CAVACO, UM ESPINHO NA TRETA

Cavaco, raro líder de uma coisa ainda mais rarefeita, e até intermitente, chamada Autoridade Moral, veio apertar as famosas e tão elogiadas bolinhas "corajosas" do Chefe do Governo: o rumo governativo seguido, imobilista, queixinhas e quezilento, coloca Portugal ainda mais em causa, próximo de uma «situação explosiva». Não vale a pena andar afanosamente a tapar o sol com a peneira e alijar responsabilidades que são próprias: há nula honestidade construtiva na retórica e na práxis socialista e quanto mais desinformados os portugueses, mais maduros para a coroa de espinhos orçamental, financeira e económica que esse mesmo PS lhes prepara obstinadamente. Depois do grosso fingimento de quatro anos, nada mais espinhoso que o País acordar para a Realidade cuja franca revelação lhe tem sido ardilosamente sonegada. Ideia: apesar das camadas infinitas de hipocrisia que todos reconhecem no Costa-apoiante-do-PM, com ele tudo isto seria muito simples, fluiria melhor, federaria muitíssimo mais. Removido do Governo esse pecado-da-vaidade-estéril-e-autoritária-em-forma-de-gente, Sócrates, era só santanasiar em seu lugar o referido António Costa e um urgente Acordo de Regime interpartidário parturejar-se-ia de imediato. Do mal seria o menos. Entretanto, Cavaco vai sendo aquele espinho cravado na treta socratista, enquanto dura.
+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments