BUT BLONDELIZING ME IS GOOD



Narciso, Louvre
lkj
Hei, Blonde, why such a fuzz? Por que haveria eu de reeditar
ou ter vontade de reeditar os modelos de reacção tão dilacerantes do passado
where in fact I've spilled my guts because of nothing?!
Não me afastei de essa tonalidade devoradora e estéril?!
Não mo felicitaste por isso mal te vim abraçar e beijar fraternamente?!
Não é tão melhor evitar exacerbamentos de dentes e de garras
que nada constróem a não ser sofrimento e isolamento,
mas sem com isso abdicar de correr todos os riscos
de se ser quem se é e como se pensa
mesmo que fora do mainstream politicamente correcto?!
lkj
A questão de elaboração poética que me exigiu grafar
que me blondelizavas era somente uma bem simples:
as minhas tripas revolvem-se biblicamente com quem procede de modo inumano,
indiferente, com tiques de casta, com trejeitos de exclusividade
em relação aos demais, mas quanto a ti,
as minhas tripas revolvem-se com uma comoção pelo teu existir brilhante,
pois não há praticamente frase que digas
que não esteja recoberta da nata do génio e do auto-equilíbrio,
mesmo que o não admitas é o que resulta para mim.
lkj
Outro problema que eu encontro comigo e por isso o flagro em outras penas
é a capacidade de reedição de um pensamento não de todo isento de ambiguidade,
mas a capacidade de ilusoriamente, se a isso levado,
clarificar o que jazia ambíguo. Essa solicitude para clarificar,
que existe em ti e em mim, é fantástica porque nos convence
ter apagado por fim quaisquer impressões iniciais
e por vezes, por melhor que reelaboremos o discurso e nos justifiquemos,
não apaga.
lkj
Fora isso, blondelizing me é fabuloso do ponto de vista poético
e fica mais uma criatura a juntar ao Implume e ao Emplumescente.
Blondelizing Blond, my dearest.
lkj
Pelo que me tange, nunca tocarei com um dedo o machado das refregas
para o terçar (ou terçar outras armas quebradas) contra ti.
Blondelizares-me também é excitares-me intelectualmente,
motivares-me, despertares imensa criatividade em mim,
mesmo quando toda te excelsificas e te tornas inacessível
(na tonalidade, não no conteúdo),
a rasteiros mortais e portanto a quem não cumpra
os critérios mínimos de excelência para serem dignos
de se abeirar das borlas da tua túnica.
kh
E nem te peço que te moderes no teu lado Helena de Tróia.
Os desastres desencadeados por teu rapto já foram desencadeados, nada a fazer,
e não é propriamente em paz que se vive. Eu é que não luto com quem te disputa
nem luto contra ti, já o disse. O meu único combate é homenagear-te,
reagir ao que me faças sentir pelo lado dérmico da tua intelectualidade,
como me aconteceu com o teu regresso com grécias,
borboletas e Sir Davids no alforge.
ljjj
Let them not pockerize us or make of us chicken with blades at the small arena.

Comments

Blondewithaphd said…
But it was no fuss at all! All I wanted was to cause a reaction and know, at long last, whether "blondelizing" was good grounds or quick sand. I teach, remember, and before students don't we want responses and reactions, and aren't there so many triggers to cause and, yes, even force those responses? I got mine. To be honest, you shouldn't even have given Blonde air time on your blog to explain yourself. I would have been more than happy with just a "we're ok Blonde in case you didn't get my point!". But with all this (even when you call me Helen or say I'm on a pedestal of elitism) I am overwhelmed, and that can only be an euphemism. I am more than overwhelmed and totally unworthy of the attention.
And since you so publicly said "we're ok", I'll be only too delighted if I can say "we're ok" the same way.

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