CRESCIMENTO FANHOSO
Portugal não tem motivos para celebrar uma recuperação da economia. Ela é afinal imperceptível e milimétrica: o nível de desemprego continua tão escandalosamente alto que é impossível imaginar uma economia a progredir sem no entanto manifestar qualquer força para criar e consolidar emprego. Os sinais são fanhosos e não famosos. Não podemos ficar tranquilos. Pelo menos tão tranquilos quanto sistemática e inconsistentemente o pessoal governamentalesco surge como se estivessem high ou on something, especialmente o João Galamba que ainda ontem se atirou ao deputado Frasquilho como cão a bofe. Temos de enviar os políticos, o Galamba e o Portas, para as matas a fim de as limpar: é imperioso que dêem o exemplo em todas as coisas em vez de encontrar bodes expiatórios fáceis ou enveredarem pelo lado rasteiro e reles da política. Há que deixar em paz os novos judeus da economia e da sociedade: esses beneficiários do RSI como se de facto fossem eles, e não os gestores de EPs falidas, a arruinar de ócio e dependência a nossa economia. Mesmo Cavaco, com o seu livrinho vermelho acerca dos poderes presidenciais, poderia apagar muitas chamas, coisa a que incompreensivelmente se recusa.
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