terça-feira, setembro 29, 2009

JUSTIÇA, PENDURICALHO DO GOVERNO

Quando a o Jornal Nacional da TVI fazia a sua cruzada, desvendando o Freeport soterrado pelo Poder Político PS entre o monturo de monos processuais da Procuradoria, e o fazia sustentado em factos brutos, puros, lineares, o mesmo Poder Despótico Vigente já pavimentava o fim de essa inédita coisa jornalística ousada, Abjecta apenas para si-Poder pelintríssimo e controleiraço. E aconteceu efectivamente o devido silenciamento, em hora demoníaca. Nem assim sedimentou nas psiques o transe perigoso do País. Manuela Moura Guedes foi evacuada antes que a fraca memória dos eleitores fosse refrescada com o currículo lodoso do Infelizmente-PM. Agora, a Justiça penduricalhizada por esse mesmo Poder-PS, com mais de uma década de vigência danosa e sôfrega, age em conformidade, perseguindo obliquamente Paulo Portas e os "seus" submarinos. Repare-se no timing. Note-se a oportunidade. No rescaldo dos 10%. Sob o fumo refusivo coligatório. Só por aí se infere alguma coisa a estranhar nas diligências hoje noticiadas. A Justiça manifesta-se uma arma política unívoca, pau-mandada ao serviço da Imagem Imaculada do Sexy Sádico. E se não é assim, assim parece e transparece. Tem portanto as cartas marcadas. Actua segundo critérios obscuros e ritmos estranhíssimos. Aparentemente, Portas não parece querer babujar a Maioria Relativa PS, corresponsabilizando-se coligatoriamente, com toda a certeza, por malfeitorias económicas, estercos políticos e morais, união que seria demasiado malcheirenta aos olhos dos portugueses. Portas sabe que quem votou em si nunca lhe perdoaria a transigência com o Mal Profundo que está a devastar a vida pública nacional, ocupando tudo o que mexe e esmagando tudo e todos os que lhe opõem: «Agentes do Departamento Central de Investigação Penal (DCIAP) iniciaram esta manhã buscas em pelo menos dois escritórios de advogados, no âmbito de um inquérito realacionado com a aquisição de dois submarinos pelo Estado, de acordo com a edição online da revista "Sábado".»

CAVACO, CONSPIRADOR CONSPIRADO

Infelizmente, Cavaco interveio por demais na dinâmica da campanha às legislativas assim que o dossiê escutas foi introduzido na agenda mediática e o seu silêncio, um silêncio presidencial, predominou após o cheque-mate governamental no serviçal e entorpecido DN. Deu-se, em grande parte devido a si-Cavaco, uma tragédia eleitoral com a continuidade e o reforço da felgueirização de Portugal, o escárnio da Justiça, o disfarce da incompetência mais atroz pela indústria esmagadora da imagem que cerca o Infelizmente-PM, coisa que o resume e lhe é tudo. Não se espere nada de Cavaco. Ficou patente como o factor reeleição lhe pesa muito mais, na sua fixação curricularista, que certas entorces democráticas perpetradas e reiteradas por José Sócrates e o Partido Sugador de Portugal ao logo dos últimos anos. O que aí se perfila são desculpas e justificações requentadas às quais provavelmente não prestaremos atenção. Na verdade, os estragos democráticos recentes foram massivos, talvez irreparáveis porque nunca se deve substimar o peso bruto da grunhice mais primária, que também vota e também escolhe por quem quer ser cavalgada e com que esporas ferinas nas ilhargas: «Cavaco Silva enviou hoje às diferentes redacções e publicou no site da Presidência da República uma nota onde convoca a comunicação social para uma declaração que terá lugar amanhã às 20h00.»

domingo, setembro 27, 2009

PORTUGAL É UM GRANDE OEIRAS

Hoje Portugal é um grande Oeiras. E um grande Felgueiras. E um ainda maior Marco de Canavezes. Um gigantesco Gondomar. Um monstruoso Braga. Sócrates discursa agora mesmo, arreganhado a dentuça alarve e piranhesca, num regresso à pose maliciosa e à retórica com que nos cansou ao longo de quatro anos e meio, comprovando o anúncio no Congresso de Espinho: seria o Povo (ou o sistema informático detido pelo MegaSistema do Poder em Portugal) a absolvê-lo, pelo voto ou lá o que seja, da matéria MegaFedente freeportiana. O mesmo fizeram Fátima e Valentim. Morre mais e mais depressa o que restava de esperançoso no País. Declara ele esta uma vitória extraordinária. A única coisa extraordinária e habitual aqui é a vitória da decadência moral e da mentira. A ilusão que aliena dos problemas também teve uma vitória. A lógica clientelar estratifica-se e estende-se agora a multidões famintas tão gratas como clubisticamente histéricas e passionalmente desdentadas, postas ali subvencionadas para aplaudir e votar no Partido Patrão em troca de uns trocos ou de umas sopas subsidiárias. É a vitória do mais sofisticado caciquismo pelo ajuste directo das consciências dada a fragilidade venal dos estômagos. Por agora triunfam como Pirro as psicopatas ilusões de um mero locatário do Poder, Sócrates. Poder esse na verdade residente nas gentes néscias como hordas de benfiquistas surdindo das cavernas neolíticas mais grunhas. Poder nelas residente, salvo quando as regras são pervertidas por e a contento de quem efectivamente Pode. São essas ilusões daninhas, incensadas pelo cata-vento Alegre-Presidenciável e pelo babujo Soares-Fundação, como a um novo Déspota Policial e Persecutório da Liberdade, que o convencem ainda mais de si mesmo e reforçam, no seu medonho vazio vaidoso, a ideia de que pode seguir como até agora, trucidando a eito e sacrificando, com o acintoso autoritarismo das políticas impositivas de um só olho, contestatários, opositores, muitas pessoas íntegras e rectas. Definitivamente, depois de hoje, o crime ou malfeitoria políticos compensam. A desonestidade política mais rançosa, com o seu fedor a eleitoralismo pela violência política particularista e sectorial, tão do agrado de porreirismo parasitário sob o Estado-Partido, compensa também. Estamos onde estamos por um ancestral e reincidente primarismo que nos impregnou até aos ossos. Só se salva quem se exila. Quem por cá permanece, só pena incontáveis martírios! Ah, torpe floresta de enganos nacional!

LUÍS FILIPE VIEIRA EUFÓRICO NO ALTIS

Teve piada a entrada de Luís Filipe Vieira agora mesmo no Altis. Rubicundo. A face a arder. As orelhas ainda mais parabolizadas. Veio pressuroso. Sabe-se que subiu à suite presidencial onde Sócrates degusta umas lagostas e se atira a umas cervejas, na expectativa que lhe dêem, por passividade ou omissão imensamente portuguesas, um segundo take em ferocidade e políticas de ruptura contra tudo e contra todos, menos contra os interesses dos Fortes e os Tachos de este PS. Com um beijo na face e um apertão nas bochechas, Sócrates agradeceu-lhe o apoio explícito dado em fim de campanha, no que terá sido um dos actos pré-eleitorais mais imbecis de que há memória desde o 25 de Abril de 1974. Sabe-se que LFV recebera formação on-line para organizar a grande linha de curso para a sua reeleição com os resultados desportivos fantásticos que hoje se conhecem. Ora, se Jesus salvou Vieira, por que não haveria Louçã de salvar Sócrates?!

ELEITORES ENTRE COMOÇÃO E SUSTO

Quando os cidadãos se sentem assustados com os actores políticos, quer pelo respectivo excesso atoleimado quer pelo respectivo défice totó de voluntarismo, já não podem encarar este tipo de eleições nem com o frequente desportivismo nem com o frequente desprendimento alheado. Sentem-se em jogo a par do futuro do País. Sentem que há malfeitorias a que só eles podem pôr cobro. Só eles podem clarificar uma linha política desejada. Daí que a abstenção vá talvez emagrecer de um modo expressivo ou nem tanto, sendo que esse "nem tanto" poderá ser ao mesmo tempo trágico e irrelevante. Logo mais veremos com que efeitos o factor abstenção pesará nos resultados. Há um caminho inexorável a trilhar e por que lutar em Portugal: resgatar o âmbito decisório estrito, deferido pelos Cidadãos nos Políticos, processo hoje injustificadamente arcaico, novamente para a esfera e sob escrutínio da própria cidadania. Mesmo os media terão de inflectir da alçada do poder político para a do cidadão leitor, eleitor e comentador, no seu imenso e determinante poder de escrutínio e controlo da acção política. A decisão é sempre nossa. Por muito que no-la usurpem os nossos abusivos representantes eleitos, quando nos não prestam contas, quando obscurecem decisões somente boas para interesses inconfessáveis e quase sempre más aos interesses de um Estado sustentável. Nos meios locais mais pequenos continuam os velhos fenómenos de caciquismo entre os velhos grande partidos enraizados no poder local. Votos por alimentos. Votos por subsídios. Votos por qualquer tipo de compensação ou apoio directo. É assim que certos autarcas permanecem no poder por décadas, alargando uma espécie de patronato público que assiste, mas também cobra em géneros. O voto. Mas, enfim, são 9.490.680 eleitores com o poder de manter ou mudar tudo. No sítio oficial das Legislativas 2009, acompanhe-se o evoluir dos acontecimentos com o máximo de rigor, presume-se: «Apesar de ter aumentado o número de votantes até ao meio-dia, o responsável do CNE sublinhou à agência Lusa que em termos percentuais a diferença não é tão notória, já que em 2005 existiam menos 600 mil votantes inscritos.»

