segunda-feira, dezembro 29, 2008

GASEANDO GAZA


Se a memória dos homens valesse alguma coisa,
se a sua noção de história fosse mais que o relato dos vencedores
e dos que prevaleceram pela força ou prevaleceram, apesar de derrotados,
apenas porque pereceram só depois de terem concluído
a limpeza em que se apostaram inicialmente,
já a guerra teria entrado em desuso.
lkj
Se Israel, ao devastar Gaza, garantisse que só os coletes com explosivos
e os suicidários terroristas eram esmagados, que só indivíduos
como os que flagelaram Goa eram degolados,
não estaríamos aqui meneando a cabeça condenatórios
como de resto outros ainda mais nulos
como uma caríssima nulidade burocrática chamada UE.
Assim, é remoto que a acção israelita não equivalha à barbárie
que, de tão banal e recorrente, tem justificado acções, invasões e gestos veementes
do exército. Shalom para quem vier por bem.

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