segunda-feira, janeiro 31, 2011

COMODISMO, APATIA, RECEIO

«O país socratizou-se como em devido tempo se tinha salazarisado, por comodismo, apatia, receio de que o que viesse fosse ainda pior. E, neste processo indolente, a própria oposição ao socratismo se tornou uma sua emanação, com uma espécie de aspirantes a sócrates, sócrates-mirins ainda, a tentar copiar-lhe os tiques de sucesso: a aparente firmeza, a habilidade em dizer a mesma coisa e o seu contrário sem rebuço, o incentivo à inveja mesquinha, o dividir para reinar entre os pobres de espírito, a transformação de derrotas evidentes em vitórias mediáticas, a instrumentalização do Estado em favor de uma facção, a cooptação de figuras de toque do campo adversário (caso dos júdices e marinhospintos), a eliminação hábil das oposições de proximidade.» Paulo Guinote

A TENAZ

ASS e Almeida Santos parecem apostados não apenas em garantir a devida domesticação de Cavaco, domado e bem domado sob violência desbocada e desporporcionada das hienas socialistas, mas também em castrar a liberdade de opinião em Manuel Maria Carrilho, tão alérgicos se mostram à discordância e ao sentido crítico no seio do seu Partido Único. Se há uma tenaz que constringe Portugal e lhe suga a vitalidade, aqueles dois simbolizam cada qual a respectiva haste. Ainda tenho esperança de que cada vez mais portugueses se envergonhem deles, disso, e, mais cedo que tarde, evacuem a abominável tralha socialista.

AMIGAÇÕES AVENTALEIRAS E PANELEIRAS

«Há quem aplauda. E poderemos ter a certeza que se dentro de um horizonte de 1 a 2 anos houver lugar a legislativas, por mais crimes praticados, por mais estupidez gritante, por mais incompetência babosa, por maior que tenha sido e seja a burla socrática  assim como os seus modos de peralvilho gasoso  o PS-pinto-de-sousa terá sempre à volta de 25%, pelo menos. A razão é simples: uma quantidade certinha de pessoinhas beneficiárias-deste-estado-de-coisas vota no seu prato de sopa, no seu carrinho, no seu modo de vida  estando-se profunda e cavalarmente a cagar para o País; até mesmo para os seus próprios filhos (se os tiverem) e respectivo futuro. Defenderão, de forma demente e desesperada, o seu tachinho até ao fim. É o medo, e a desorientação; até porque se perderem o emprego não saberão como encontrar outro (de forma honesta e normal)  já que o receberam caído do céu, por cunha política e pela prática continuada da exploração de "bolsas", "comissões de serviço", amigações políticas aventaleiras e paneleiras nas universidades e nas "fundações". Quando as moscas mudarem muita coisa cairá por terra. Muito querido irá sofrer, muito empregozinho será "destruído". Se por esses institutos, fundações, comissariados e empresas públicas e municipais só existisse a gente necessária, a taxa de desemprego seria de 35 a 40%.» BI

domingo, janeiro 30, 2011

CONVENÇÃO DE MASTINS E CÃES DE FILA

O núcleo duro de bestas pretorianas do PS, imune a quaisquer críticas, caceteiro e completamente hiena para com os adversários, nas campanhas eleitorais, fecha-se ainda mais, hoje, para "reflectir" acerca das Presidenciais. Como açaimar Cavaco para que fique bem açaimado?! Que tricas novas?! Que novas petas?! Como prolongar a podridão de um poder incompetente, sem credibilidade interna nem credibilidade externa e, mesmo assim, sempre isento de pudor, liderado pelo passerelista Primadonna, ainda ontem a discursar de luvas, em bom estilo cosanostresco?! O PS tem uma sede de poder incomensurável. Manobra e manipula à força toda. Graças ao lado gaiteiro e covarde das pseudo-oposições, exercita ser Partido Único, com pleno sucesso, diga-se. Único no lixo. Único na transgressão anti-democrática e no vale-tudo. Único na mentira contumaz e na desgraça ostensiva. Único no esbulho aonde nenhum outro alguma vez chegou. O Estado não tem dinheiro. Por isso, todas as semanas, o Governo sai ao mundo para leiloar Portugal mais um pouco e aliená-lo a tiranias orientais ricas, aliciando-as com a nossa quinquilharia e velhas jóias de família. Tudo para salvar o coiro de Sócrates e dos seus. Nem que seja por mais um dia, uma semana mais. O Governo gloria-se dos bons resultados da economia? Mas eles estão assentes basicamente no saque que se faz impender sobre a Sociedade através de toda a forma de extorsão "legal", retroactiva, prospectiva, sem mexer um dedo para extinguir o desperdício e a redundância clientelar, que se ceva precisamente da nossa penúria e o faz há décadas. A dívida e os juros da dívida não param de aumentar. Após e apesar da emergência chantagista de um Orçamento aprovado, da etapa Presidenciais, e de tantos pretextos mentirosos e sempre chantagistas sobre a psique colectiva. Os juros altos são um crime contra o nosso futuro e a dívida galopante a marca indelével das duas legislaturas socratistas sacanas, clientelares e anti-patrióticas. A miséria alastra indecorosa, silenciosa, impotente, sob o irrealismo fantasioso do Primadonna. Deve estar completamente doido. Mas há quem aplauda. 

