sexta-feira, abril 04, 2014

TRESLEITURAS

Não foi uma participação, dr. Soares. Foi a promoção de uma tragédia, foi a abertura da Caixa de Pandora do sangue e da crueldade, da guerra civil e da malícia nos territórios do Portugal Ultramarino, foi uma debandada irresponsável; foi o primeiro de muitos outros actos de puro amadorismo político, leviandade ideológica e imbecilidade anti-patriótica. O fardo que o Dr. Soares carrega é muito pesado: uma descolonização parola, uma ou duas bancarrotas corruptas com austeridade a doer; a evidência do enriquecimento pessoal à conta e nas costas do Regime; o exercício de décadas de uma nefasta e nociva influência velada no Regime; e agora recentemente os pronunciamentos descabidos, a sandice terminal, o facciosimo primário, a falta de senso escabrosa, a egolatria desonesta, o vício da politiquice. Sem um coração aberto e generoso, sem um ego esvaziado de si mesmo, sem um olhar puro e justo, sem um amor incapaz de trincheira, com que lastro, com que cara, com que mãos ávidas e coração pesado vai este cidadão apresentar-se a Tribunal perante o Incomensurável Amor Divino?! «Tive fome e falaste de política»; «Tive sede e falaste de política.» ; «Estava doente e falaste de política.»

1 comentário:

Floribundus disse...

pregou:
liberdade e igualdade no gamanço

percorreu o mundo e o imundo