quarta-feira, dezembro 10, 2008

A MALDIÇÃO DO OPTIMISMO


O efeito de mágica da política por intermédio das Centrais de Comunicação
tem os dias contados, está destinada ao fracasso, mas é apropriado
dizer que a farsa da governação socratina está desenhada
na realidade cilindrada que se avoluma: a mensagem
de optimismo é tóxica se nos não arrasta e fica como que mero
aceno escarninho em face do que padecemos.
Não digo que a democracia portuguesa esteja em crise.
O que está em crise, e Sócrates levou a farsa até às últimas consequências,
é o simulacro português de democracia. Um no qual um eleitorado coloca a confiança
para logo a seguir ela ser traída clamorosamente por eleitos,
diligentes a semear massas de excluídos, de arredados do pão mínimo
e da mínima dignidade como se fosse a coisa mais natural do mundo.
lkj
A recessão portuguesa foi um trabalho extraordinário do Governo, é a verdade,
e é anterior à recessão mundial declarada. Bem anterior.Trabalho conjugado
de corruptos e de políticos de olho gordo. O lado internacional dela, da crise,
veio dar um sopro e abalar o castelo de cartas diligente do actual executivo.
O PS é cada vez mais uma voz fantasma, como Mário Soares, mirífico,
a clamar no deserto em favor de Sócrates: as sondagens manipuladas
serão um tiro pela culatra de quem a esses estratagemas recorre
para nos sedar do real mais cortante.

1 comentário:

goooooood girl disse...

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