quarta-feira, fevereiro 21, 2007

ALVÉOLOS


A vida por uma Obra?
A glória desta pela brevidade encanecida, encarquilhada, daquela?
Dispa-se a árvore,
folha a folha,
e o vento por entre ela,
lamba a traqueia-tronco,
da árvore-brônquio,
e passe em sopro bronquíolos-ramos,
fusão de azul respiratório.
No enigmar da morte muda
vertam-se metáforas
de luz em festa,
abandone-se cada qual
ao que vem
ser seiva nova,
invisível certeza de sentido
só depois do livro lido.

Sem comentários: