POLISSEMIA INTERPRETATIVA

É incrível ver quantas voltas dá a retórica do pensamento uniforme para chamar nomes às leituras posteriores de um discurso nada enformado de neutralidade pactuante, inócua, blá-blá, do PR em relação ao Governo, mas discordando das suas opções mais imbecis, faraónicas, contraproducentes para o futuro de todos. Discordando por lhe ser legítimo fazê-lo sentir na palavra que lhe compete. Chamam-lhe Polissemia Interpretativa. Consigo imaginar Sampaio e Soares como símbolos e praticantes do discurso aberto à polissemia interpretativa, mas o semantismo profundo de Soares/Sampaio sempre foi o do poder para os seus e isso define bem os limites e os perigos de uma presidência da República tal como ela se materializa em Portugal. Partidarizada. Já Cavaco começou por ser excessivamente ingénuo, leal, com a Maioria Absoluta para só tardiamente compreender o seu oco repleto de perfídias, uma das quais algum do articulado do Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Para o mal, Soares/Sampaio, e para o bem, Cavaco, apenas por ser Cavaco, com todos os seus defeitos e limites, esse corpo completamente estranho às lógicas do poder pardo socialista/maçónico que condicionam tudo e tudo apodrecem em Portugal.

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