I, a II e a III-ela-mesma Repúblicas. Culminámos no vale tudo ou vale de lágrimas filhas da ganância e da incúria, aninhadas no cerne mesmo da partidocracia clientelar e na ineficácia de um Regime em que as cunhas e os lugares cativos à mesa subvencional do Estado têm o seu quê de UltraNojoMonárquico no sentido "especial" e "segregatório" e "intocável" e "exclusivista" que o conceito [antes de ter sido pedagogicamente decapitado] possa ter tido. Esta República é só para alguns. Demasiadas Repúblicas, aliás, para tanta dissolução. Tu, João, és Republicano e eu sou Monárquico. Tenho-me sentido concorde em quase tudo o que escreves e vejo diagnósticos "monárquico-modernos" nos teus diagnósticos quotidianos republicanos. Ainda havemos de convergir numa magnífica e briosa República com o Rei por símbolo e sede de afectos estáveis e humanos ao longo das décadas. Há pessoas que merecem ser referenciais não volúveis e funcionarizados da Realidade Espiritual e Física Portuguesa, mas em regime de total, vital e visceral entrega: um Rei. Um Rei que se possa apear, querendo-o todo um Povo queixoso.

4 comentários:

Quint disse...

Não necessitas sequer de uma Monarquia; um povo, se quiser, em uníssono também pode apear não a República, mas uma certa forma de República!
Se do Algarve ao Minho legiões de caminhantes convergissem para Lisboa, logo verias ...

joshua disse...

Deus te oiça, caro amigo. O Povo ainda vai surdo.

Quint disse...

Eu ando desiludido, mas quero crer ao mesmo tempo!

Daniel Santos disse...

tenho duvidas se o problema é do regime ou de quem manda nele.