terça-feira, agosto 31, 2010

BACCHANALIA FESTA

Silêncio. No seio da mediocridade política nacional emerge a novela Queiroz à falta de temas e personagens mais meritórios ou conflitos mais fecundos. Desaparecem todos os demais actores para enfrentar os demais problemas, angústias a sério, despedimentos por carta, por SMS, porque não há rosto para comunicar tanta devastação. Ter as presidenciais no horizonte condiciona moções, denúncias e palavras urgentes para a reorientação da bússola da acção política às as matérias mais urgentes: uma gestão frugal e parcimoniosa dos recursos do Estado; a superação de uma lógica clientelar na organização do Estado; a instauração do mérito, substituindo o favor político nos níveis intermédios e de topo na função pública; a extinção das parcerias público-privadas mais danosas, dos desmandos criminosos que possibilitam. O ar público segue inapropriadamente murcho. A leveza é tal que vemos Marcelo comentar desportivamente Alegre como mal apoiado por Sócrates e vemos Alegre passando os dias calado ou, se fala, a soltar baboseiras, refrões de pólvora seca, como por exemplo esse clamor pelo Estado Social falido; ou então menciona corrosivamente Cavaco como se não fosse o PR o grande elo de sustentação, aliado prático e consecutivo, das políticas de um PS-Governo contestado precisamente pelo mesmo Alegre, quando ainda deputava. Há tal ambiguidade, tal dualismo nestes actores, estratosfericamente fora do País sofredor, que é como se tudo se tocasse e misturasse, orgia de consentimentos, silenciosos pactos, paradas, esperas, emboscadas. Dá a impressão que o País morre, mas esta gente comenta outra coisa e está noutro lugar. Cala. Mergulha na baça política. Baços tempos, bacchanalia festa.

2 comentários:

Anónimo disse...

O celerado mitómano pinto-se-sousa andou hoje a burlar, inaugurando creches financiadas a 75 ou 80% por supermercados e distribuição - os privados. Levou com ele a frígida-andré, que deu a isto uma respostazinha mendicante - de espírito. O tom da intervenção de sousa foi o mesmo de arrogância, mentira, delírio e estupidez de sempre. Aos números aflitivos e revoltantes do desemprego, virou depois o focinho cobarde - apenas programado para a pirotecnia dos sucessos de meia décima percentual. Deixou pois a jornalice-de-campo mais uma vez apeada e sem declarações. Estas, remeteu-as a Valter Lemos - uma das suas servis almas-danadas, com formato de cilindro, cabeça de vassoura e voz de sifão. Miséria.

Anónimo disse...
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