sexta-feira, dezembro 12, 2008

VIOLENTAÇÃO CULTURAL


É mau, é horroroso, é ineficaz, é uma violentação simplificada,
e é para continuar ao longo de este ano lectivo, diz o Ministério,
prolongando aos capítulos e aos bochechos a sua guerra grotesca aos professores.
Obviamente que, perante a incompreensível manutensão do monstro kafkiano
e do afrontamento em que mantê-lo consiste é legítimo pensar
que outros valores mais altos se levantam para o Governo.
lkj
A insistência nesta violência irredutível pelo ME visa capitalizar de todas as formas
a maré de angústia que varre os professores e que os leva quer a reformas antecipadas
e por isso mesmo auto-penalizadoras, quer a capitulações liminares da profissão,
quer à desmobilização geral e ao caos nas escolas, dissolvidas no conflito,
ditando que rapidamente se avance para a sua privatização compulsiva.
lkj
A figura de um director com feição política e prestação política de responsabilidades
será a pedra de toque de uma verdadeira revolução cultural no organograma do Ensino.
Resta saber se a China obediente e servil que existe em Portugal
abrirá fissuras, dará as costas e estenderá as mãos capitulantes a isto
ou se venderá cara a aleivosia orçamental que todo e qualquer enunciado do ME,
que não passa de uma jogada maquiavélica com metas financeiras, recobre.

1 comentário:

Anónimo disse...

Não me lembro de termos passado, depois do 25 de Abril, por um período de "ditadura democrática" tão feroz como este.
Se eu pudesse influenciar nalguma coisa diria: maiorias absolutas, nunca mais.