O SILÊNCIO OBSTETRA DE CAVACO

Homem e instituição, que foram notícia por demasiado tempo, ao longo de esta campanha, apelam agora ao voto. Esse homem institucional que supostamente, após a tese das escutas e da vigilância governamentalesca à PR, com os seus silêncios ambíguos, visaria porventura alavancar eleitoralmente o PSD, mas pode ter catapultado o PS para uma derrota menos expressiva, dá uma no cravo e outra da ferradura. Pelo desânimo incutido no eleitorado, o descrédito não têm poder de apelo. Na verdade, a remoção, pelo voto, do Socratismo, vital que é para Portugal, tem na remoção, pelo voto, do Cavaquismo, o outro lado complementar. Cada coisa a seu tempo. Urge Frescura e Ética contra a velhice habitual do velho Sócrates e do velho Cavaco, colonos autoritários da decisão política, incapazes de nada mais que de desastre entre o conspirativo e o incompetente. Pouco virtuoso, Cavaco fechou os olhos à polé psicológico-pragmática instaurada sobre os portugueses pelo XVII Governo Constitucional, entristecendo-os. Infernizando-lhes a vida. Promulgou leis más, mal concebidas na forma e na substância. Apenas se exaltou com a grotesca e garota malfeitoria-PS com o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Outras matérias lhe deveriam ter exigido fortíssima oposição indignada. Por exemplo, os professores mereciam dele outro respeito e outro respaldo que nunca obtiveram. Em vez disso, os docentes, abandonados, viram-se empalados de redundância burocrática papeliana e de irrelevância prática em face do verdadeiro choque, o tecnocrático e desumanizador da Escola. Cavaco foi cúmplice, portanto, de perversidades decisórias, cúmplice de parasitismos políticos, cúmplice da cultura devastadora do erário público e apropriação do Estado que é timbre do PS e ainda mais e mais grave por este PS sem escrúpulos. Cavaco pactuou a pensar em si mesmo e na sua reeleição agora precária. Cavaco condescendeu com grosseiras obscenidades políticas também. A mudar é hoje ou nunca. Perante actores políticos tão sem escrúpulos, useiros e vezeiros em vergonhosos comportamentos, o Portugal feliz, saudável e próspero está como nunca em causa. Votar é belo. Uma dádiva inestimável. Façamo-lo hoje gloriosamente: «“Como Presidente da República, posso garantir-vos: o que está em jogo é demasiado importante para que nos possamos dar ao luxo de ficar em casa, deixando aos outros a responsabilidade de tomarem decisões que são de todos”, apelou.»

sábado, setembro 26, 2009

PLURALISMO. PARTICIPAÇÃO. RESPONSABILIDADE

Tudo o que é preciso levar em conta. Tudo o que está em causa.

UM PAÍS ATOCHADINHO DE ESPERANÇA


Dia de reflexão? Comprovadamente, não parece de todo. Seguindo a velha tradição, ilustrada com atroz abundância — passar quatro anos a torturar malvadamente a realidade, a deformar valores e princípios — o Partido Sôfrego finta uma vez mais as regras estabelecidas pela democracia, entre as quais, finda a campanha eleitoral, a da observância escrupulosa do silêncio político com abstenção respeitosa de actos de charme político. O hábito inumano de vencer trucidatoriamente, sem olhar a quaisquer meios, sobretudo num Poder em derivas de desmesura, produz monstros. O que vale é que há um País Profundo atochadinho de esperança. Aguarda livrar-se do pérfido fardo enganoso que o traz oprimido, infeliz, chantageado. Move-o, ao País, uma lógica diversa com aspirações opostas ao que lhe vende o Partido Sacana. O torno mental com que o Partido Sequioso visou martelar, bater e condicionar tal País, com doses cavalares de propaganda manhosa, aliás tão caríssima quanto perdulária, falhou há muito. Verificou-se o efeito oposto nas gentes portuguesas: uma inaudita e aguda repugnância por Mentira e Incúria. Uma aversão activa por Treta. Uma repelência ao extremo por Fingimento na Vida Pública dada a retórica política diametralmente inversa aos actos. Foi o assalto ao papalvo deslumbrável com folhetas e fanfarra. Foi o arrastão teatral imbecilizante. Que sirva de lição e deixe azabumbado o Partido Saloio tal aposta inútil em assessores de imagem, onerando o País. Regresse-se à simplicidade do conveniente, responsável e útil. Defenda-se Portugal de vulperinos oportunistas. Rejeite-se o Desastre Ilusório de uma pseudo-modernidade servida com desonestidade e chantagem, imposta unilateralmente em contempto por tudo e por todos: «De acordo com a Constituição da República, após ser nomeado pelo Presidente da República, o primeiro-ministro tem, então, dez dias para formar o seu executivo e apresentar o Programa do Governo na Assembleia da República.»

sexta-feira, setembro 25, 2009

ABSOLUTA TOXICIDADE MANIPULATÓRIA

Depois, quando os votos forem contados e resultar uma surpresa de que nenhuma sondagem falou, não se esqueçam da vitória antecipada de este PS, não se esqueçam do desânimo instilado em certos espíritos fartos de este PS por causa de esses anúncios desmobilizadores antecipados. Este PS "Descolou"? "Disparou"? Mas alguém tem noção do grau de rejeição que este PS tem na sociedade?! Serão os portugueses papalvos?! Não se esqueçam da mansidão recente do seu "preclaro" líder, da sua máquina de torturar números e fabricar ondas irresistíveis de vitória inexistente. Na verdade, não se pode perdoar manipulação em larga escala num país moderno, mas afinal submisso à grande luta por tachos entre dois partidos frequentemente perniciosos ao País nas suas praxis de décadas. Quem manipula na hora H, quem o faz em todos os domínios da vida pública, não pode ter salvo-conduto para se perpetuar ou repetir no Poder. Merece reprovação exemplar: «O PS disparou na sondagem feita pela Intercampus para o PÚBLICO, a TVI e o Rádio Clube Português. Os socialistas obtêm 38 por cento das intenções de voto, entrando assim numa aproximação clara da barreira dos 40 por cento, pelo que é possível ainda a Sócrates repetir a maioria absoluta.»

quinta-feira, setembro 24, 2009

PS EM ESTADO DE LOBO MAU


Os pêiésses mais fanáticos, na babugem suculenta dos cargos futuros e de uma vitória arrancada a forceps graças a uma esmagadora e inaudita manipulação mediática monstruosa, pêiésses com ócio suficiente para comentar enlatados nos jornais e nos blogues, odeiam certas notícias. Notícias que clarificam a casta de sôfregos que nos calhou em sorte. Lama por lama, pensam que só deve ter um sentido, o sentido que humilhe e estrangule o seu irmão gémeo PSD. As coisas não são assim. Veja-se com que cinismo tais pêiésses sentenciaram resolvida esta eleição e já consumada a votação. Proclamam a própria vitória apenas porque Cavaco, por não ser um espertalhaço sem escrúpulos ou um experimentado golpista peneirento, ensaiou usar algumas das armas sornas que Sócrates utiliza e naturalmente falhou. Querem melhor exemplo de inversão do ónus da asneira?! Por isso é que Lello e António Braga dão uma bela notícia compensatória em fim de festa. Virgens desnaturadas! Note-se que, por um lado, ASS triunfa antecipadamente cantando vitória e por outro o Fantástico Imbecilizante arma-se em contido naquele fingimento politicamente fajuto, recentemente humilde e artificialmente santinho só para quem o não conhecer e o compra: «O dirigente do PS José Lello, e o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, são acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário com o empresário Licínio Santos envolvido na Máfia dos Bingos, adiantou hoje a TSF.»

