quinta-feira, maio 31, 2007

COLHÕES, COSTA E COSTURA


Será que a moderação e a tolerância são bens perecíveis,
sujeitos ao prazo iogurtesco de consumo,
antes que o bolor absolutista se afirme?
Assisto à política nacional (ao baile de máscaras por Lisboa)
como a um jogo de xadrez.
Rainha Roseta.
Negrão Torre.
Ruben Bispo.
Costa Peão, cada peão, todo o peão, linha avançada, lançada em onda,
onda a queimar. Costura-se por Lisboa!
As peças comem-se. Assediam-se, derrubam-se.
Tombam.
Costa é uma jogada última, sutura má ao grande rasgão de carácter
no pano velho, esperadamente velho, socrático.
A falta de convicção Costa, de força moral Costa,
bebe-se a largos tragos, estragos
indeléveis de um governo inovador
na arte de ser maioria,
manipulando a informação a seu favor, nos silêncios e nos ruídos,
carregando muito no balão de hélio do sorriso-imagem,
controleirando tudo, dinamitando os grupos profissionais
com as misturas químicas, cabras, da discórdia,
bovinizando ainda mais um povo-gado dócil que tanto subestima. Tanto!
çjçkj
Só que a informação, grande ironia, está já completa e apetitosamente na nossa mão:
bloga-se primeiro, jornaliza-se depois, o mais das vezes.
A blogocidadania tem hoje os governos e os partidos,
nos seus tiques absolutos e biombos de aparências,
nas suas manobras de perpétuo autofavorecimento intrapartidarizante,
pelos colhões.
Já não era sem tempo!
Falta é um maciço acordar das gentes!

BAGDAD LIBERTADA


Livres da Tirania de um só!
Imersos num Caos que veio para ficar!

quarta-feira, maio 30, 2007

REPÚBLICA POPULAR, MONOPARTIDÁRIA E BI-SISTÉMICA DA CHINA


Porque apertar a mão a gente endurecida e sanguinária não nos faz cúmplices

de gente endurecida e sanguinária!
Porque dizer-se que ninguém tem lições a dar a ninguém em matéria de direitos humanos
é moralmente lindo e fica bem nas manchetes de jornais!
Porque se pode fazer bons negócios com Deus e com o Diabo...
... Já não faz sentido ouvir Espanha, Espanha, Espanha!
lkj
É preciso que se perceba que o caminho concreto governativo,
o modelo, o exemplo, hoje, em Portugal,
é, e só pode ser!, China, China, China!
khl
Via Verde para a Aristocracia Partidária PS: China!
Foder forte com o pequeno trabalhador indefeso multiposicionalmente: China!
Apertar os testículos à liberdade de informação e de expressão: China!
Vigiar e sanear silenciosamente as vozes inconformadas: China!
Engordar de sinecuras os magníficos servos do PartidoS: China!
Fazer do país, um país em grande crescimento, cada vez mais estatisticamente rico,
enquanto o povo se lixa pobre, soterrado de entulhos: China!

terça-feira, maio 29, 2007

LICENCIATURA-RELÂMPAGO NO KREMLIN EM PUTINICES


- Olá, amigo, camarada, colega, Putin.
- Biem-viindo, primieiro-miniistrio do Portugalia.
- Colega, Camarada Putin, sou um grande fã teu. Dás-me um autógrafo?
Levas-me a ver uma datcha qualquer, retirada da grande Moskva e com lareira?
Levas-me a caçar? Mostras-me tudo?
Mostras-te-me todo?
E, já agora, não me arranjas uma Praça Vermelha só para mim,
assim sem guarda-costas, sem gente?
Ui, vou sentir um arrepio na espinha, eu ali, sozinho,
só com o camarada defundo Lenine...
Está na hora do meu jogging e correntes de ar podem pôr-me doente
durante esta visita e nós não queremos isso, pois não?
- Claro. Nasdorovia. Farei como me pedes.
Aliás, faço questão. Beberemos uma vodka.
Um bom aluno merece tudo! E, Sócratesov...,
niunca te esquieças: mesmo que não tienhas tiomiates,
finge quie os tiens siemprie!
- Mas com certeza, Colega, Camarada Putin, fingirei. Estou à vontade para fingir.
E como foi mesmo que o Colega, Camarada Putin concentrou
sob a tua mãozita judoca os Serviços Centrais de Informação?
- ... Bom...
- A mim, por exemplo, toda a gente me diz que tenho pulso,
mas ainda só vou a meio do meu mandato...
- Pois, mas eu...
- Já pus a máquina fiscal atrás do pequeno contribuinte que não tem por onde escapar... Já pus os professores, esses inúteis, a tomar conta dos putos e a dormir nas escolas,
uma vez que não se aprende nada com eles... Eu, pelo menos, nunca aprendi...
Quero é aprender mais contigo em autoritariologia. Ensinas-me?
Quero licenciar-me, doutorar-me todo, cum laude e tal! Uau!
- Com certieza. Piossio enviar-te por fiax?
- ... ?
- O dioutioramientio? Ehe, ehehehe, eheheheheheheheheheehehehe! Ehehe!
- Ó colega... Por amor de... Colega, Camarada, também você?!

DA PROBLEMÁTICA PILHAGEM


Iraque, novo Estado da União?
Mentira, um novo estatuto universal?
Poços, 80 para mim, 17 para ti?

