segunda-feira, agosto 23, 2010

ESBANJAR COM CLASSE

Todos os portugueses esmagados de Fisco, desempregados e pobres, cada vez mais abandonados socialmente, deveriam ter direito a negócios vantajosos. Aqueles em que o Estado se mete levam-no por sistema a ficar com a parte lesiva e todos os ónus e a conceder o lado vantajoso à outra parte envolvida. Esses portugueses deveriam ser a outra parte envolvida. Segundo o relatório da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) relativo ao segundo trimestre deste ano, que acompanha o desenvolvimento das parcerias público-privadas, as Scut Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral, já tinham recebido no final de Junho 140,2 milhões de euros da Estradas de Portugal, face a um valor orçamentado para o ano de 2010 de 155,8 milhões de euros. Portanto, estava praticamente esgotada em Junho a verba prevista para pagar as rendas às três Scut que já deviam estar a ser portajadas desde 1 de Julho. Estes montantes resultam dos dois pagamentos que a EP tem que fazer às concessionárias da Scut no primeiro semestre do ano. No final do exercício orçamental esta "problemática" deverá ter custado ao Estado mais ou menos 280,4 milhões? Derrapagem linda, mas é a regra de ouro dos negócios do Estado.

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