ASS PÓS-ELEITORAL JÁ INFLADO

Tal como durante anos o Benfica era campeão da pré-época, o PS é sempre campeão das sondagens. Estas útlimas sondagens, como quase todas, cumprem o seu papel servil em alívio da solidão clamorosa do PS na sociedade portuguesa, como condicionador de desânimos do acto de votar, e como alavanca mole a quatro anos de desastre cívico e devastação anímica da Nação. Como se as pessoas pudessem passar uma esponja no rasto de odioso e abusivo do Partido Sôfrego. E então ASS, logo ASS, no seu conhecido estilo muito Mohammed Saeed al-Sahhaf, não se contém de celebrativo pífio. Ei-lo num já visto convencimento apressado de vitória e optimismo cantante de galo. Às tantas todos os ASS de este PS (ASS Soares e ASS Alegre) até se convencem ser verdadeiros os próprios cenários artificiais meticulosos com que o seu dispendioso marketing ultra-escandaloso espessa de bandeiras frívolas as pequenas salas masturbatórias de comício. É ali que uma corte de clientelas bem-falantes, em frémitos de tribo acossada, incensa Sócrates, o Único. Entregam-se àquela maledicência que diz não o ser enquanto embrulham o eleitor no mesmo despudor trafulha: «“Não são só as sondagens, a dinâmica no terreno mostra que os portugueses estão a receber muito bem a mensagem do PS”, afirmou em Baião o secretário nacional do PS. “As coisas subitamente mudaram muito".»

ÚLTIMO DESPLANTE DO EGOCRATA

A armadilha está lançada. O Partido Algoz de quase toda a gente, Partido que Sócrates simplificou à sua imagem triunfaleira e trauliteiresca, Partido compressor de leis e Decisões a Martelo, Partido ultra-endividatório, pressionador dos mais fracos, o maior condicionador das fracas pulsões de liberdade, numa ainda muito abúlica e fraca sociedade civil portuguesa após o vinte e cinco de Abril, aparece agora como vítima e coitadinho, procurando tirar partido da aselhice do Presidente da República com o dossiê das escutas. Só se num acesso de asno a parte embotada e desatenta de um Povo Nobre e Digno lhes conferir tal nova oportunidade para oprimir e recapturar o Estado convertendo-o na Plataforma de todas as máfias e de todos os ajustes directos, de toda a directividade de um só Homem, Déspota Obscurecido, Poço de Vaidade, Egocrata Zangão. No entanto, o atrevimento não poderia ser maior nem maior a lata. Basta considerar friamente a dança das sondagens pelas quais sempre o Partido Sôfrego de Soares, essa venerável desgraça, embandeira em arco para depois a realidade objectiva dos votos concretos vir desdizer clamorosamente essa falácia. Caso contrário, é a deriva totalitária, o caos, a incúria, caucionadas de novo alegremente por quem vota, mas sobretudo por quem não o faz estando tanto em causa: «A dois dias do fim da campanha, os socialistas ensaiam o pedido de uma renovação da maioria absoluta mas não vão além da ideia de “vitória estrondosa” para uma “nova maioria”. Ontem, em Trás-os-Montes, Pedro da Silva Pereira afirmou que o PSD “fracassou como maior partido da oposição e como alternativa de poder”. E insistiu no apelo à concentração de votos no PS.»

domingo, setembro 20, 2009

DA SENECTUDE PARASITÁRIA

Só uma velha lógica de bando faz Soares alvitrar coligações futuras putativas de este PS com este BE. Não é a primeira vez que a lógica de bando expele da reforma áurea por uns momentos Soares e outros como Soares. Há aliás um tocar a rebate de este PS concitando todos os cromos parasitários de uma democracia repleta de parasitas do Regime sempre virgens indignadas contra uma Direita Imaginária. Direita em que afinal se travestem, mal podem, como a aparição apoiante ao UltraDireitesco Sócrates pelo hesitabundo Alegre mal disfarça e bem demonstra. Ver Alegre apoiar um Excessivo, um Déspota Pragmático, um émulo e imitador de Salazar, mero animal político farsante, é simplesmente escandaloso e resume a estirpe de este Flato de Esquerda. Se Mário Alberto Nobre Lopes Soares tivesse juízo e compreendesse a fundura da sua senectude verbosa, indignar-se-ia e apelaria à indignação pois o Absolutismo Tiranesco do Socratismo sobreleva de longe o pior, o mais hirto e hirsuto do Cavaquismo: «Francisco Louçã voltou a rejeitar a hipótese de uma coligação pós-eleitoral com o PS, no caso de os socialistas vencerem as legislativas sem atingirem a maioria absoluta, desvalorizando assim as declarações de Mário Soares, que admitiu não “repugnar” uma aliança do PS com o Bloco de Esquerda (BE).»

O BARAÇO DE BERLUSCÃO

Berlusconis há muitos. Compram homens. Compram mulheres. Calam imprensa. Calam quem os afronta. Telefonam. Chantageiam. Pressionam. Silenciam. Gerem a verdade e os silêncios mais comprometedores subsidiam-se com os ilimitados recursos da corrupção política portuguesa. Controlam o poder judiciário. Têm na mão multidões gratas e obedientes em lugares-chave, posições de charneira. Em Portugal também temos tido um Berlusconi contra o qual nenhum Mário Soares bochechudo se indigna nem instiga à indignação. O Berluscão português [forma arcaica associada à formas medievais como Decamerão]. Por excesso de espectacularidade exibicionista e défice de pensamento e de estratégica política servidos com justiça e sabedoria, Berluscão levou muitos portugueses hoje ao baraço do desespero. Ei-lo, ao pescoço de milhares, na expectativa de se resignarem a suspender-se ou de tentarem uma vez mais, após 27 de Setembro, viver em dignidade. Entretanto, a asfixia fiscal, cívica e democrática perpetrada por este PS é um facto atestadíssimo. Evidente o estrangulamento civil originado pela colonização paquidérmica de quase todos os cargos públicos e sinecuras privadas, de quase todos os media, de quase todos os símbolos de soberania por este PS. Alegre, patético, patetiza o discurso errando o alvo e esquecendo este controlo avassalador Estado Máximo no mau sentido e que periga, caso as moscas devam mudar. MFL, frágil como uma brisa e sem passerelle, tem tomates e não se insinua um décimo de Sócrates, Berluscão Tuga. Alegre não tem tomates. Isso é público! Nunca o Flato de Esquerda deu tanto uma no cravo e outra na ferradura: «Uma asfixia que resulta dos “ataques” do Governo aos professores, aos funcionários públicos, aos juízes, aos polícias. O que resulta na tal “asfixia social”.»

BUFAS DO GRANDE BUFARINHEIRO


O eleitorado português, cada vez mais alheado, descrente e desmobilizado, não pode olhar para estas eleições legislativas como se fossem umas eleições quaisquer, pura rotina. Elas contêm a gravidade de separar águas entre, por um lado, o aventureirismo ávido mais absoluto da Trupe Bufarinheira Socratina e, por outro, o espírito de serena contenção realista compresente em MFL. Importa antes de tudo que se vote utilmente em qualquer coisa, menos neste PS sôfrego e mafioso e no seu manifesto Apêndice-Caviar BE. Vote-se nos novos partidos. Nos movimentos cívicos. No venerando PCP. No tenaz e assertivo CDS-PP. Votar é um direito e um dever. É a mensagem das mensagens. Há por aí quem apele ao voto branco ou nulo e mesmo à abstenção. Estando em causa o que está, trata-se de uma estupidez legítima. De um direito irresponsável. Se a diferença entre a tirania vampirizante do Estado-PS português e o respeito escrupuloso da independência dos Órgãos de Soberania fosse o teu voto, abster-te-ias? É preciso esvaziar do extremo poder acumulado e pervertido esse Partido de Bufas e Bufonarias, Partido de Lello, de João Soares-Papá-Papá, do Insípido e Conivente Alegre e do Bufarinheiro Sócrates, esse impressionante sexy emissor de Bufas. Certas moças ardidas e louramente burras, certos sádicos políticos e ávidos por Favorecimentos Públicos não podem compreender que meio País a oprimir-trauliteirar o outro meio é desastre geral garantido. Esses votam neste PS Bufão. A célebre coça indelicada nas "corporações" e nas "classes" que supostamente esta legislatura cessante perpetrou "corajosamente" e pelo "interesse nacional" foi uma estratégia negra para capitalizar votos entre o lato Batalhão Nacional de Invejosos Inveterados e insuflar medo e escrúpulos nos visados. É preciso muito cuidado com esta gente que lida com os portugueses como um gado dócil encaminhado ao matadouro fácil de todas as tropelias e abusos sistémicos, enganado por uma classe política medíocre, venal, e explorado pelos Oligopólios até aos limites da sem-vergonha. Aguarda-se pelo nascimento da Sociedade Civil: «Sócrates estará para o "país videirinho" como MFL para o "país do respeitinho", descortina António Barreto.»