PAUPERIDADE E SÔFREGO ACUMULAR


A pobreza é tanta coisa e fruto de tanta coisa:
no fim, concluiremos que se trata de um problema moral das sociedades
porque implica basicamente que os apetrechos essenciais do conhecimento-autonomia
não foram transmitidos, estimulados, consolidados,
e isso responsabiliza-nos, à metade não-(tão)pobre ou pobre-diferente.
çlk
Por outro lado, ser pobre implica também uma opção instintiva-fatalista
oposta à lógica sôfrega que comanda o Mundo:
correr atrás dos bens, não atrás da paz,
não atrás da harmonia nas relações humanas e da justiça,
mas atrás dos bens, do acúmulo de dinheiro para lhes aceder.
O pobre embrutece só na conquista dura de cada dia sem fome;
descrê do poder do trabalho porque é necessária energia e metas,
e ele abdicou, porque a isso foi obrigado ou nessa desobrigação se moldou,
de ambas.
çlk
O problema da felicidade não se coloca ao que falhou,
ao que nasceu e continua pobre: ele pode ser mais feliz que qualquer outro.
Coloca-se o problema da rebelião contra a exclusão
ditada pelo abismo entre mundos tão desencontrados.
Ora, abismo atrai abismo.
A pobreza humilha-nos o sentimento do que se quer em bem-estar colectivo.
A riqueza humilha o pobre porque é sempre desproporcionada,
disforme e ultradefensiva.
çlk
A pobreza ética (a impossíbilidade de desdobramento de si no outro e seu contexto)
é a fonte de todos os males
e enche de autismo toda a abordagem
a esta questão que só pode ser tratada holisticamente.

segunda-feira, maio 28, 2007

EUFEMISMOS


Ao serviço do PS. Por João Miranda.

São de facto interessantes as reacções dos socialistas ao caso da directora da DREN. Margarida Moreira teve uma atitude pidesca ao sanear um opositor político?
Nada disso. O que teve foi falta de jeito. Excesso de zelo.
Como quem reconhece que o acto em si é meritório.
Sanear um opositor político que ainda por cima ataca o líder do PS
é um acto meritório. Mas estas coisas têm que ser feitas com jeito, discretamente.
Os custos políticos não podem ser superiores aos ganhos políticos.
A expressão “excesso de zelo” quer apenas dizer que a senhora é zelosa
e que fez o que devia ser feito num mundo socialista ideal.
Só que ainda não vivemos num mundo socialista ideal.

çlk
Pode ser que o Charrua não seja qualquer santo
e tenha pintado a manta.
Pode ser.
Ainda assim, os eufemismos que se usam
para justificar esta lógica persecutória-saneadora dos tubarões-PS,
Directores Gerais,
isso é de uma obscenidade nunca vista em Portugal,
que dorme.

domingo, maio 27, 2007

DA CONSOLAÇÃO AFLITA


Taça ganha, era bom que, agora, neste Clube,
se mantivessem os Anéis e os Dedos!

NACIONAL-SOCRATISMO: EVOLUÇÃO PARA MELHOR


"O estilo de Sócrates consolida-se.

Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Deseja ter tudo quanto vive sob controlo. Tem os seus sermões preparados todos os dias.
çlkj
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações,
de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade,
nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre,
na teimosia descabelada de Mário Lino,
na concentração das polícias sob seu mando
e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário
que se exprimiu em privado.
lkjk
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive,
feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos
que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer
para ter acesso aos fundos e às autorizações.
çlk
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes
e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo
e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada
e um rol de secretários de Estado zelosos,
ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas,
a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.
É possível. Mas não é boa notícia.
É sinal da impotência da oposição.
De incompetência da sociedade.
De fraqueza das organizações.
E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade."
çlkj
António Barreto, in Público

sábado, maio 26, 2007

UMA ESPÉCIE DE FIM DE MUNDO


Assiste-se à transição de uma época plasmada pelo cavaleiro-andantismo partidário,
(na verdade pretexto de partidária glorificação própria,
plasmado por moções estratégicas,
pelo marcar pontos e pelo gerir timings
que se convertam em ganhos eleitorais futuros,
plasmado pela miragem autista de si mesmo
ou pelo saldo no Banco dos Favores),
para um presente feito de abrangência e sinergia
de muitos com muitos, tudo de modo imediato, objectivo, construtivo e automático.
lkj
Bloga-se intensa e cosmicamente
na construção da grande Pólis Planetária!
lkj
Exigem-se posicionamentos corajosos.
Exigem-se interventores autónomos, genuínos e livres.
É uma espécie de fim de mundo!
Mas há um outro mundo velho que passa e cede,
com todos os labirínticos requícios da demência.
O que fazem algumas almas é espantoso:
perdidas no meio de este turbilhão mutante e mutável,
põem-se a terreno para travar ridícula batalha contra moinhos-blogue;
põem-se em campo, ridículos, a construir precários diques
contra a enxurrada de liberdade que há, hoje, num blogue!
Vão, caninos, a morder os calcanhares de pessoas. Loucura!
çlkjh
Ainda que alguém os avise que é inútil,
é inútil avisá-los do seu odioso culto adorativo
porque decidiram não ser outra coisa senão sombras,
sombras fiéis, coladas ao chão e às paredes,
bebendo, quotidianas, abísmicas, o luminoso talento que lhes não coube.

DES PASPALHIZEM-SE! ACTUEM!


