AUDITORIA AO NOSSO INFERNO
Pinto Monteiro é uma carta fora do baralho. Cândida Almeida também. Nem Governo nem PR se pronunciam, mas está patenteado o sarilho em que consiste fazer da Justiça uma espécie de coutada particular de um Partido, podem os jugulares correr e saltar, a verdade toda há-de vir ao de cima, não a conveniente. Entretanto, vale a pena meditar nas conclusões da Auditoria sobre a Justiça Portuguesa operada pela MEDEL (Magistrados Europeus pela Democracia e as Liberdades). Eis os velhos pontos fracos, sete pecados mortais, no nosso sistema judicial: 1. Duração dos processos; 2. Mentalidade e procedimentos burocratizados; 3. Modificações infindáveis das leis de processo e do direito; 4. Incapacidade do sistema de comunicar com o exterior; 5. Carência de pessoal auxiliar; 6. Desigualdade de oportunidades para os litigantes ricos e os litigantes pobres; 7. Imprevisibilidade das decisões judiciais. Estava na hora de limpar o ambiente nauseabundo da PGR. Ajudaria.
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