sábado, janeiro 29, 2011

O SIS DO ASS

ASS é uma fonte inesgotável de instabilidade, cínica, nos seus derramamentos piroclásticos, verbo de encher e manobras de diversão. Talvez um furo no seu balão pseudo-ideológico permitisse libertar o metano excedente e o excedente hélio que o entontecem e lhe aflautam a voz, respectivamente. Ó cérebro conspirativo!, ó bífida língua, quando nos dareis descanso?! Ali, o siso é nulo. Já a pulsão de casta e a função de mastim são infinitas. 

FERNANDA PAES LEME

É O SOCRATISMO, ESTÚPIDO!

O Tomás Belchior explica a coisa cristalinamente, mas nunca é de mais demonstrar ao distraído ou faccioso cidadão bisonho clubístico-partidário que o socialismo-socratismo olha para as funções governativas não como o exercício de responsabilidades públicas, passível de absoluto zelo, imparcialidade e desprendimento, mas como um prémio, um afago institucional, uma prerrogativa irredutível, gulosa, manhosa, a que os apaniguados se devem agarrar com unhas e dentes e abraçar com ambas as pernas. Tudo se esquece e perdoa: as merdas políticas que se fazem, os actos sornas de assobiante conspiração institucional para o lado, o fluxo de informação radioactiva com que ASS saliva na sombra. Tudo acaba por acabar bem. Asim, com Rui Pereira, como com os demais da intocável tribo maçónica-socialista-socratista, os portugueses nunca poderão ficar bem servidos, somente bem comidos. Se houver dúvidas, basta rebobinar o que disse ontem Francisco Assis, na Assembleia da República, enquanto perorava em defesa do ministro até à mais aflita afonia. Nada. Uma defesa deslocada de carácter, desconversando do problema político em causa: laxa prevenção, lassa antecipação de problemas, nas últimas presidenciais. Depois há sempre um socialista que fica hiena-incumbido de levar ao patético o indefensável e substituir o linchamento funcional de um ministro pelo linchamento sumário dos nossos direitos, da nossa cidadania e da nossa democracia. É o socratismo, estúpido!

ALTRUÍSMO A PIÇA!

O meu amigo Tarantino escreve a sua crónica de sábado a qual, como outras de tantos outros, pela enésima vez nos recorda o grosseiro princípio de injustiça que entretece pachorrentamente a vida social portuguesa nos seus desníveis obscenos. Não, não há direito nem há decência no País das reformas demasiado douradas, por um lado, e das pensões demasiado miseráveis, por outro. Apesar de tudo, apesar de esse princípio maligno da nada comezinha obscenidade instituída, que faz de Portugal o beco que é, ainda não fomos para as ruas como franceses, ingleses, espanhóis e por muito menos: «E sim, faz-me espécie que uns tenham reformas de 5 ou 10 mil euros, enquanto outros se têm de contentar com valores de 200 euros; e sim, faz-me espécie que um reformado possa ser indigitado para cargos onde suponho que trabalhe; e sim, faz-me espécie que nos queiram apresentar estas opções de prescindirem da parte menor do seu rendimento como um gesto de altruísmo pelo qual devíamos estar todos agradecidos!» 

SPORTING É DELES

«Angola é nossa!»