Foi-nos dito desde cedo o que era feio.
Arrotar sonora e desabridamente era feio;
feio era dizer palavrões e o interdito de os dizer
aguçou-nos o gosto transgressor de os dizer até à pura e autêntica necessidade
de os usar rápido e em força.
lkjh
Feio e inadequado é mentir,
abusar do poder sobre os pequenos,
é não ter vergonha da maldade que se destila,
é sanear, irradiar, perseguir, monopolizar a razão, destruir o próximo,
por palavras, actos e comissões sacanas,
mas isto raramente nos foi dito.
Mas por que será que a tantos
convém esta democracia caiada de sepulcral silêncio?
çlkj
Por isso blogar é votar todos os dias.
É sair à rua em manif todos os dias.
É satirizar os brutais todos os dias.
A liberdade, Portugal, nunca é um facto consumado!
A democracia, Portugal, necessita de perpétua vigilância!
Há muito tiranete que gosta de apertar o botão vermelho
e que lhes dêem pretextos para o apertar
e Margarida esmagar Moreira o adversário!
çlk
(Gostei de Helena Roseta, ontem, na TVI.
Lembrou-me a jovem e emergente deputada do PSD que eu tanto admirava,
ao lado do Sá Carneiro vivo da minha infância, na sua fluência discursiva,
na clareza e simplicidade cristalina das suas ideias;
mas do que gostei mesmo foi dos seus argumentos:
da nova mentalidade por si subscrita de fazer política,
onde os cidadão se unem construtiva e desinteressadamente lá,
onde os partidos, tal como estão, falharam,
do seu desejo aparente de rompimento com essas lógicas obsoletas partidárias,
onde o xadrez dos interesses posicionais de tachos feito
se sobrepunha às necessidades que os partidos deveriam priorizar:
organizar e servir a Pólis.
Ela em pessoa, uma vez eleita,
será a grande lição do ex-super-ministro Costa
aparelhista.)

sexta-feira, maio 25, 2007

DA BUFARIA MORTAL


- Sabes o que o Charrua desabafou a um colega
numa sala com janelas e portas fechadas?
- Não. Mas toda a gente sabe que foi gravíssimo.
- Disse que este era «um país de bananas
governado por um filho da puta
de um primeiro-ministro!»
- Ui! Afinal, é mesmo grave... Eu no lugar do País também ficava ofendido.

BIOMBO RIDENTE


De acordo com o Público, o professor, dr. Fernando António Esteves Charrua,
ex-deputado pelo PSD, na mensagem de despedida aos colegas, terá escrito:

"Se a moda pega, instigada que está a delação,
poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos
e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada,
a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo,
dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas,
já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."
çhjçjkh
INFALIBILIDADE SOCRÁTICA
kjkh
"Sócrates, com imensa bondade, assegurou à Pátria a liberdade de expressão
e o prof. Cavaco, do lugar etéreo onde subiu,
espera que o "mal-entendido" (repito: o "mal-entendido") se esclareça.
Não chega.
Ninguém se lembraria, como ninguém de facto se lembrou,
de acusar (ou de punir) alguém por uma graçola
ou um "insulto" a outro primeiro-ministro.
lkj
O crescente autoritarismo do poder
e o extravagante culto da pessoa de Sócrates,
que o Governo promove e alimenta, é que pouco a pouco criaram o clima em que se vive
e que inspirou o "caso Charrua".
Escrevi aqui há meses que bastava ouvir o dr. Augusto Santos Silva
(com quem, aliás, Margarida Moreira colaborou) para temer o pior.
A história da prepotência e do arbítrio não começou na DREN,
não vai acabar na DREN e com certeza que não se limita à DREN."
çlkj
Vasco Pulido Valente, in Público
çkj
CONTROLEIROS DE GRANDE CALADO
ÇL
"Infelizmente, a impunidade que se instalou no Governo
e na sua maioria conta com a inexistência de um Presidente da República
que, com os olhos postos na reeleição
e em nome de uma nebulosa "cooperação estratégica",
se demitiu das suas funções e se transformou num mero ornamento do regime,
que se distingue pela vacuidade dos seus discursos
e pela natureza táctica das suas intervenções.
çlk
O desaparecimento do PS, a fragilidade da oposição,
a ausência de fiscalização parlamentar,
a indiferença do Presidente da República e a complacência
de todos os que dependem do Governo
transformaram a vida política num circo de abusos
e de arbitrariedades que a propaganda disfarça
e o consenso que invariavelmente se gera à volta do poder
tem o condão de abafar.
kljlj
Só assim se compreende a falta de pudor de uma governadora civil que,
depois de ser desautorizada pelo Tribunal Constitucional, decide zarpar,
de "consciência tranquila", para a candidatura do dr. António Costa.
lkj
Ou o convite para integrar o Governo feito pelo primeiro-ministro
a um juiz do Tribunal Constitucional
que a Assembleia da República tinha eleito há dois meses para um mandato de nove anos.
Ou a vontade expressa do ministro dos Assuntos Parlamentares
de acabar com aquilo a que ele chama "jornalismo de sarjeta".
Ou o estatuto dos jornalistas que está, neste momento, em preparação.
kjh
Ou a junção das polícias sob a tutela do mesmo ministro.
Ou a colocação dos serviços de informação
na dependência directa do primeiro-ministro.
Ou as reconhecidas pressões do Governo
junto da comunicação social.
kjh
A lista está longe de ser exaustiva.
Mas mostra claramente os excessos a que chega o Governo na sua ânsia de controlar.
Como mostra também a fragilidade de uma opinião pública
que confunde o acessório com o essencial e privilegia o acesso ao poder
em vez da liberdade individual.
Como já foi assinalado por Pacheco Pereira e por Rui Ramos,
a lista do dr. António Costa para Lisboa,
com as atracções especiais,
é um bom espelho desta triste realidade."
ljk
Constança Cunha e Sá, no Público.

