CALAMITOSOS SOBREVIVENTES


Ó João Miranda, sobreviver à próxima calamidade?
Uma coisa é sobreviver a calamidades anunciadas ou pontualísticas,
como as que exemplificou, outra coisa, bem diferente, é viver em estado de calamidade,
como o que acontece actualmente.
lkj
Gostei de conhecer ontem o puto Tomás Azevedo,
o neto do Belmiro, que disse umas acertadas
acerca do espírito de porco da política em Portugal,
sendo realista o suficiente para compreender que a sua geração,
mas naturalmente não ele-mesmo, que é empreendedor
e tem um espírito treinado e enformado do empreendedorismo,
vai viver com incomparáveis maiores dificuldades que as anteriores.
lkj
Uma coisa é sobreviver a calamidades.

Outra, bem diversa, é viver em estado crónico de calamidade.
E era bom que eu sentisse estar a hiperbolizar o conceito,
mas não estou. Um povo em tanta coisa calamitoso
endurecerá e aprenderá de calamidade em calamidade.

Comments

Blondewithaphd said…
Por acaso também gostei do discurso do miúdo e tiro o chapéu a quem lhe formatou a educação. Sem favor, acho uma obra-prima!

(E como ainda estou com o neurónio atrofiado das férias não estou a par das últimas calamidades cá do burgo, mas sei que anda por aí um furacão Gustav).

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