CAVACO, O GRANDE PULGUENTO

«O inacreditável episódio da vigilância que o Presidente da República terá sofrido por parte do Governo é um reflexo do que acontece a quem não tem princípios. Cavaco Silva contribuiu para derrubar um governo do PSD, ajudando o seu novel amigo Jorge Sampaio, só para satisfazer a sua ambição presidencial. Depois passou por cima de todo o seu passado e do interesse nacional para ajudar Sócrates a manter-se no poder, não obstante a desgraça que isso implicou. Desde que a paz podre contribuísse para a reeleição, não evitou usar mais degradantes esquemas para fingir que nada se passa com a governação socialista e com os escândalos socratinos. Dizia sempre que havia outros assuntos. Pensava que a sua superior inteligência - a mesma com que se safou de um processo disciplinar, favor pelo qual ainda hoje João de Deus Pinheiro se mexe na política - faria com que na hora h conseguisse dominar Sócrates. Enganou-se. Sócrates não tem escrúpulos políticos: com a mesma falta de vergonha com que encarou as suas fraudes académicas, o caso FREEPORT e as quebras das promessas que fez, o actual Primeiro-Ministro arranjou maneira de virar o bico ao prego e, usando o 'Diário de Notícias', culpa Cavaco de tentar acusar injustamente o Governo de uma grave falta. Cavaco merece: deitou-se com a canzoada e acorda cheio de pulgas. Toda a gente sabe que o actual PS de Sócrates é capaz disto e de muito mais. Quem usou a polícia para tentar estrangular forças sindicais, ou tenta controlar os média como todos sabemos (ainda por cima quando sabia que o Presidente da República a tudo fechava os olhos), não é virgem em manobras destas. Mas há um pormenor que serve para alertar os portugueses de mais perigos que espreitam. A ideia de acusar Fernando Lima e, por esta via, a Presidência, hoje divulgada pelo 'Diário de Notícias', já tinha sido avançada anteriormente por Francisco Louçã, o mesmo que disse que quer condicionar um futuro governo socialista e com quem Sócrates admite um acordo. Sócrates e Louçã já estão em conúbio de manobras palacianas!! A hipótese do Bloco de Esquerda nos corredores do poder é cada vez mais provável. Dar a vitória ao PS é permitir uma coligação entre o carácter de Sócrates, a Maçonaria implantada no PS e o desvario soissante-huitard de Louçã.» Carmindo Mascarenhas Bordalo, Jornal do Pau Para Toda a Obra

OBSCENIDADE EDITORIAL DO DN — O BUSÍLIS

«A notícia do "DN" é a materialização que faltava de um facto que porventura queria ridicularizar, no que à Presidência da República possa dizer respeito: há escutas e violação de comunicações privadas em Portugal, feitas à margem da lei e politicamente orientadas.» Carlos Enes, Fragmentos do Apocalipse

A RELÍQUIA — MULHERES! MULHERES! MULHERES!

«— Ai, Topsius, Topsius! — rosnava eu. — Que mulheres! Que mulheres! Eu estouro, esclarecido amigo!
O sábio afirmava com desdém que elas não tinham mais intelectualidade que os pavões dos jardins de Antipas; e que nenhuma decerto ali lera Aristóteles ou Sófocles!... Eu encolhia os ombros. Oh esplendor dos céus! por qual destas mulheres, que não lera Sófocles, não daria eu, se fosse César, uma cidade de Itália e toda a Ibéria! Umas entonteciam-me pela sua graça dolente e macerada de virgens de devoção, vivendo na penumbra constante dos quartos de cedro, com o corpo saturado de perfumes, a alma esmagada de orações. Outras deslumbravam-me pela sumptuosidade sólida e suculenta da sua beleza. Que largos, escuros olhos de ídolos! Que claros, macios membros de mármore! Que sombria moleza! Que nudezas magníficas, quando à beira do leito baixo se lhes desenrolassem os cabelos pesados, e fossem docemente escorregando os véus e os linhos da Galácia!... Foi necessário que Topsius me arrastasse pelo albornoz para a Escadaria de Nicanor. E ainda estacava a cada degrau, alongando para trás os olhos esbraseados, resfolgando como um touro em Maio nas lezírias.
— Ai, filhinhas de Sião! Que sois de vos deixar aqui os miolos!
Ao voltar-me, puxado pelo douto historiador, bati no focinho de um cordeiro branco que um velho conduzia às costas, amarrado pelas patas e enfeitado de rosas.» Eça de Queiroz, A Relíquia, pp. 184-185, Edição Livros do Brasil, Lisboa.

ALEGRE GORDO PERDE A VERGONHA

Perde-a novamente. Alegre tornou-se há muito num personagem ridículo, hesitabundo, com a coragem mole, a justa indignação murcha e a rectidão a meia haste perante um PS, este PS, desvairado de abusos atentatórios do cada vez mais cadáver adiado democrático português. Flato de Esquerda, treta e chouriço fazem de este Alegre [notoriamente mais gordo!] essa anedota incoerente que nunca deixará de ser, apesar da grandiloquência prostituta das suas formidáveis palavras poéticas. Vir agora flanar virginalmente bandeiras sociais e socialistas contra a Direita de Interesses não lembrava ao Cão no que a suma hipocrisia diz respeito. Essa mesma Direita foi servida e bem servida não apenas pelo astucioso e controleiro Sócrates, pelo seu PS desbragado, como o será também pelo BE arrematado por tuta-e-meia para ser governo após 27 de Setembro, caso o sono acometa a pobre gente portuguesa. Como seria um tal casamento híbrido entre um partido sôfrego de Poder e Dinheiro, este PS, e outro, Protestatário, Virginal e Quixotesco, como este BE, afinal tão venal à UltraDireita "Socialista"?!: «Num discurso construído em torno dos valores socialistas e contra a “direita de interesses” – e sem nunca elogiar o líder do PS –, Manuel Alegre começou por definir o que está em causa nestas eleições.»

sábado, setembro 19, 2009

RANGER DE DENTES DE RANGEL

Este homem, desocupado e sem glória, aspira a assessorias mediáticas chorudas futuras e por isso bajula ostensivamente o seu patrão, mendigando as migalhas que um dia cairão da sua mesa favoritista e amiguista. Algures no passado vendeu a alma ao diabo e por isso deixa que o reles espume e se espoje a cada linha de circo. Tal como ASS, bajula tanto que transcorre todos os limites ao ponto do contraproducente para si e para as suas aspirações. Aposta no cavalo Sócrates porque lhe parece formidável e poderoso com a clina ao vento da campanha milionária das bandeiras e das multidões pagas para aclamar. As águas separam-se entre aqueles que pedem a cabeça do Presidente da República e os que compreendem de que abafamentos e impunidades se faz o Poder Socratinesco.

O FUTURO É UMA JAULA PARA A FERA

A única coisa de que tem medo é de um regresso ao passado, diz Sócrates. Haverá coisa mais passado, mais ronceiro e mais incompetente que Sócrates?! Um homem vivendo desde há décadas de funções governamentais, vivendo desabridamente da política milionarizante e das suas "oportunidades", freeportizando de bem-falância medíocre Portugal de lés a lés, Sócrates é o Passado em figura de gente minando o Estado com um controleirismo meticuloso nunca visto desde Salazar. Antepondo Fachada à Substância, desonestificando e merdificando tudo aquilo em que toca. De resto, se houver um módico de regeneração neste País por ele degradado e escaqueirado, após a derrota massiva que o espera no dia 27 de Setembro, o Ainda-PM, e então Ex-PM, terá muito trabalho a dar ao seu caríssimo e dispendiosíssimo MegaAdvogado Daniel Proença de Carvalho e não apenas pela perseguição encetada a jornalistas ousados a analisar os factos freeportianos e cova-da-beirescos, a dar-lhes picante, humor, ironia. A podridão é interminável e as explicações de que a Justiça [Covarde] Portuguesa carece são às milhares. O efeito Vale e Azevedo é tudo de que precisa Portugal, excluindo o martírio ou lado bode expiatório de Vale e Azevedo. Voltar a litigância contra o grande litigante. Preparar uma Jaula para a Fera, hoje de voz aveludada e cantares cordeirescos disfarçando o lobo incomensurável por dentro: «Subitamente ao fim de uma semana parece ter-se regressado à pré-campanha. Do PSD voltaram as referências à asfixia democrática e do PS veio a resposta sobre o medo do regresso ao passado. E voltaram as críticas pessoais entre os líderes dos dois maiores partidos.»

COCÓ DO DN FRANGO E AUTOGOLO


Os silêncios pesados da Presidência da República terão inconvenientes menores que a tagarelice sôfrega do Grande Feirante "Sexy", mas provavelmente ficará demonstrado como, porquê e quando as escutas governamentalescas à PR se fizeram e como o facto em si nada teve de "encomenda" conspiratória presidencial. A manchete do DN, asqueroso cocó que foi, toma ares de frango e autogolo vista mais de perto. Toda esta questão, enferme do que enfermar no plano da Ética esperável entre órgãos de soberania e da Ética habitual entre órgãos da Imprensa, tem um sentido único: o comportamento do "Governo" Sócrates é deplorável em toda a sorte de suspeições e manipulações por muito seráfico e mavioso que nos apareça agora nas TVs e nas rádios o seu Ainda-PM. Note-se o sintomático de vivermos uma governamentalização tão massiva de tudo o que mexe que a Presidência não confia nem no Ministério Público nem na PJ. Se a Presidência não confia por estarem partidarizadas e por isso mesmo capturadas na sua isenção, como confiaremos nós?!: «"O que foi efectivamente descoberto é uma incógnita que fonte oficial do Presidente da República não quer confirmar", acrescenta a notícia do Correio da Manhã, divulgada hoje. O mesmo artigo acrescenta ainda que "o assunto não foi tratado nem ao nível do Ministério Público nem da Polícia Judiciária, por a Presidência da República entender que as mesmas poderiam não garantir a 'confidencialidade' do acto".»