quinta-feira, maio 24, 2007

CHARRUA, PROFESSOR ÀS LISTRAS LARANJAS


Ai daquele que destoa! Deus lhe valha!
Fernando Charrua, hoje, no JN, demonstra e desmonta o clima de TERROR
que se respira presentemente na Educação:
a Delação,
a Vingançazinha mesquinha política,
a Mordaça e o Pretexto Humilhatório do indivíduo
convenientemente isolado e encurralado, estão Margarida à solta.
Margarida, mulher, filha e talvez mãe,
tu, de facto, és do pior que o pior PS já drenou,
mas não é verdade que os esbirros sempre foram Piores-Rosa Casaco
que os Tiranos propriamente ditos?
çlçkl
Péssimo exemplo de tolerância e de democracia!
Péssimo exemplo de respeito pelo indivíduo!
Modelo-Touro investindo à toa e à bruta o capote colorido da diferença!
Mau sinal de como as Direcções Gerais podem ser geridas e dos abusos possíveis!
Não te agarres ao grande tacho que te deram e que tanto adoras, Margarida!
Demite-te, se tens vergonha, pois és mesmo feroz!
oioi
Cada vez se clarifica melhor o que é a «racaille-canalha», segundo o João Gonçalves!
Agora venham branquear esta nódoa, se puderem!
A justiça está nisto: quando o poder se exerce desproporcionadamente
e quer ser brutal e punir os indivíduos como se fossem desprezíveis insectos,
e não dá descanso aos abusadores porque o ridículo sai caro
e o cio do poderzinho mete nojo à Nação!

quarta-feira, maio 23, 2007

SUSPENSÓRIA, CARÍSSIMA E FEIA DIRECTORA AMARGA'RIDA


Já se sabe que o professor Fernando Charrua
não é o único a ser vítima do seu-sentido-de-piada gravíssimo
(gravada em áudio, vídeo, na memória de testemunhas fidedignas?)
como poderia ser vítima de opiniões por si emitidas, pelo que se vê.
Com Margarida tudo pia fino, faz-se uma revista às calças alheias,
tudo se passa a pente fino:
lkj
Torquemada ressurgiu. Veste saias e respeitinho lá com ela.
Eu mesmo já estou há mais de um mês informado
de que serei obrigado a ficar desempregado
porque uma Junta Médica pressiona (porque sim!)
a docente em atestado médico prolongado que estou a substituir
para que regresse agora mesmo no último dia, no fim de Maio,
para, logo de seguida, meter outro atestado e o efeito de eu saltar fora
ficar consumado. Nem o facto de ser do PS lhe valeu a desobrigação!
mn
E então, depois de nove meses de aulas e sofrimentos variados,
lá vou eu papel-gente amarrotado para o caixote do desemprego novamente.
É o meu caso, mas depois de um certo comentarista do meu blogue
se ter sentido enjoado pelo que escrevi na Páscoa da Cidadania
a respeito do Sr. Sócrates,
sei que se trata de mais um sinal dos tentáculos do Poder
que a DREN unhas afiadas põe cá fora:
lixar quem pode e, como sou professor provisório,
funcionário público sazonal há onze anos,
também não terei o direito, tal como o Fernando Charrua,
de me insurgir, dizer piadas, opinar sobre / contra
a celebérrima falha de carácter do Sr. Sócrates,
quando ela nos ficou patente.
nb
mn
José disse:
Não sei como vim aqui parar, mas já estou enjoado.Sócrates mexeu com muita coisa, onde outros nunca tiveram coragem de mexer.Entendo a razão de alguns, passarem o tempo todo a dizer mal dele. A maior parte são profs, habituados a passar duas ou três horas nas escolas, e só alguns dias da semana, ganhar fortunas e, muitos deles, nem ensinar sabem. Conheço profs com o 5º e 7º ano de escolaridade, cuja vaidade é maior que a dos verdadeiros professores. E são os primeiros, os profs, quem mais o criticam. O sr, que diz pertencer à área de educação, é de uma deselegância enorme, ao passar a vida a criticar tudo que o Governo faz. O sr também faz parte do atraso que se vive em Portugal, pois tudo começa pela educação. Ganhe um pouco de vergonha e deixe de criticar quem lhe paga para ensinar (?)Quero ver a sua democracia, colocando este texto neste blog

10:51 PM
kjl
Joshua disse:
Preferiria, José, ver comprimidos e controlados os privilegiados de este País, enfim, os Directores Gerais de coisa nenhuma, os políticos colocados em bons tachos, como o Vara e o Gomes, do que assistir todos os dias ao nojo do amesquinhamento profissional dos profissionais.José, creia que sou democrático. Mas não tenho o problema das lealdades políticas que cegam, como dorida e notoriamente tem o José para sofrer, como sofre, a crítica ao Querido Líder Sócrates, modelo de homem e salvador da pátria..Se há interesses a afrontar em Portugal e coisas a corrigir, enoje-se o José e enjoe também com os lóbis que se não afrontam, com as mentiras mantidas com o controlo RTP-apertado-Pina-Prisa dos media e que se vendem, vendando os olhos do povo.
mn
A ameaça estava feita, portanto.
Só faltava concretizar e agora já falta pouco!
lk
Pesa um manto de silêncio neste País
quando o PS se funde com o Estado
e faz estas coisas pela calada:
ao Fernando Charrua suspendem e humilham
e a outros, como eu, atiram-se para a rua...
...
Haver quem, perante isto, coma e cale.
Perante estas evidências,
não as escondi aos meus amigos
nem àqueles que confiaram e confiam em mim,
no quanto me sacrifiquei por cada um:
já percebem, embora tão pequenos,
como se tecem as manobras do Poder Absolutamente Sorridente Socrático,
as coisas que claramente só se sentem
e dificilmente se provam, o tal Mobbing à la PS!
kjkj
Causa e efeito! Pulhas de merda!

