segunda-feira, dezembro 15, 2008

CASTA DE SECAS


Comovem-me, como estar próximo de cebolas em processo de descasque,
certos espécimens de fêmeas cuja secura é um manifesto de carácter só mau
e de emancipação só na língua e de independência só no coiro roçado e batido
por quanto macho putativo, imaginário e restante consomem.
lkj
Super-gente, gostam de bichanar superioridade no calçado e na educação,
encalhadas da cultura e da inteligência que trocaram há muito
por tacões a aparentar chique e alta costura parola e contrafeita
são o que são ou têm o que têm [que é o em que se fundam]
pelo menos em vasta parte de essa soma triste,
graças à sacrificada emigrância dos papás.
ljj
Em todo o caso são secas, pragmáticas, estéreis, prontas para ressecar o planeta,
boas filhas de espírito de essas antigas matronas fêmeas dos oficiais nazis
que tinham zelo pelo bom esterco que oficiavam os seus maridos
a todas as horas obedecidas, eles, que tinham putas polacas,
húngaras e às vezes judias, a seu serviço incompetente,
quando as campanhas da blitz abrandavam.
lkj
Abdicantes da consciência, essas alemãs leais, esposas, fêmeas,
abriam as pernas àquele sangue nas mãos, davam-se em seios,
floresciam em cona, chupavam o dever familiar e depois pariam muito
e muitas vezes e sem parar pelo bem da raça
e do futuro milenar do Reich, pariam com todos os cornos
que veado nenhum coleccionou. As suas filhas de espírito,
as tais desalmadas, ressequidas e agrestes
as tais por cujo desprovimento de alma me ressinto ou por quem me comovo
só quando perto de cebolas picadas em picadinho,
essas são um deserto pronto à negação de quaisquer evidências cristalinas
por amor de uma queca só imaginária cheia de grotesco e de sem-líbido,
promulgam a morte administrativa dos que lhes recusem submissa obediência,
essas são uma incapacidade de orgasmos como de filhos, queridos e amados,
essas são um ponto final, uma excisão clitoriana de emoções com futuro,
essas são uma merda, são cadelas-mastins de fila, e, se calhar,
são por isso mesmo a insciente grande lápide derradeira
onde se grava a cinzel e abrilhanta a cuspo
o natural epitáfio «Aqui jaz Portugal!»

2 comentários:

Anónimo disse...

É o que tenho afirmado. Aliás, não me cancio de o afirmar. Eça é que é eça!

Daniel Santos disse...

exagerado !!!

mas gostei.