O ALASTRAR DA INDIGNAÇÃO


À medida que o tempo for passando, que o silêncio for sendo a nota dominante
no Governo, aflito apenas por salvar uma tutela do ME caduca e descredibilizada;
à medida que a crise económica infelizmente se for instalando e alastrando,
mais se alastrará a espessa base de apoio ao que move os professores.
Bem pode o ME enviar os seus bonecos de comentar, os seus biltres oficiosos
a opinar como quem inquina a transparência da Razão de um só lado,
o lado farto, humilhado e subestimado.
lkj
Se o espírito que preside às políticas está errado, está falido,
desde a primeira hora, se os argumentos do Governo, um a um, não colhem,
nem resistem à prova do algodão, é muito natural
que a ousadia da classe docente se propague como um rastilho
aos demais espíritos nacionais, não reféns de interesses nem de agenda PS,
nem de compromissos com este Governo: outrora um sindicato
na Polónia parecia apenas um sindicato. E era um povo.
Hoje, rompida a cooperação estratégica PR/Gov., é forçoso
à sociedade civil emergir organizada e regeneradora contra o Oco.
ljjk
Vigílias, greves, manifestações, tudo é de menos para lavar Portugal
com uma renovação que o vare de lés a lés. Portugal está contaminado de corrupção,
de erros estratégicos, de políticas perversas. O paradigma da mentira
terá de ser defenestrado da vida política nacional.

Comments

psergio57 said…
Muito bom post. Parabéns.
Anonymous said…
Enganas a ti próprio, jovem amigo. Pensa neste assunto da seguinte maneira: o povo há-de manifestar-se contra a perpetuação dos privilégios - únicos e aparentemente perpétuos - de uma classe.
O Oco, meu jovem amigo, é a discussão política amoral e desonesta. O Oco é a terra queimada, o mal-dizer, a ignorância arrogante dos que se atêem a sua mediocridade conquistada.
Talvez me engane, mas o povo - bruto e ignorante, comme il faut - há-de responder-lhe a si e aos bardos a quem só a própria voz fascina. E vai ser já nas próximas eleições :)
joshua said…
Gonçalo, essa tua leitura parece matéria de fé. A minha fé é a contrária. Sócrates começou pelo telhado a agiu à bruta a contar com o apoio acéfalo dos tais come il faut.

Veremos.
Blondewithaphd said…
Sabes uma coisa? Francamente já não sei que mais se faça para resgatar este país. Greves não resultam, vigílias também não e manifs ainda menos, sobra o quê, no final? (Ah, e ainda não percebi certos post scriptums que espero me expliques de mansinho como sabes fazer quando queres).
Pata Negra said…
Ai do poder que perde o apoio dos intelectuais. Basta ver as letras dos que apoiam para ver que já o perdeu há muito. Quando uma governante diz "perdemos os professores, ganhámos a opinião pública" está implicitamente a afirmar que perdeu uma peça essencial da Educação. Se perdeu uma peça essencial, perdeu a Educação. Se perdeu a Educação, perdeu-se esse país. Ou melhor, nada está perdido, porque ela já perdeu!
Um abraço em dias de rua

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