sábado, janeiro 23, 2010

IGUALITÁRIOS PUTATIVOS

1. Este filho da absoluta putatividade laica tece uma resposta engraçada a D. José Policarpo a partir da máxima: «"Não se salva a cidade se não se salvar a família". Diz tal moço, que tudo fez para se agregar à deputação socialista, que: «... não se pode salvar a família desrespeitando a cidade. Nas democracias liberais modernas, respeitar a cidade implica reconhecer a dignidade de todos aqueles que a constituem — e não, como pretende o Cardeal Patricarca, sujeitar a dignidade de alguns a uma qualquer ecologia do humano a que se atribui, dogmaticamente, um estatuto ontológico divino. O casamento civil não é o mesmo que o matrimónio; é uma instituição laica, sustentada por uma comunidade política fundada nos valores da igualdade, liberdade e fraternidade; não na fé, na esperança e na caridade.» Mas então por que motivo é que o Partido Socialista e os seus são mais iguais que os outros? Por que motivo é que, com tanta igualdade cantada, cagada e propalada, os horripilantes gestores por nomeação política do partido socialista (ou calados como ratos do PSDois) são mais iguais que os funcionários públicos, congelados e apertados até Deus dar bom tempo, quando o descalabro da economia se declara brutal por culpas administrativas, graças à estupidez unilateralista dos governos incompetentes que nos têm apascentado?! Por que motivo o critério técnico não prevalece sobre o político em questões cruciais desde o planeamento à economia?! Galamba fala em a igreja «sujeitar a dignidade de alguns a uma qualquer ecologia do humano». Uma qualquer?! As esquerdas libertárias e estrumeirosas, reiventam os limites e descobrem a pólvora em matéria de igualdade. A igualdade cínica, hipócrita, praticada por Soares multissorvedor, Sócrates multi-habilidoso, toda a restante partidocracia rançosa com a sua traição crassa à liberdade e progresso gerais no cada qual por si. 2. Outro espírito absoluta e convictamente cocó é Walter Hugo Mãe. Por um lado exala lugares-comuns anti-papais. Por outro neo-papaliza segundo o relativismo dissoluto e pedante de uma esquerda iconoclasta e desmemoriada. Este povo desmobilizado, Portugal como o rabo da Europa e não, como escria Camões o seu Rosto, deve ler sem demora os seus romances. O último, naquela escrita à Câncio desmaiusculado, está repleto de slogans e tretas ecoando, repetitivo, Saramago, A Máquina de Fazer Espanhóis, funciona como intertexto à produção de Francisco José Viegas.  

3 comentários:

Unknown disse...

Amigo Joshua.
Isto de e entre religião "Deus" e politica "governos" tem muita complexidade para se entender qual a posição de uns e de outros. Como sabe cabe ao clero bispos, representantes de (Cristo) na terra, como ele foi, transmitir os valores espirituais que é DEUS. No entanto, havendo quem não concorde com o cardeal e outros concordem, quer um quer outros, estão em liberdade. Aliás esta liberdade não foi dada pelos homens mas por Deus. É património dele e não dos homens Por mim lhe confesso, por enquanto é difícil entender estas diferenças, não estamos habituados a ouvir e olhar. Tenho dito que o casamento entre o mesmo sexo a mim, não me aquece nem arrefece. Mas em questões de adopção, temos que ir mais devagar. É o que penso. Quanto à sua forma de expor os assuntos é deveras difícil de interpretação. Se me permite dar esta dica (sem intrometer no método de escrita), a mensagem é capaz de não chegar à maior parte dos leitores. No entanto acho que deve continuar assim, se entender. É a sua liberdade de expressão e escrita. Não acha!
No entanto, arranjou um novo leitor e amigo.
Volto já.

joshua disse...

Parece-me que a tendência de uma certa esquerda chic, representada pelos Nadas íntimos de Galamba e Walter Hugo Mãe, é não reconhecer grande legitimidade e grande liberdade a uma entidade bimilenar para falar àqueles que professam livremente uma mesma fé bimilenar. Ao mesmo tempo que acusam a Igreja de cristalizar e querer hegemonizar em pleno Laicismo, mostram-se intolerantes, desprezivos e insultuosos para com ela. Não faz sentido.

Acolho com simpatia a sua sugestão e confesso que, uns dias mais outros menos, o meu estilo e a minha escrita são desde sempre algo herméticos, mas nestas coisas da escrita e do estilo, tal como na cor dos olhos e na estatura, nada há a fazer. Vá lá que o critério para a amizade, se for genuína, vai muito além dos caracteres morfológicos de cada qual, embora na nossa sociedade haja excluídos, solitários, isolados apenas por serem muito feios ou muito gordos ou outra característica qualquer.

Um grande abraço pelo simpático comentário, Fernando.

Unknown disse...

Amigo Joshua. Quanto à primeira parte do seu comentário, deixe lá. Ainda têm alguma coisa ara aprender. Confundem a liberdade de expressão com a liberdade da pessoa livre, porque Deus ditou as leis que deturpadas. Aqui incluo também outros profetas, alguns das desgraças que semeiam no mundo. Como o povo diz, haja Deus, ao menos.
Ao segundo ponto, tem que ser mesmo assim, ou seja, seja como sente. "EU" sou assim.
Aos outros, a nós, temos que nos adaptar, compreendendo com o esforço necessário.
Bom fim-de-semana.