REMOVER A "FORMA REPUBLICANA"

Tudo muito bem quanto ao que escreve JAM relativamente ao processo de assédio da Telefónica à Participação da PT na VIVO, mas não poderá suceder que a remoção ou domesticação do "estadão" possa ser fruto de um reset na forma de Regime? Uma monarquia moderna poderá e deverá ser muito mais coesiva no plano da mobilização colectiva para um sonho novo, desde que livremente e amplamente plebiscitada: desde logo, livrar-nos de uma casta de sangessugas e eminências pardas maçónico-socialistas. E já não era nada mau, José Adelino! Ok, soberania é pouco para exprimir toda a fibra mobilizadora de um Povo. De onde, então, de quê e de quem nos virá a fonte (espécie de Sarça Ardente nacionalista, mas não nationalsozialistische) de uma "intensa comunhão portuguesa"?: «Cumpre reflectir sobre os momentos em que temos mais olhos do que barriga. Porque, de boas intenções, está o inferno das nossas frustrações bem prenho... E a pega de cernelha da fusão da PT com a OI já começou a pingar para a primeira página do Diário Económico... Não me apetece ser carne de canhão para jogadas negociais das pombinhas do espírito santo... Eu digo de outra maneira: a maior parte de Portugal está fora daquilo que são os cidadãos da República Portuguesa, não por causa da "forma republicana", mas por culpa de um estadão onde o Estado não somos nós, é um qualquer "lui" soberano que paira sobre os povos... Há uma qualidade fundamental na arte da república (arte de governar é expressão do absolutismo) que tem o nome de estratégia: a arte de transformar vulnerabilidades em potencialidades e de evitar que as potencialidades se esvaiam em vulnerabilidades. Isto é, a função para poder ser cumprida tem que preencher-se de poderes efectivos... o que quase sempre se consegue pela mobilização colectiva de um sonho que dê ideia de obra à comunidade e a mobilize através de manifestações de comunhão, mas cumprindo as regras do jogo político! Não me parece que a chamada soberania exprima essa fibra.» José Adelino Maltez (* Quanto à imagem que encima mas não submete este post, "nice boobs!")

Comments

JAM said…
Claro que, como tenho dito e redito, o meu maior sonho político era poder ser procurador do povo a umas Cortes que elegessem um rei por consenso nacional e consequente aclamação. Mas falta o essencial: o rei não pode ser uma parcela do povo contra outra, mesmo que seja maioritária!. E, neste momento, por culpa de aristocretinos e dos que confundem o rei com a "monarcia", apenas resta semnear. Hoje, talvez não, amanhã será!
José Adelino Maltez, republicamenamente realista, como sempre
floribundus said…
a republica falhou e faliu

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