PS EM MOVIMENTO: OS DELITOS DE HUMOR


E de repente chegou o tempo mágico
em que o PS se confunde com o Estado
e se funde tão completamente
que chega a fundir que é dor a dor que a gente sente...
lk
Agora a sério, o tempo em que se pune o pequenino funcionário,
suspendendo-o e humilhando-o ou despedindo-o e humilhando-o na mesma,
por uma coisa inteiramente nova, mas muito imaginativa,
chamada Delito de Humor:
- Ó pá, então o Sócrates tem uma licenciatura nova!
- Não digas! Qual é ela desta vez?
- Engenharia Imagética.
- Ah, sim? E em que confuso tempo recorde a obteve?
- Foi em leilão e ainda mais rápido. Arrematou-a com dois ou três sorrisos licitadores e ainda brilhou ao dizer esta frase cavaquicamente culta:
«Evoluímos para melhor!»

terça-feira, maio 22, 2007

BLOGOSFERAFUTURA SEM HESITAR


O simples acto de suspender, de decretar a suspensão de,
um professor chamado Fernando Charrua por delito de palavra
ou lá o que foi que quase ninguém sabe ou percebe, num contexto jocoso,
é muito mau sinal e, para mim, neste momento,
apenas a ponta de um iceberg mais vasto de pequenas punições aqui e ali,
de uma maneira ou de outra, sempre discretas,
com as quais as unhas do Poder ostracizam e arranham quem lhe baixa as calças
e manifesta as vergonhas, que são também os seus longos tentáculos brutais.
kjhkhg
Não me admiro nada que um pequeno

funcionário-público-que-tenha-um-blogue anti-desonestidade política,
contrapoder, crítico das coisas que se fazem mal governativas,
não possa 'comer',
não leve nas orelhas daquele modo arbitrário e anónimo bem kafkiano
com que se leva nas orelhas e se 'come',
não seja posto à parte, não seja punido por pensar por si
e por se insurgir contra o que, segundo a sua consciência,
é imperativo que se insurja.
çlkj

Ainda há quem venha Villalobos dizer que está tudo bem e não sei quê,
mas a prisão e a repressão transformaram-se, hoje,
no subtil dar cabo da vida de claros, veementes e corajosos opositores.
É preciso desmontar isto e estar atentos

e a Blogosfera Futura é, por isso mesmo,
justificadíssima!

GRÁVIDA E HISTÉRICA?


Gostava de entender, P.,
por que, estando tu tão grávida,
histerizas tanto a tua docência,
em gritos, conflitos e descabelo.
É evidente que te pensas cumpridora e competente
na proporção em que cegas para as pessoas
e até te comparas com quem
docentemente
se espraia em dulcificados convívios fraternais com os alunos,
sentindo-te, como usa Camões, superna,
ó soberanias gagas!
lkjl
Abranda, P., porque o filho que estás a gerar
nutre-se também do simbiótico sangue da ternura,
do amor concreto que estes nossos jovens nos merecem
por palavras, modos de olhar, e acções. Este é hoje o meu apelo.
kjlk
P., o que te putrefaz e putaniza
é haver em ti,
enquanto comentas e controlas e murmuras à bolina do que eu faço,
somente a voz de esse poder,
sedento por se desencadear
como uma amnistia a demónios há muito encarcerados
por se terem disfarçado de gente lá,
quando germânica, ucraniana, kaponeamente,
tão sádicos se esmeravam
nas searas da morte por grosso.

segunda-feira, maio 21, 2007

MULTICAMPEÃO


Triunfos e mais triunfos é o que nos interessa.
Por mais dourado que seja o ambiente
ou o troféu cravejado de pedrarias;
por mais frágeis as psicologias,
por mais contestado e suado que seja esse mesmo troféu,
a cada ano seja levantado alto, forte e nosso,
sem, de o haver ganho, qualquer cansaço.

DES CAMPEÃO (02) 2006/2007


A cultura de formação jovem do Sporting
é, no mínimo, exemplar e em breve dará os seus frutos
consistentes no plano europeu, mediante sólidas conquistas
e não apenas através de transferências milionárias.
çlkj
Há a inegável preocupação de formar caracteres,
de lhes exigir saberes e cultura geral
e não apenas eficiência no plano desportivo,
o que contrasta com o panorama restante.
lkjlkj
Quanto à alex-fergusoniação de Paulo Bento,
considero-a necessária, merecida,
desde que se mantenha a mesma tranquilidade
e o seu discurso soe cada vez menos à prosódia castelhana.

domingo, maio 20, 2007

DES CAMPEÃO (01) 2006/2007


Fernando Santos é um homem muito correcto e honesto,
talvez de mais para um clube voraz e suicidariamente impaciente,
como o SLB, o suportar.
kjkj
Miccolli é um génio indiscutível do Futebol, a verdadeira estrela,
mais humilde e trabalhador que Rui Costa que ascendeu a uma espécie
estatuto inerente de altivez que lhe fica mal.

SEXO DOS FRUTOS


Ainda assim, rosnando por que o não comamos,
ainda!,
o amorango é sempre amoroso!

