BOTAS REENCARNADAS
Estamos perante um fenómeno de reencarnação pela sobrevivência política: Salazar negociou com o Eixo e com os Aliados com evidentes proveitos para o próprio povo macilento que não se viu dizimado: só esfaimado, naturalmente. Ser periféricos e ter Salazar, diz-se, salvou-nos de piores males. Sócrates, esse enorme moribundo político, esgana a Justiça, esmaga os seus detalhes comprometedores em três tempos, em dia de Sábado, de repente, num repente, quem julga Manuela Moura Guedes que é senão uma barata?! — há-de ele pensar. Depois joga com o elementar instinto nacional de autodefesa ao aparecer ele a "bater o pé", enquanto dura ou enquanto pode, ao ultraliberalismo de Bruxelas e ao apetite desmesurado e traiçoeiro da Telefónica. Isto nem Salazar, que não tinha ipod nem ipad nem uma corte de vorazes assessores! Fantástico, Melga!: «O primeiro ministro explica ter usado a golden share a pensar "nos interesses estratégicos da PT" e lamenta que a Telefónica "não tenha negociado com a direcção da PT" especialmente tendo em conta a própria história da Vivo, que "começou com um investimento da PT no Brasil, numa decisão estratégica que então foi muito criticada, em 1998". "Mais tarde a PT convidou a Telefónica a ser sua parceira com 50 por cento. A Telefónica não tem o direito natural de tomar o controlo da Vivo", afirma, adiantando que respeita a posição do presidente executivo da PT, Zeinal Bava, de discordar do uso da golden share.» Sol
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