sexta-feira, agosto 27, 2010

JÚDICE E A NOVELA LIMA

A vida pública nacional faz-se de biombos e tácticas de encobrir. São armas usadas pelas pessoas que detêm os recursos plenos, as cumplicidades determinantes e as oportunidades. A novela que envolve Duarte Lima caiu que nem ginjas nos media e no que então realmente interessava e incandescia a Opinião Pública: veio distribuir a atenção que se concentrava demasiado nos trâmites de uma PGR em maus lençóis, nos lixos processuais do Freeport, um processo na verdade condicionado e coarctado ao mais alto nível sob o preconceito de que o PM estava de antemão isento de quaisquer suspeitas. Só que há gente ao mais alto nível a surfar as lógicas de anomia, apatia e desinteresse do público. Conhecer e gerir estas coisas do gado superficial que as massas acabam por ser, sempre que encolhem os ombros, é uma arte cínica e tóxica, enquanto for possível dividir as pessoas para reinar, desinformá-las para as confundir, desbaratá-las para as controlar. É por isso que as intervenções de Júdice não são em nada inócuas. Não são normais. Escapam ao âmbito estritamente profissional. Configuram outra coisa: um feixe deliberado de insinuações assassinas. Farpas profissionais como afirmar que se Duarte Lima não declarou o dinheiro recebido da sua cliente é porque não é dele e que, não sendo dele, ou é da Rosalina Ribeiro ou é da herança, acrescentando que ao manter o dinheiro consigo, Duarte Lima levanta suspeitas sobre o seu envolvimento no homicídio, tudo isto representa todo um programa de acção com objectivos mediáticos que implicam uma leitura também política. Quer se queira quer não, Júdice está ligado à defesa viscosa e indefectível do socratismo e à lei da gravidade nas coisas do Poder como coisas que são como são. Em Júdice nunca encontraremos um pensamento e uma acção onde se acredite ou aceite que as coisas do Poder devam transformar-se e levar cada vez mais em conta as moções e aspirações de uma Sociedade Civil avançada. Porque se assim fosse, nunca receberia, com o nosso escrutínio, os milhões anuais do Estado na tal parecerística e consultadoria redundante, inútil e clientelar. Está tudo ligado. Duarte Lima assa convenientemente nos media e José Sócrates descola os costados do grelhador onde tem estado a estorricar não passando de um tição fumegante. 

9 comentários:

plebossaurio aprendiz disse...

meu, mas o que é que o Sócrates tem agora a ver com a novela Feteira? já é peçonha...

joshua disse...

Caro Daniel Plebossaurio, tem tudo a ver. Tudo.

lidiasantos almeida sousa disse...

Joshua só o seu pseudónimo enoja. O pobre do Sócrates tambem tem culpa do Duarte Lima ser Advogado da Senhora Rosalina há 9 anos e deve ter sido ele a mandar matá-la para encobrir os incompetentes procuradores que dizem não ter tido tempo para fazer as 27 perguntas. E DEPOIS QUE SUGEREM ELES: FALTA DE TEMPO, depois de andarem anos a investigar isto.Quem dizem eles que mandou acelerar o processo? 1º o tal Senhor de 70 anos, depois a sua superior Candida, que segundo o grande investigador Cerejo combinou com eles essa tramóia. E afinal quem acelerou o processo: o Advogado do Bibi José Maria Martins, constituido assistente para o Processo. E o Cerejo que tambem era assistente do processo como ele, não sabia? Você deve ir dar banho ao gato e a si próprio,pois no esboço da fotografia mete medo. Se calhar apareceu de noite à Rosalina e ela suicidou-se de susto CANALHICES!!!!!

lidiasantos almeida sousa disse...

Joshua só o seu pseudónimo enoja. O pobre do Sócrates tambem tem culpa do Duarte Lima ser Advogado da Senhora Rosalina há 9 anos e deve ter sido ele a mandar matá-la para encobrir os incompetentes procuradores que dizem não ter tido tempo para fazer as 27 perguntas. E DEPOIS QUE SUGEREM ELES: FALTA DE TEMPO, depois de andarem anos a investigar isto.Quem dizem eles que mandou acelerar o processo? 1º o tal Senhor de 70 anos, depois a sua superior Candida, que segundo o grande investigador Cerejo combinou com eles essa tramóia. E afinal quem acelerou o processo: o Advogado do Bibi José Maria Martins, constituido assistente para o Processo. E o Cerejo que tambem era assistente do processo como ele, não sabia? Você deve ir dar banho ao gato e a si próprio,pois no esboço da fotografia mete medo. Se calhar apareceu de noite à Rosalina e ela suicidou-se de susto CANALHICES!!!!!

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Este sr. MIGUEL JUDICE parece ser muito honesto mas é o seu gabinete que tratou do despedimento colectivo de 112 familias do casino estoril uma empresa com milhoes de lucros advogados não OBRIGADO.servir para desgraçar as pessoas

joshua disse...

Lídia, eu sou livre. Discordo inteiramente do que escreve e penso que deve informar-se com profundidade para poder ler com mais acerto e proveito o que escrevo, sempre que me vier ler, coisa para a qual também a Lídia é livre.

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Lamentavelmente continuam a acusar uma pessoa que foi assassinada e que continua a pagar pelos desvarios de outros. Como dizia o sr. Feteira a família da D. Adelaide deve ser "tótó". Continuam a roubar tudo e a acusar a pobre da senhora que já cá não está. Abram os olhos.