sábado, maio 19, 2007

CÉRBERO, À ENTRADA DO INFERNO


À entrada do Inferno
está o bicho fero
tricapital, tricéfalo,
guarda Cérbero brutal
agendando sôfregas tácticas
por que tudo difira da verdade
e continue igual:
lkhjh
jhjhjh
A notícia é engraçada. Vem hoje no Público.
A Directora Regional de Educação do Norte suspendeu das suas funções na DREN
um professor que aí trabalhava há quase vinte anos
por causa de um comentário que este terá feito sobre a formação académica de José Sócrates.
A zelosa funcionária, que dá pelo nome de Margarida Moreira, não admite piadas
durante o horário de trabalho dos seus subordinados, pelo menos se elas se referirem ao primeiro­‑ministro.
Como ela nos esclarece – não fosse o caso de ainda não nos termos dado conta –,
o «sr. primeiro­‑ministro é o primeiro­‑ministro de Portugal». Não é de Espanha, nem de França, nem do Brasil, perceberam? Nesses casos, pelos vistos, a história teria sido diferente.
Segundo alega o professor suspenso, o comentário foi feito a um colega de gabinete e pertence ao «anedotário nacional do caso Sócrates/Independente». Não importa, é preciso funcionários zelosos, cientes do dever de servir a causa pública sem qualquer sorriso trocista. Todo o riso será castigado, pois os «funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas», segundo afirmou a determinada Directora Regional. Merece ser promovida a Directora Nacional dos Bons Costumes, para que o seu gesto sirva de exemplo. O respeitinho é muito lindo. Imagine­‑se o que teria acontecido ao ministro Mário Lino se estivesse sob a sua alçada quando afirmou em público que era engenheiro devidamente registado na Ordem.

sexta-feira, maio 18, 2007

AS DERIVAS DO BE, ESTRÁBICA TENDÊNCIA


Parece exactamente isso, Pedro:
e acrescento que enquanto as questões de dureza e exigência,
mas não distituídas de beleza e encanto, ao nível das relações interpessoais,
forem tratadas de forma consumista e relativista,
esboroando a dimensão de Projecto e de Aventura
assentes na Rocha da Vontade que uma vida a dois deve pressupor,
teremos de aturar um BE experimentalista e panfletário nessas matérias
onde falta é uma ética de resiliência e de solidez.
Por isso mesmo é que a Europa que pensa e faz assim está carcomida:

é uma Europa que lembra uma plástica mamária mal sucedida:
correu mal, desenvolve necrose por dentro,
mastectomiza-se,
mas apesar de todas as evidências e testes históricos
insiste que é boa ideia reincidir
nesta inestética deriva estrábica anti-ética.
jhl
Ora, o estrabismo cura-se!

PORTUGAL DOS PEQUENINOS E A «EPIFANIA DO ÊXITO E DO FRACASSO»


Nada contra, João. Bem pelo contrário!
Muito me admiro que tantos ainda leiam a obscenidade lá,
onde de facto ela não está. Que não entendam, de uma vez por todas,
que não é o que entra pelos olhos ou pelo cu, para quem assim se consola,
que nos torna impuros e obscenos: o que nos macula é a indiferença que sai
por tudo e por todos;
é o arrefecimento que nos sai do bem e da humanidade,
do ágape entre os seres humanos.

Esses indignados pudibundos que te comentam
nunca leram o profeta Oseias,
as expressões fortíssimas, escatológicas e pornográficas,
com que a Bíblia hiperboliza a opressão
e a injustiça contra os pequenos
pequenos no sentido radical e evangélico de pequenos?

Pois deviam. Assim, deixariam os Pachecos sossegados
e não invocariam a Santa Madre Igreja em vão!

Coisas de argueiros e de traves, João.
Vamos em frente!

BIG-BROTHERIZAÇÃO E AUTONOMIA DOS CIDADÃOS


Temos de contrabalançar o pleno cruzamento de dados dos cidadãos,
aos mais diversos níveis,
fiscal, económico, sanitário, identitário,
para que as democracias rapidamente caminham,
com um grau de intervenção cívica mais consciente e activa
por nossa parte: não tolerar abusos,
dar caça às diversas formas de corrupção,
denunciar às autoridades
os donos de IPs que, pseudoanónimos,
vêm insultar,
e tentar besuntar de esterco,
o criativo exercício blogopleno
de uma responsável liberdade.
kjh
Os que insultam e badalhocamente adoecem de inveja,
de falta de talento,
acagaçam-se e têm razão
porque não é nada de improvável ou impossível
que lhes destapemos a malícia covardolas com um telefonema,
um trabalho de investigação privado, tantos modos de actuar.
kjl
É também por isso que adoro tecnologia,
admiro advogados competentes,
só depois de os ter conhecido,
e estou grato a amigos entendidos!

quarta-feira, maio 16, 2007

LISBOA INDEPENDENTISTA AGORA OU NUNCA


A independência do factor partidário
tem de começar a ganhar terreno em Portugal,
agora mesmo em Lisboa,
para varrer de uma vez por todas
as favas contadas partidárias, os seus vícios, a sua mercearia,
o seu sopear das populações pelo calcanhar aguçado
dos interesses particularistas
com que se comprometem.
lkjlkj
Pode ser que sim!
Que Costa e Sócrates compreendam
por que têm sucessivas derrotas (autárquicas, presidenciais, locais)
acompanhado o absolutismo democrático
de este governo.
lkjh
Absolutismo, aliás, também patente nisto
expresso por um comentador de Do Portugal Profundo:
kjhlkh
"A governadora civil [de Lisboa, a socialista Adelaide Rocha], que depende directamente do Ministro da Administração Interna António Costa [o candidato do PS à autarquia] marcou eleições para 1 de Julho. Ao fazê-lo, não só inviabiliza hipotéticas coligações (cujo prazo constituinte acabaria HOJE!!! - inacreditável!), como obriga, no caso uma candidatura independente a entregar 4000 assinaturas de recenseados em Lisboa até.... às 24 horas de domingo [20-5-2007]! (...)Mas vai conseguir, com esforços redobrados, as 4000 assinaturas.Os lisboetas que estão contra estes polvos partidários, podem dar importante contributo, assinando a propositura da candidatura de Helena Roseta. Mesmo não votando nela. Mas para dar uma lição de cidadania a este tipo de políticos."Podem fazê-lo: na sede da candidatura, nas Portas de Santo Antão [84-90] (junto ao Coliseu dos Recreios) ou através de:http://cidadaosporlisboa.blogspot.com" ou do e-mail cidadaosporlisboa@gmail.com.

terça-feira, maio 15, 2007

ANA GOMES DÁ TAU-TAU NO JOSÉ LELLO: IMPERDÍVEL!


