CÂNDIDO EM ANGOLA


Temos de aceitar os simulacros eleitorais
ou as reeleições esmagadoras com 81% de intenções,
mesmo se só são possíveis em Angola. Nem tudo é mau.
Aceitêmo-las como se aceitam tantas das coisas estranhas do nosso dia-a-dia.
Apesar dos constrangimentos por que assim fosse, aparentemente,
tudo vai pelo pior dos mundos possíveis de todas as formas e em todo o lado.
Façamos de conta que não houve eleições.
Afinal o que Pangloss pense ou diga do mundo e das coisas,
dentro do seu optimismo inabalável, é sistematicamente contraditado
pelo que acontece de desastroso e penoso ao Cândido
e ao próprio Pangloss. Um e outro,
por mais que se desencontrem e morram muitas vezes,
acabarão por, de todas as formas, viver com o que têm
e reencontrar-se como se nunca se tivessem perdido.
lkj
A vida seguirá igual para os angolanos e aos poucos melhorará.
O seu a seu dono.

Comments

Anonymous said…
Tudo bem! Fala-se mal dos mangolês, mas o que se sabe é que todos adoram ser angolanos e sacar da terra aquilo que Angola oferece. Sei que cai mal falar disso, mas sabe-se que de lá saca-se o marfim, o diamante, o petróleo, o ouro, e muitas outras riquezas, seja de que forma for. Agora, enriquecer-se com outros a morrerem de fome não é nada de Deus, que talvéz esteja do lado branco da Angola, ou dos negociantes estrangeiros. Viva Angola! Sobre os que não perdem tempo para denegrir os negros angolanos, indico-lhes um link, clearblogs.com/eurobrasileiros , que me enviaram a uns meses que retrata a forma de estar contada por europeus, brasileiros e africanos por esse mundo fora. Acho que por mais que se queira negar, muitos ganham com essas malandrices e encenações MPLA vs UNITA, e FNLA em Cabinda. Depois, dizem que trabalharam com suor para se enricar, diria também o meu avô que foi estúpido e trabalhou até morrer...

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