ESTE PS LEVADO AO COLO FEDE

Todas as sondagens que dão este PS à frente são frete a este PS, conforme não tardaremos em descobrir. Um PS-Governo que remove moralmente Jornais Televisivos incómodos, que ajusta directamente negócios ultradanosos para o Estado e só suculentos para a Liscont da MotaEngil no Cais de Alcântara, que persegue jornalistas e pratica todas as desonestidades políticas e todas as farsas não pode aparecer ainda por cima à frente em sondagens, menos ainda se pode chamar a um tirano triturador, um «homem competente». Se este PS aparece sempre na frente, apesar de tropelias, trapalhadas e golpes baixos, só pode ser brincadeira de mau gosto. Note-se, por exemplo, o estado badalhoco e bandalhesco para que os invasores de mails privativos arrastaram o DN governamentalizado e como se procura denegrir e amesquinhar a figura do Presidente, numa sofisticação de Golpe de Estado inédita desde 1974. O País dispensa mais Mentira e novas doses de Desonestidade. O "Gado" Eleitor Nacional terá de acordar sob pena de padecer ainda mais sob a manápula "sexy" e sádica do Ainda-Feirante-PM, esse paranóico pressionador e perseguidor de jornais, revistas e TVs. Quanta desmoralização pode um País suportar sob um hipócrita entre os hipócritas, um cínico entre os cínicos, ditatorial entre ditatoriais?!: «O método do voto em urna, que tem a vantagem de aproximar os potenciais eleitores da situação com que serão confrontados quando forem votar, e de escolherem em segredo o seu partido preferido, não permite fazer mais perguntas.»

ROBBIE WILLIAMS, LET LOVE BE YOUR ENERGY

BLUR, COFFEE AND TV


Gosto, mas é asinina teima indisponibilizar a divulgação do vídeo no YouTube.
Com vénia ao António de Almeida pela dica, posso exibir este:

AUTO DOS MAILS FALSOS

Pela forma como autopsia e prova falsos os famigerados mails do Público, merece leitura! Também o António, certeiro e exacto, como sempre, escreve e conclui o que pouquíssimos ousam: «Mas o mais grave deste caso é o atrevimento da intrusão electrónica nas comunicações e correio de um jornal e o desassombro de acusar o Presidente da República de encomendar a intoxicação usada contra... si próprio. Na verdade, o escândalo não é a pretensa encomenda; o escândalo é a alegada intrusão electrónica num jornal livre com o objectivo de comprometer o Presidente da República. Lembro que o Watergate foi um escândalo de colocação de escutas pela administração Nixon na sede de campanha do candidato da oposição. Aqui, neste Estado socratino, em deriva ditatorial, nem o Presidente da República é respeitado?... Que eleições democráticas são estas, que ocorrem debaixo de um controlo extremo dos meios de comunicação e as manobras de intoxicação sobre opositores e órgãos de soberania, como os tribunais e, agora, Presidente da República?... Acredito que, neste caso, o feitiço se virará contra o feiticeiro.»

REGIME: O RELES ESTÁ NO AR

«Um Presidente da República que manda fazer uma história jornalística para denegrir um primeiro-ministro? Um assessor do Presidente que se comporta como um vil controlador de informação? Jornalistas que se rebaixam a um comportamento repugnante e que se embriagam sabe-se lá com que benesses? Um primeiro-ministro que envia um assessor para espiar o Presidente da República? Um assessor de primeiro-ministro que se disponibiliza para cometer os actos mais inverosímeis da prática política? Um director de jornal que apoia um comportamento ignóbil de um seu subordinado? Um director de jornal que publica uma história sem ter a certeza da total veracidade dos factos e que coloca em causa a estabilidade das instituições nacionais Presidente da República e Governo? Não, isto não pode ser verdade. Não acredito no que leio. E a ser verdade, exige-se, no mínimo, a resignação e demissão do Presidente da República, do primeiro-ministro, dos assessores de ambas as instituições nacionais que integraram a "paranóia", os directores dos diários 'Público' e 'Diário de Notícias' e os jornalistas que estiveram envolvidos neste escândalo.» João Severino, Jornal do Pau Para Toda a Obra

PARA REVOLUCIONAR AS ESCOLHAS POLÍTICAS

«A coligação de interesses do Bloco Central já nos fez chegar à grande crise mundial com desvios nos indicadores de desenvolvimento que prenunciam um futuro sombrio. Portugal precisa de revolucionar as escolhas políticas. Não é a votar repetida e clubisticamente que nos assumimos como povo e como Estado. Juntos, PS e PSD, estão a asfixiar o que nos resta de democracia e parece que já nem notamos que nos está a faltar o ar.» Mário Crespo, JN

RASCA RUIM À RASCA NA ANTENA 1

Para quem quiser ouvir, manifesta-se a ruindade, a Pose Rasca e À Rasca do Grande "Humilde". , ultra-indelicado para com a Flor Pedroso, . A pose foi às malvas, . As perguntas não lhe agradaram, . Daí até àquela Agressividade constritiva e ameaçadora servida com vozinha maviosa foi um pequenino passinho borboleta, . Falta de fair play. Brutalidade. Feira. Diz que não claudicou com o megatrambolho pseudo-avaliativo dos professores como não claudica com o esbulho salarial aos enfermeiros. Claudica só com todos os poderosos, com a MotaEngil e claudica de incomodidade com o falecido Jornal Nacional da TVi. O grande herói contra os interesses corporativos, os interesses de classe e tal. Tudo pelo enorme interesse de este PS, naturalmente. Repare-se na vozinha mansa, melíflua, pantomineira. Pôs os estômagos clientelares em ordem. Encheu de falso e de cínico a política nacional. Repletou de mentira, de egolatria submissa ao seu Ego omnipresente a vida cívica nacional. Assessores de Imagem pela Imagem. Indiferença humanista e humanitária como princípio de superioridade do homem público. Oprimiu e esbulhou fiscalmente os mais débeis. Pôs as contas públicas num oito. Dívida pública a 100% do PIB. Despesa Pública em explosão. Desemprego desbragado. Medo. Opressão. Lavagem cerebral em larga escala.

sexta-feira, setembro 18, 2009

SÓCRATES E SEXUALIZAÇÃO POLÍTICA

Ninguém centro-sul-americanizou mais Portugal e em menos tempo que José Sócrates. A começar pela sua despudorada sobre-exposição pública com sexualização da sua imagem e pornografização do seu papel público, ele Dominou, Atemorizou e Perverteu a vida democrática nacional lá, onde agora sorri e flana uma bichana inofensividade. Mas ninguém centro-sul-americanizou mais o País que ele também pelo excesso retórico em eventos repetidos e pela omnipresença nas TVs com a sua Imagem sovietizada de um só Palhaço-Líder. Tudo isto em detrimento da acção concreta e discreta em benefício geral. Veneno num país a transbordar de cérebros desperdiçados, alimentarmente dependente do exterior e democraticamente efeminado é sequer a ideia de um horror destes se repetir por mais anos. Sócrates inchou de poder desmesurado nestes quatro anos. Decalque da figura e da grisalhice de Salazar, foi um insulto à liberdade e a Portugal ter sido primeiro-ministro com tanto esterco no currículo. Redenção Zero. Humildade zero. Sentido corporativo e favoritista pró-PS em extremo absoluto, pode colher agora as supostas vantagens do grande jogo de xadrez com que foi asfixiando a sociedade portuguesa, colocando os seus homens e mulheres de mão (mais papistas que o papa/mais socratistas que Sócrates) nas posições de charneira com que se pagam favores ao diabo e à sua comitiva de estômagos vendilhões. Cavaco pertence ao grupo dos que conhecem perfeitamente a peçonha e sua estirpe, mas têm medo (a pensar estritamente muito mais na própria reeleição que nos interesses profundos de um Portugal Livre) e por isso mesmo procuram sugerir o máximo dizendo o mínimo. As escutas são apenas a ponta do pedaço de gelo boiando na latrina pública nacional: «Cavaco Silva afirmou hoje que “depois das eleições” não deixará de “tentar obter mais informações sobre questões de segurança”, escusando-se a comentar o caso da suspeita de escutas no Palácio de Belém, divulgado pelo PÚBLICO no dia 18 de Agosto e levantado hoje, mais uma vez, pelo “Diário de Notícias”.»