O caramelo-Lello, à esquerda,
é daqueles que manobram à Valentim!
É um Faz-Tudo!.
Trama quem se atravessa.
Faz de conta que opina-livre na NTV.
É um espectáculo multi-usos...
multi-abusos:
jklhg
O Jogo do Bicho

O país está finalmente a concluir que José Lello, esse pilar da nossa engenharia (hidráulica, electrotécnica, mecânica?), da política socialista, da nossa administração pública e privada e da política externa, das comunidades portuguesas e da culturalidade desportiva, aquém e além-mar, está ainda manifestamente sub-aproveitado. Apesar de já muito ajoujado como gestor e administrador de empresas, dirigente desportivo, deputado, administrador da AR, Presidente da Assembleia Parlamentar da NATO e, ainda, responsável pelo Departamento de Relações Internacionais do PS. Pelo menos.
lkhjg
A verdade é que José Lello se aplicou ao longo dos anos, na aparelhagem socialista e do Estado, a desenvolver múltiplos talentos empilhadores que «in illo tempore» o terão feito (dizem-me) vendedor na «Catterpillar»: evidencia hoje total descontracção no accionamento em simultâneo de várias "expertises" - da promoção de qualquer banha-da-cobra, à penetração do submundo futebolistico, passando pela gestão contabilistica criativa de campanhas eleitorais «off-shores». E ainda demonstra apurado faro no “head hunting” de representantes socialistas e consulares devidamente encartados no Jogo do Bicho ou engenharias similares.
jhkk
Há tareias que dão gosto realmente!
E ainda é pouco!

PECAMINOSAS OMISSÕES DALITERATURIANAS


E como vê a Igreja Católica, enquanto instituição?

Creio que a Igreja só está por intermitência à altura do seu próprio passado.
Curiosamente, este papa, que é tido como um papa reaccionário,
no sentido de vir reiterar uma espécie de dogmática, sobretudo na ordem ética,
que caracteriza a mensagem católica, é, a outros níveis,
um papa menos reaccionário do que as pessoas julgam.
Ele veio despolitizar o discurso da Igreja e é um grande teólogo.
Foi o primeiro papa a fazer uma pastoral, ou talvez uma encíclica,
já não sei, sobre o tema do amor, na qual o “Eros” é tratado nas suas diversas conotações, e não apenas nessa conotação negativa e pecaminosa
que o conceito tinha arrastado até hoje na visão cristã do mundo.
As pessoas não dão atenção a estas coisas, mas são muito mais reveladoras do que as posições, mais fáceis, na ordem ideológico-política. Gostei muito desse texto, que cita Nietzsche sem “problemas de pluma”. Nietzsche!, repare bem, o assassino de Deus, o Anti-Cristo. Nesse capítulo, é um papa muito mais aberto do que o anterior, o célebre atleta de Deus. Em todo o caso, estamos num mundo em que nem a palavra dele, nem a de ninguém, tem qualquer eco. Qualquer vedeta de televisão é muito mais importante do que ele.
É pena.
lhg
hgjh
Quando a "cultura" faz cestinhos de conveniência de agenda no favor político,
omite desonestamente estas coisas, sublinhando outras desonestamente!

DORMÊNCIA


Manhã.
Cedência às inércias do cedo
- ver o sono que pesa nas pálpebras alheias,
o peso nos seus membros,
lassos braços, bambas pernas,
e as respostas lentas, nulas, mal-acordadas.
Meu Deus,
ter de ser tão locomotiva disto tudo-chumbo
e doer tanto ter de o ser.
lkjçlkj
Chove.
A dispersão e a unidade dançam valsas e boleros no meu espírito.
Ó Escola, que regurgitas gente por normalizar!
Ó povo, que odeias os altos muros das escolas,
onde, por vezes, se padece a Cidade
na sua torpeza mais torpe!

segunda-feira, maio 14, 2007

QUEM PRESSIONA ALGUÉM PARA QUE PRESSIONE OUTRO SUSCEPTÍVEL DE SER PRESSIONADO?


Diz-me, Estaline, meu santo, meu amor,
quem PreSsionará absurdamente agora uma Junta Médica,
nesta altura do campeonato-lavar dos cestos de um Ano Lectivo,
para que estipule uma data próxima absurda
de regresso absurdo
de uma docente-em-crise-de-docência-efectiva,
e por isso mesmo de baixa prolongada,
para que venha e leccione absurdamente agora
um diminuto tempo de aulas ridículo,
fazendo de mim papel-gente amarrotado
pronto a lançar ao cesto?

Diz, Estaline, camarada, mestre do esquerdalho sinistro,
tu, que jogavas aos nomes,
que liquidavas totolotisticamente os que teus lápis riscassem,
como se vive com isto arbitrário?

Mistérios do Ministério da Educação!

EIS UM CLUBE COM ESPERANÇA


E tão estranho será que a confirme ou que a perca de todo no próximo domingo,
dia de todas as surpresas ou de nenhuma!

