sexta-feira, fevereiro 23, 2007

COMO UM SOL DO MEIO-DIA


E, de repente,
todos lhe sorriem - é como se a tensão excessiva,
o pânico absurdo que a Lei incumprida, ou inescrupulosamente cumprida,
que todos viam na sua actuação confiadíssima,
gerara
num ou noutro, para não dizer em quase todos, menos nele,
toda se dissipasse para passar a haver
(conforme deveria ter havido sempre)
somente pessoas e não angústias legais,
somente um olhar,
um sorriso de confiança,
um encontro limpo,
sem mais receios,
sem o pé atrás da Lei,
sem a má-fé da Lei.

Todos lhe sorriem ou não passam de dois ou três pares de olhos
a olharem-no pacificados e benevolentes?
Que fosse um par apenas,
vale por tudo.

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