JÚDICE E O SILVO DA SERPENTE


A declaração de voto neste PS por José Miguel Júdice é natural. Depois de ter vendido a alma ao diabo, cumpre-se o acordado votando e declarando votar nos nos que enchem de guito os bolsos da Malta-que-vende-a-alma-ao-diabo. Simples e eficaz. É o silvo da serpente em todo o seu esplendor sub-reptício. Em quem votará Daniel Proença de Carvalho, o MegaAdvogado com quem obscenamente Sócrates persegue jornalistas tão bem humorados como Ricardo Araújo Pereira? Em quem votarão os administradores da MotaEngil e da Martifer? No diabo, naturalmente. De resto, a campanha de este PS mostra que Portugal entregou o seu destino por engano a uma trupe de bichos imagéticos insaciáveis com recurso permanente à mentira. Mas quem quiser reeditar políticas facínoras e opressões fajutas que lhes dêem mais quatro anos.

domingo, setembro 13, 2009

DIPLOMAS AMPARO


Marca de uma legislatura falhada são os Diplomas Amparo. Em cada electrodoméstico Magalhães, um voto no pessoal. Em cada "diplomado", um voto na malta que anda a encravar Portugal: «Um em cada três trabalhadores inscritos no programa para a certificação de competências Novas Oportunidades já obteve o seu diploma, disse hoje à Lusa o presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Luís Capucha.»

O HORRENDO HOMEM DO PASSIVO


Sócrates é por estes dias um santinho loquaz. Omnipresente, omni-anunciante, esgotou Portugal de bordões enganosos como o célebre circense «pela primeira vez em Portugal»; vampirou-lhe a paciência por pura sobreexposição mediática da sua maneirenta, nefanda e nefasta pessoa. Apresenta-se nos debates com horas de trabalho de assessorias sobre papéis antigos, especialmente a assessoria Obama, que lhe prepara as cascas de banana e as ridicularizações reles do adversário para espectacularizar os Debates e eventualmente capitalizar apoiados. Sempre o mesmo esgar velhaco coroa um interminável autoconvencimento. A 27 de Setembro, esse hábil manejador da imagem, da loquacidade plástica do Nulo, da malícia política pura e dura, terá o seu pontapé no cu urgente e merecido porque a desonestidade, o favoritismo e o corporativismo partidário-clientelar nunca foram tão longe em trinta e cinco anos de Governos. O Passivo Português, a Dívida Pública Portuguesa, a desmoralização e o esmagamento de pessoas também nunca foram tão longe. Toda a incompetência se resume nisto: «Eu, eu, eu, eu, eu.» Como os antigos ou intemporais ditadores e tiranos, mesmo Chávez, esse grande louco elogiado por Stone, encornou a ideia de tudo o que o País é ou faz se lhe deve e passará por suas mãos e vontade. Não há Maledicência que chegue para tanta Malfeitoria. Para além de tudo que os telefonadores avençados blaterem nos Fora radiofónicos ou da SICN, já é lucro que MFL nada tenha de esse grotesco: «"Espero que o PS seja tão responsável como o PSD, que deu seis anos de governos minoritários ao engenheiro Guterres."»

sexta-feira, setembro 11, 2009

IMPORTANTE É EVACUÁ-LA DE CENA


O Ministério que fez guerra aos professores, lhes apertou burocraticamente o gasganete numa triagem sorna por quotas rígidas e apartheid segregacionista dentro da carreira; esse Ministério que vexou e ridicularizou desproporcinadamente docentes, enquanto efectivamente moralizava alguns desmandos velhos de décadas, teve, por exemplo, no facilitismo sistémico, induzido e pressionado para dentro das avaliações da Escola, a grande machadada nas nossas hipóteses competitivas presentes e futuras. Não há pior ofensa a um País que ser o Estado a impor a facilidade garantistica de sucesso geral e o diploma instantâneo fora de qualquer consistência ou competência efectivamente testadas. À Ministra Desastrosa obrigam-na agora a falar os assessores propagandescos do Grande Farsolas, elencando tretas, frases ocas, verbo de encher habitual. Porém, as malfeitorias são imensas e graves. O espancamento moral dos professores pelo tripé ministerial resume a metodologia estalinista de toda uma legislatura paquidérmica. É inútil vir agora sorrir e falar a medo ao eleitorado. Todos viram o irrefreável monstro cruento dentro de Sócrates e Maria de Lurdes. Dêem-lhes mais quatro anos para acabar de sepultar, e de vez, o Ensino Público: «A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, confessou hoje que a decisão de prolongar a escolaridade obrigatória até ao 12º ano foi "a mais importante" que o Governo tomou na área da educação.»

UMA CERTA RASQUICE INCORPORADA

«Compara muito estes tempos com o estertor final da monarquia. Em que havia, se descontarmos a efémera ditadura de João Franco, dois partidos, esgotados e corruptos, que se alternavam no Poder - os progressistas e os regeneradores. Como o PS e o PSD de hoje? Esta democracia não funciona. Os partidos fecharam-se porque não querem gente de qualidade lá dentro. Ou é a gente de qualidade que não quer ir para os partidos? Talvez, também. Mas é mais provável a primeira hipótese. Os partidos tomaram conta do dinheirito e as pessoas lá dentro esgatanharam-se para disputar a mesa do Orçamento. E o pessoal de qualidade está a governar-se por fora. O que tem a ver com as grandes obras que este Governo quer fazer, para dar dinheiro a ganhar a alguém. Estes projectos são criminosos. O TGV, o novo aeroporto... Todas essas porcarias! Não são absolutamente essenciais, em primeiro lugar. E precisamos é de um Governo que crie as condições para atrair investimento estrangeiro e interno. Mas um País sem produtos naturais, petróleo, diamantes, etc., o que deve fazer para enriquecer? Que clusters deve explorar? Não me interessam os clusters. Preciso é de ter um conjunto de condições que atraiam investimentos. Externos e internos. Os internos... enfim, há quem diga que os nossos empresários são tão fracos como o próprio país... Costumamos dizer quer os empresários são sempre incompetentes, os advogados uns gatunos, etc... Tudo isso tem uma parcela de verdade, todos nós temos uma certa rasquice incorporada... Temos que viver com ela. Mas não estamos cingidos aos empresários nacionais. Temos é de arranjar condições para que quem queira investir, invista. Essa coisa dos clusters é tudo conversa. Numa economia de mercado é o investidor que escolhe. Mas num País sem recursos, o Estado tem de revelar alguma imaginação para estimular isso... O Estado tem de ter caco: os tribunais a funcionar bem e impedir que só haja imbecis a sair da escola. Isto é que são funções do Estado. A sua é escrever, a minha papaguear e a dos empresários investir! E eles investirão, se ganharem dinheiro. Ora, com o sistema de Justiça, a funcionar como funciona, o sistema fiscal também, e a corrupção a alastrar, ninguém vem para cá. Se o Estado fizer isto bem feito - e não é pouco - já actuará bem.» Medina Carreira, à Visão

ENORME FALÁCIA INQUISITIVA

O serviço de sondagens em Portugal ficou irremediavelmente devastado depois das gritantes descrepâncias obervadas entre sucessivas projecções anteriores e depois os resultados brutos eleitorais verificados nas últimas europeias. Não é possível levá-las a sério. Não são credíveis porque a sua linguagem distancia-se por demais da realidade insondável e palpitante que se afere directamente nas ruas e porque joga um papel demasiado fretista ao Poder com os seus interesses estabelecidos. As sondagens, pelo menos em Portugal, têm sido uma tentativa inábil e até contraproducente de condicionar e desmobilizar eleitorado, encaminhando-o como manada dócil ao statu quo neonegreiro e neo-esclavagista nos planos Laboral e Fiscal. Não têm margem para qualquer credibilidade científica dada a pobreza de universos a que recorrem. Frete ao Poder. Cenários artificiais condicionam e artificializam votações assustadiças da Mudança. Verifica-se, por exemplo, que todos os votos nulos e brancos são bem vindos a este Poder-PS e à situação de incúria vigente, porque se constituem numa homenagem declarada à gestão criminoso-danosa da Coisa Pública Portuguesa ao longo das últimas décadas, quando PS e PSD banalizaram o Estado reduzindo-o a mero Centro de Emprego das suas Clientelas tão Insaciáveis como Irresponsáveis: se o leitor não vota nos partidos enquistados de vícios que danam o País, tem os Movimentos, tem os partidos das margens, tem o MMS. Os milhões que este PS, se reconduzido, reserva às construtoras e aos privados com dente vampiresco na jugular do Estado dependem precisamente da força manipulatória de todos os seus agentes no terreno. Entre ministros, assessores e pessoal de algibeira, este PS-Governo espraia-se em pregações de padre beato, suspira por todas as ajudas, todas as poluições, intoxicações, falácias e mentiras, e, claro, por todas as sondagens que lhe dêem alento. O Desastre Aventureirista e o Estragulamento Democrático vão com este PS. Quem o não conhecer que o compre: «PS com 37 por cento dos votos e PSD com 35 por cento. A duas semanas das eleições legislativas, uma sondagem da Universidade Católica para o “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e RTP indica que apenas dois pontos separam os dois maiores partidos candidatos às eleições do próximo dia 27.»

