A EXORBITÂNCIA DO ELOGIO
Um dos últimos orgasmos entre a equipa de assessores embebida na bloga, Jugular, Abrantes, Aspirina B, Supositório C, assim como aqueles comentadores telecomandados do Expresso e dos demais jornais, diz respeito aos insólitos elogios do NY Times pelo pioneirismo mundial do Governo-PS e, logo, do País, ao liderar o investimento em energias renováveis. Só que, ao que parece, esses factos motivadores de uma enorme baba orgásmica dependeu, afinal, de um levantamento/estudo/marketing encomendado e pago pelo Governo português com dinheiro português a uma consultora de comunicação inglesa. Naturalmente. Sim, pioneiros no investimento em tecnologia que ainda é cara, que evoluirá muito e baixará de preço pelo que dentro de alguns anos estaremos com uma tecnologia tão cara quanto obsoleta. Lembram-se do suposto relatório de elogio ao trabalho educativo do ME pela OCDE que afinal o não era? Assim é fácil. Encomendam-se elogios e relatórios lisonjeiros. O objectivo de fundo é ver se folgam as costas enquanto vai e volta o pau dos factos reveladores de vergonhas, abusos: internamente, a glória de esse elogio dura precisamente o tempo de um orgasmo mediático. Quase nada.
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