A LER NO COMBUSTÕES:


Talvez, com o texto seguinte, os meus alunos compreendam
que é isto exactamente o que se pode ver por todo o lado,
algo de que eles são também vítimas evidentes
e a que de igual modo não me sinto escapar.
Se privilegio a proximidade com os meus alunos,
se coloco à frente a negociação respeitosa e diferenciada com eles,
no comportamento e no aproveitamento,
se pratico a não violentação da sua vontade e liberdade
desde que exercidas num sentido mínimo das suas responsabilidades-de-alunos,
se lhes sou confidente atento e interessado
das suas espontâneas e naturais confidências,
se me bato contra toda a autoridade autoritariamente exercida,
com o que me confronto depois
é com um modo chacal de passar por cima de estas pessoas e dos seus contextos
por colegas ciosos de mostrar o severo serviço de um pau autoritário.
Ora, os tempos são de negociação paciente e permanente,
são de mediação contínua de toda a forma de conflitualidade.
Talvez por misteriosos processos de mobbing é que vá perder já o meu trabalho,
depois de nove meses de sabe-Deus que tormentos.
E talvez o perca também
porque os PodereS têm tentáculos bem longos
que a sua incomodada tentacular razão bem conhece:

É uma prática bem portuguesa, ao contrário do que muitos poderão pensar.
Aqui não se mata ninguém no Forum;
as pessoas são "desaparecidas" por processos mágicos.
Deixam de ser convidadas; depois, deixam de ser referidas,
não aparecem nas reuniões, corta-se-lhes uma fatia do salário,
depois outra e, finalmente, desaparecem.
Um dos mais praticados processos
de destruição de identidade pública leva, sintomaticamente,
um designativo que poucos conseguirão identificar: mobbing.

Sei do que falo. Fizeram-me o mesmo por três ou quatro vezes:

num jornal para onde fui ocupar funções de director-adjunto e do qual,
depois de o haver servido sem remuneração
- ah, como era um bom escoteiro nessa altura -
recebi os tratos de polé mais indignos;
numa universidade que servi exemplarmente,
à qual entreguei, pronta para facturar,
uma pós-graduação com todos os apetrechos requeridos,
mais uma biblioteca cumprindo todos os requisitos exigidos por lei;
numa empresa privada,
onde reorganizei todos os processos de recuperação de dívidas mal paradas,
as quais, logo que ressarcidas, me valeram um convite para funções inferiores,
com salário inferior e tudo; por último, em funções superiores de direcção no Estado,
ganhas em concurso público
face a concorrentes que antecipadamente
haviam recebido garantias de sucesso.

O mobbing é uma prática complexa,
tão complexa que raramente se conseguem reunir provas
que confirmem a sua existência;
daí que seja um dos expedientes mais usados num país onde a cobardia prevalece.
Meias-palavras, uns pós de intriga, uma pitada de difamação,
muita invejazinha, medíocres e tolos à mistura e, pronto,
uma vítima isolada, denegrida, intimidada e "desaparecida".
Este processo campeia nos ministérios, nas universidades,
nas câmaras, nas empresas públicas e privadas.
Praticam-na, sobretudo, os desclassificados trabalhando em rede,
os tolos ciosos das suas quintas e campanários,
os descerebrados e incapazes
aterrados pela perspectiva de se baterem contra homens
(e mulheres) dotados de coluna vertebral,
princípios e capacidade de realização.

Se atentarmos, o mobbing não se realiza apenas contra pessoas singulares:
há-o contra grupos, empresas, partidos cuja existência pode, de algum modo,
diminuir a eficácia de uma sociedade fundada no faz-de-conta.
Um dos mais bem sucedidos processos de mobbing
estriba-se no imenso arsenal de possibilidades que o ridículo apresenta.
Rir-se de uma pessoa/grupo, contar anedotas,
deixar um rasto de suspeições, troçar de um corte de cabelo,
de uma característica da indumentária, do sotaque, da forma de andar
são, acreditem-me, bem mais eficazes que rebater princípios.
Posso dar-vos cinco exemplos, que estimo bem sucedidos,
de vítimas do mobbing português:
D. Duarte de Bragança, Alberto João Jardim, a Igreja Católica,
os empresários e a função pública.
Escolho-os arbitrariamente,
posto que não são, na parte que não no todo,
objecto da minha simpatia especial.
Contra eles exerce-se mobbing activo,
permanente e tão impiedoso que se acabou por fundir com essas personalidades,
com aquela instituição e com aquelas ocupações.
Pensemos, pensemos,
e logo nos surgirão dezenas de outros casos análogos de mobbing,
surgidos do prodigioso alfobre de canalhices
de que é capaz este povo que se esgota na arte maior de serrar pernas,
destruir pedestais e ostracizar da Cidade
aqueles que a poderiam ajudar a sair da mansa mediocridade em que vive inebriada.

Considero-me um homem forte,
resistente às provações e capaz de arrostar lutas prolongadas e até sangrentas.
Para além disso, como tenho alguns meios materiais
que me isentam de prestar vassalagem a quem quer que seja,
sacudo tentativas de mobbing e saio a terreiro,
de espada em riste e vocabulário solto,
sempre que um qualquer bandido se atreve recorrer a tal manobra.
Contudo, sei de muitos que não resistem.
É deveras triste assistir ao infame espectáculo das matilhas despedaçando um pobre escolhido como alvo de mobbing.
Ontem encontrei um velho conhecido, homem probo, respeitador,
esforçado e, para mais, de uma inocência que perdi há muito.
Disse-me, envergonhado, quase que desculpando-se, que perdera o emprego.
Fiquei surpreendido, pois tenho-o como alguém capaz de ultrapassar em dedicação ao trabalho a generalidade dos outros bípedes.
Mas logo, implacável e nua, caíu a razão:
"trabalhei para eles durante dez anos,
mas logo que terminei o doutoramento senti que tudo se havia conjugado para me perder". Apertei-lhe a mão e vi-o, vergado, quase velho,
afastar-se com passo curto, encostado às paredes.
Disse para os meus botões: outra vítima do mobbing!
Que terra notável esta,
que "defeitos os tem todos, só lhe faltando as qualidades" (Almada).
çjhkjh