quinta-feira, setembro 10, 2009

ESTE PS É NOVO ALCÁCER-QUIBIR

Há dois magníficos ensaios de António Sérgio, que amiúde releio, datados de 1925, Em Torno das ideias Políticas de Camões e Camões Panfletário [Camões e Dom Sebastião], nos quais se discorre sobre a veemente e aguda crítica do Poeta ao Rei Dom Sebastião incisa n'Os Lusíadas. Uma crítica aos mais diversos níveis. O perturbador é sentir-se, no levantamento documental sergiano de passos da Epopeia e cotejo de epistolografia da época sebástica e nas suas próprias conclusões, todos os tópicos políticos que ainda hoje nos assolam de dispersão, mentira e perdulário. Em primeiro lugar, os tiques e defeitos do jovem rei elencados pelos seus contemporâneos e atacados por Camões são os de este PS e de Sócrates: basicamente, a Tirania e a Fantasia. Por isso, se ainda há quem minimize os Movimentos Cívicos, arrole Manuela Ferreira Leite no lodo desonesto político-partidário que Sócrates fomentou à sua volta, é bom que se perceba o que está em causa. Ou reincidimos no mal maior, Sócrates e a sua Tirania Fantasista, desastre nacional certo. Ou fazemos um certo retorno a uma benignidade democrática, sem chantagem, sem silenciamentos, sem a patorra de este PS no gasganete da Sociedade Civil, sem o fetiche tecnológico que disfarça a tecnocracia mais cruel e devastadora contra as pessoas concretas. A fraqueza e alheamento de uma Sociedade Civil vulgarizada e sopeada por este PS, confiando nele por omissão, podem reconduzir Portugal a um novo desastre como o de Alcácer-Quibir e, por incúria, desamor ao bem geral pelo interesse particular de poucos, entregar o País aos cães. Hoje, em campanha, o socratismo mostra-se ainda mais impostor, mavioso e melífluo, que certos padres a isso afeitos: «A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, prometeu hoje travar um "combate tenaz à despesa pública" com o objectivo de conseguir "margem para baixar os impostos", caso ganhe as eleições legislativas e forme Governo.»

quinta-feira, setembro 03, 2009

DE NOVO ASS HIRTO E IRRITANTE

Que é feito do porta-voz simpático e humilde Vitalino Silveira e a sua belfura?! Pelo menos era uma tentativa, embora cínica, de amenizar o estalinismo democrático de Sócrates. Será que este PS não compreende que a figura temebunda, hirta e irritante, de ASS funciona ao contrário das suas palavras e das suas protestações?! ASS, no seu zelo cego, extravasa e extrapola de tal modo as suas funções ministeriais que pura e simplesmente faz ruir toda uma estratégia plausível de persuação, no Reino da Propaganda, da manobra e da baixa política. A força endurecida de ASS esvazia a Razão. Espuma. Rosna. Solta violências. Diz que pede, mas no fundo exige. Exige à TVi já domesticada que palre o formato domesticado. Só ensaia atemorizar os pequenos vermes assustadiços e videirinhos da informação, porventura da ERC, das televisões que já perceberam a força de este PS. Este PS manda em todos. Este PS domina Portugal e é Portugal, o Povo, a Bolsa de Valores, o Shopping Colombo, o Campo Pequeno, a rede de Alta Velocidade e as Passagens de Nível sem Guarda. Viva este PS fora do qual [e segundo o qual!] não pode haver País e é bom que não haja!: «O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, pediu à administração da TVI para dar uma "explicação cabal da decisão" de suspender o Jornal de Sexta de Manuela Moura Guedes e desafiou também a estação a "publicitar já" quaisquer informações que tenham a ver com o PS, aludindo à notícia sobre o caso Freeport que estaria para ir para o ar amanhã, mas sem o referir.»

GRANDE MANOBRA FASCISTA

«Não vale a pena disfarçar com as habituais plumas e lantejoulas "à la Pitta" dos acéfalos simplórios. É uma manobra fascista do PS de Sócrates, dos seus aliados e lacaios. Resta saber quem, dentro da TVi, vai alinhar nesta farsa depois de alguém ter acedido às exigências do duce que mandou transferir a emissão de ontem (debate com Portas) para território "neutro" em Paço de Arcos. Até fez questão de chegar atrasado para mostrar quem manda. E ninguém levantou o rabo da cadeira para o deixar a falar sozinho. Ora não é preciso ser anarquista para saber que os que obedecem sustentam os que mandam. Vem aí a grande separação e os velhos navios cheios de fantasmas deste "socratismo" cretino em fim de carreira que nos envergonha a todos. Sobretudo aos que ainda têm um rosto dentro do PS. E não se esqueçam que, quando Marcelo foi corrido da TVi, até o choramingas do dr. Sampaio o recebeu e o país tremeu de indignação. Que sejam, pois, apontados a dedo estes vermes pusilânimes. E fuzilados sem mercê pela força da palavra e do voto. Depois não se queixem.» João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos

LODO, LIXO E SINAIS DE FUMO

Já se está a ver quem é que manda aqui. Por trás da cínica delicadeza muito recente do Ainda-PM e à sua frente move-se uma Máquina de Poderes Pútridos que não dorme em serviço. Ela retalia com furor brutal. Ela sufoca nitidamente, e por todos os meios, a tal verdade livre pois só há lugar para a verdade formatada e correcta que Sócrates diz estar a vir ao de cima quanto à matéria freeportiana, além das múltiplas tropelias administrativas passadas, recentes, presentes que nunca por nunca passarão na RTP e era serviço a Portugal passarem ao menos na TVI. Ela pressiona os últimos resistentes, remove os últimos focos de incómodo, estrangula de silêncio respeitinhoso aqueles derradeiros que ousam confrontar o Polvo Sorridente da Mentira. Ela compra consciências, licita-as, marralha por elas, usa das mais altas influências e da cobrança de favores ao mais alto nível para que apenas se veiculem notícias adequadas à imagem caríssima laboriosamente orquestrada de este Ainda-PM e cujo cerne se manifestou absolutamente perigoso, democraticamente duvidoso, já para não falar nas torções ao nível estrito do que é patriótico e responsável decidir para o futuro próximo de Portugal. Caso nada mude a 27 de Setembro, o Regime resvalará lentamente para um ambiente irrespirável, com a sociedade sob chantagem de um Estado-PS esmagando, corroendo a pluralidade da informação e com cenho carregado para quem o questione sobre toda a verdade. Sob o guarda-chuva europeu, Portugal não pode falir? Deixem o político profissional Sócrates, no seu chavismo dentário e estalinizante, com luvas de veludo e punhos de aço, testar os seus limites e verão: «“Temos pronta uma peça sobre o Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados”, disse a jornalista, recusando-se a fazer mais comentários.»

quarta-feira, setembro 02, 2009

LURDES EM TRIPLO ESTUPRO CÍNICO

Lurdes nunca recuou do empalamento burocrático dos docentes. Lurdes nunca respeitou a pluralidade experimentada dos docentes e a especificidade da sua actividade, repletando-a de ainda maiores agruras. Lurdes nunca comunicou senão imposições à bruta-ECD, nunca comunicou senão o desgaste deliberado de corações e mentes no escopo sonso de "desparazitar" arbitrariamente pessoas adversas ao seu dictat absoluto para porventura melhor caber a avidez pêiésse, subtil selecção pêiésse no sistema e em todos os sistemas. Por isso, sorrisos, falinhas mansas, arrependimentos de última hora só expõem ainda mais o estalinismo de esta gente brutal, capaz de tudo para deprimir profissionais, economizar criminosamente migalhas à custa de gente de carne e osso, num Estado afinal perdulário em tudo o mais, amigado obscenamente com os Poderosos, negociando e retalhando Portugal para seu exclusivo benefício com socialização dos lucros menos que residual. Mais quatro anos de Estado-PS e de PS-Estado? Dêem-lhes mais quatro: «A ministra da Educação admite que existiram problemas de comunicação entre Governo e professores nos últimos quatro anos, como considerou, ontem, José Sócrates mas garantiu que não viu uma crítica ao seu trabalho nas declarações do primeiro-ministro.»

DETRITÍVORO INVETERADO

Entrevista. Sócrates. A cinésica do espécimen, sorriso, pose estudada, aquele cerrar e descerrar de olhos, sublinham-lhe a índole devastadora bem experimentada por Portugal. Malbaratador e desmobilizador do melhor dos portugueses, insiste em marralhar. Por si. Detritívoro e nada mais, afogado no deperdício de recursos preciosos na fantasia de si mesmo, na sua imagem vã, em assessorias de perdição egolátrica que não lhe adiantaram em nada e nos paralisaram de puro desgosto em face da abominação: «Não vi a entrevista de Kim-Il-Sócrates. Ou melhor, o que vi mostrou alguém que passou quatro anos a humilhar pessoas e que, num acesso de pura hipocrisia, promete agora humilhá-las menos se voltasse a ganhar. E diz ele que não é cínico.» João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos

terça-feira, setembro 01, 2009

OCASIONAL CALIMERO COM TÁRTARO

Sócrates, na entrevista a Judite de Sousa de esta noite, RTP1, além de exemplificar a "intolerância" de MFL com a exclusão do inefável socratinesco "jovem" Passos das listas e gaguejar outras comparações que o distinguem dela, exibiu um tártaro persistente na dentição mandibular inferior que não abona nada a favor do seu estatuto sexy. Já para não falar nas suas fabulosas ilusões de Ainda-PM ou mesmo no alto conceito de si mesmo manifestamente exagerado. Defender os interesses do PS foi bom, mas está a finar-se. Ser teimoso e obstinado, altamente intolerante e persecutório com quem quer que se lhe oponha, incapaz de integrar o máximo de opiniões complementares possíveis para sintetizar as melhores e mais honestas decisões, deu em nada. Ardiloso, a sua energia não mobiliza. Esmaga e dispersa. Useiro no logro, o seu auto-convencimento é insolência. A sua palavra soa a cínico e a flato. O estilo il Duce não colhe. Medina Carreira não erra quando sugere ser este Governo e este Ainda-PM espalhafatosos e um crime contra o país o estrangulamento futuro pelo endividamente em obras ostentatórias num país mendicante e pelintra porque governado em regime de prolongada fantasia incompetente. Sente-se incompreendido pelos professores e pelos juízes e até tem amigos juízes e juízes no seu Governo, mas já toda a gente compreendeu muito bem a Fera Bestial que habita o Ocasional Calimero. Viu-se. Sócrates ao volante, perigo constante: «Boa parte da entrevista foi de resto marcada por sucessivas críticas a Manuela Ferreira Leite. Sócrates acusou a líder social-democrata de "confundir o país com o partido" a propósito das críticas que esta lhe fez sobre a existência de asfixia democrática em Portugal, exemplificando com o caso de Pedro Passos Coelho que "não está nas listas [do PSD] porque pensa de maneira diferente", o que indicia um afastamento por "delito de opinião".»

PORTUGAL PELINTRA, I RAVE YOU

Nada como um Estado Teso ostentar largamente à imagem Pelintra do seu Ainda-PM. Um Estado Teso e Pelintra? Não importa. Mais tarde ou mais cedo, o corpo é que paga e não será o dele: «A secretária de Estado dos Transportes afirmou hoje que está tudo preparado para que o próximo Governo realize a adjudicação das concessões de alta velocidade e salientou que a continuação do projecto só depende do vencedor das eleições legislativas.»

E SÓCRATES É O REGUILA RANHOSO

Saturados de ideias, as juventudes escarram mediocridade segundo os princípios Zero Fair Play de Carolina Patrocínio, fazendo batota convicta e mandando tirar os caroços dos problemas às cerejas da aparência. Se Manuela é a professora austera, o Zeca Neuras é o puto chato e perturbador na sala de aula, que não aprende nem deixa aprender, concitando as atenções da turma para os seus números de circo e streaptease grotesco. As juventudes ficam exemplicadas com o Duarte, bando de parvalhões sem ideias, com preconceitos, completamente indiferentes à razia ética perpetrada pelo seu líder infernal: «O secretário-geral da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, afirmou hoje que a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, lhe faz lembrar uma "professora primária do antigamente" a passar "raspanetes" aos jovens que dela discordam.»

COMO INSULTAR DESEMPREGADOS

A força manipulatória e ligeira governamental faz das suas assim com o socratinesco Madelino e certos bloggers a brincar ao desemprego como argumento eleitoral. O INE está no bolso do Governo. O IEFP é um bicho ao serviço dos números certos, postiços e politicamente correctos. Esses números, depois de Sócrates, nunca mais serão isentos com a violência torcionária sobre eles exercida pelo XVII Governo Constitucional. Com isto, e não há Eurostat que passe e garanta rigor há muito viciado pelos mecanismos de aferição governamentalizados, "o desemprego na zona euro continuou a subir em Julho, tendo atingido 9,5 por cento, quando em Junho era de 9,4 por cento". Em Portugal, por força dos esquemas montados de controlo e minimização de impactos no sentido não do emprego mas das eliminações de inscritos no IEFP, mediante cartas e actos administrativos unilaterais de cessação vinculativa, coisa de que certos espertos não falam, segundo isto, e de acordo com os dados do mesmo Instituto, o desemprego, mistificado e maquilhado, terá "estabilizado" nos 9,2%, (igual à da Suécia com subsídios e nível de vida incomparáveis com Portugal) e muito inferior à da vizinha Espanha, que afinal são várias e distintas "Espanhas" (18,5%), da Lituânia (17,4%) e da Letónia (16,7%). Convinha que a estupidez e a sem vergonheira abandonassem a retória governamental e a sua bonecragem de maquilhar. Por uma questão de respeito por quem sofre na pele o problema do desemprego, era de cessar a brincadeira dos números e parar de ignorar o impacto devastador que o desemprego desapoiado tem nos portugueses por serem portugueses e por estarem sob a alçada de um Governo a esse título no mínimo desprezivo.

ASQUEROSO SEXY PLATINA

Está para nascer um primeiro-ministro com o estigma do número gigantesco de pequenos desempregados e pequenos falidos que averba o Ainda-PM. Na verdade, seria fastidioso explicar por que motivo o asqueroso Sexy Sócrates ganha votações de moda e de imagem, o ‘Sexy 20’ e o ‘Sexy Platina’, e perde a confiança, o mínimo respeito dos portugueses todos os dias. E agora anda manso, escondendo com muito custo a extensa podridão totalitária que lhe corre nas veias e lhe vestigia as pegadas. Ainda assim, é numa liderança desastrosa e farsolas que as cinquentonas beijoqueiras com cio de Santo Tirso confiam. Aliás se se lhe atiram para cima é porque a cegueira e o desespero fisiológico vão grandes e qualquer coisa a reluzir lhes sugere o céu, nem que seja o diabo em figura de gente ou a opinião avalizada de Cláudia Jacques: «A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, acusou hoje o Governo de dirigir a política económica para apoiar os grandes grupos, o que está a provocar o empobrecimento das pequenas e médias empresas.»

O VIDENTE

Ingenuamente, Carlos Santos, de um modo vidente, atira-se às distinções programáticas entre PS e PSD para com as PMEs como se, com este PS, alguma vez se pudesse dar crédito às palavras proferidas e à estratégia económica gizada. O mais certo é que as acções se oponham diametralmente às palavras, segundo a experiência que agora agoniza. O insulto ao eleitorado e aos cidadãos radica todo aí: boas intenções de inferno feitas; avidez corporativa sem medida. Que palavras e programa se traduzam em lealdade para com o eleitorado, isso só com um outro PS. Inteiramente outro. E nem assim.

REFER, "OPTIMIZAÇÃO" FATAL

É profundamente irónico que dinheiros públicos paguem propaganda à alta velocidade com manhosas publicações-brochura incisas na imprensa e espalhadas no Alfa Pendular, enquanto trágicos acidentes terceiro-mundistas continuam a acontecer na linha convencional pelo grande interior desactivado, num saldo de cinco mortos: «A circulação ferroviária na Linha do Douro foi retomada às 10h37 com o comboio envolvido no acidente com um veículo ligeiro que esta madrugada provocou quatro mortos e três feridos graves numa passagem de nível sem guarda, perto de Baião.» A tentação moderneira é uma grande besta a protelar e a descurar.

TRAGÉDIAS DESOBEDIENTES

«Infelizmente, tornou-se comum a tragédia andar adiantada. Porque as autoridades, essas, têm sempre tudo previsto. Portugal é um país onde as coincidências não há meio de aprenderem a respeitar o calendário de quem manda. ADENDA – A responsabilidade destes casos é da Refer. Por isso é que me lembrei de, há poucos anos, quando a Refer nasceu, a sua administração ter descurado o trabalho durante não-sei-quanto tempo e ter andado ocupada a atribuir-se vencimentos e carrões, com tal pressa e ligeireza que até o fizeram em situação altamente irregular, segundo então foi noticiado. Alguém sabe como é que isso ficou?» João Carvalho, Delito de Opinião

AJUSTE PARA ROUBAR À FARTAZANA

Para quem quiser aprofundar o conceito de "ajuste directo" e compreender a lógica sebácea do Regime tutelado por PS e PSD, o ajuste directo é a ocasião sabática para roubar à fartazana. Até aqui nada de novo. O novo, mas sobretudo caricato, é a cumplicidade [conivente e justificatória] de Seara (PSD) com Paulo Marques (PS): «A decisão da perda de mandato data de 17 de Agosto e surge na sequência de uma acção nesse sentido proposta em Junho pelo Ministério Público. Em causa está a contratação da Xelentenota, de que Paulo Marques é único sócio e gerente. O contrato, por ajuste directo, contempla a prestação de "serviços de consultadoria na área da gestão da comunicação e informação", com um prazo de execução de 326 dias, pelo valor de 62.933 euros.» Clientelas. Assessores. Consultores. Traficâncias. Invenção de despesas. Não há PIB que resista.