sexta-feira, janeiro 28, 2011

I WANNA BE YOUR LOVER

NO PAÍS DE BERLUSCÓCRATES

A espécie humana não cessa de surpreender-se a si mesma nos seus espécimens mais cruéis e mais excêntricos. Ele é o marido brasileiro que reclui a mulher num local à mão, mas hermético e indigno do mais insignificante dos bichos. Ele é o Governo que esgalha manter-se em funções der por onde der, apesar do absoluto descrédito dentro e fora de portas. Certamente, os mercados largariam o osso português com actores políticos mais credíveis, pelo menos limpos de trapaça e isentos de aldrabice, pelo menos com melhor carácter, e, portanto, sem o historial socialista-socratista de mentir grosseiramente, mentir por sistema, mentir alegremente, mentir em dias de sol, mentir em dias de chuva, mentir na dúvida, mentir na certeza. Mentir a rir. Mentir! Se empobreces, português, é por causa do registo mentiroso de quem te governa e tu deixas. Se empobreces, português, é por causa da protecção à corrupção e por causa das prendas com que o Regime se verga aos amigos e te carrega de taxas, coimas, cortes, confisco criativo, preços de morrer no gás e na gasolina, e tu deixas. Tu gostas, português, de ser pisado e enganado... Admite, Tuga! Tu gostas de miragens e palhaços ricos, português palhaço pobre! Está bem. Fazemos uma troca: em troca de mais Sócrates, Berluscócrates, mais juros acima de sete por cento. Negócio fechado? Negócio fechado. 

DESCARADA DEMAGOGIA

Estou a ouvir, pela TSF, o pseudo-debate parlamentar com o 1.º ministro. Ei-lo igual, perseverante e determinado, como Berlusconi, assaz firme como Mubarak, fantasticamente seguro como Ben Ali, o Primadonna, sempre airoso e fresco como uma alface farfalhuda, fala de economia. É uma vergonha, perante a crise social e económica, com a venda da dívida portuguesa, ontem, acima dos sete por cento. Ele exulta e mostra-se alegre no púlpito da mais crassa demagogia, entre tanta miséria e desatino. Não o despedirem com um pontapé no cu para que Portugal finalmente areje!

O PAÍS REAL É O PAÍS REAL

«4. O Cartão do Cidadão. Independentemente da sua falha ter sido ampliada pelo vazio noticioso entre o fecho das urnas e as primeiras sondagens, é inaceitável que ninguém tenha previsto ou conseguido gerir uma situação em que muitas mesas de voto não teriam acesso à internet e previsivelmente muitos eleitores não teriam procurado com antecedência o seu novo lugar de voto. O Portugal tecnológico não pode esquecer-se de que o país real é o país real.» PP

CONSPURCAÇÃO CONSPIRATIVA

Tristemente, por mais que me censurem e me filtrem por aqui e por além, tenho de insistir nisto: denegrir selectivamente o acto de votar, rebaixá-lo como frete desprezível, desprezar a lisura de esse acto democrático consagrado, foi a grande missão subliminar de alguns coirões servis instalados a anteceder as últimas presidenciais. Potenciar a abstenção nas eleições presidenciais, poder depois declará-la a maior de sempre, rebaixar os resultados de Cavaco o quanto pudessem, eis o Frete feito ao Governo para tanto bastando negligência técnica por incúria política. Óbices insultuosos foram levantados a mais de 42 mil pessoas no momento de votarem, levando-as a desistir de um direito inalienável. Isto é gravíssimo e eloquente quanto aos processos, ao lixo, ao nojo, do pessoal de mão da Situação putrescente socialista-socratista. Mais grave se torna que Rui Pereira se contente com as habituais falinhas mansas monhés até que este lixo saia da agenda mediática e se regresse ao pecado quotidiano. Com os socratistas-socialistas tudo se mostra moralmente esconso, corrompido e sorna e o último evento eleitoral traz somente o selo indelével de uma negligência conspurcatório-conspirativa. Mas não se passa nada. O mais certo é matarem o mensageiro.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

PORTUGAL EM TRAJES MENORES

O PSD, segundo a prosa lassa do Picoito, é "glacial", raio de adjectivo. Não é. É morno. Os manhosos socratistas-socialistas não precisam da habitual conversa flácida de Passos Coelho, que nunca rasga, nunca contunde, nunca chama os devastadores boys socratistas pelo nome devastador que gere Portugal com os pés. As prendas do sonso Sampaio e dos demais sonsos do Regime Hermético Socialista são naturais e indiscutíveis assim como a nossa miséria galopante e sem remissão: tudo tem a ver com tudo. Há uma demissão que vai atrasada e um ridículo se aprofunda todos os dias: maçónicos, socialistas, socratistas, o Mal Absoluto em cima de Portugal e para além de Portugal em Trajes Menores não é jamais passível de demissões ou sequer admissões de erro grosseiro. Trata-se do PS. É assim e não poderia ser de outra maneira.

ZIGUEZAGUES SINDICAIS

Os sindicatos fingem existir e fingem representar, pactuam por demais com o esterco governativo e eu concordo em absoluto com este desabafo  ponto da situação que Paulo faz: «Já todos percebemos que não querem [sindicatos] fazer cair o governo ou que o FMI venha aí, pelo que se percebe que, no fundo, a luta é para picar o ponto, pois desta forma, nem o governo cede num milímetro (sabe que os contestatários militantes apenas ameçaam,mas não querem morder), nem nós almoçamos em paz.» Paulo Guinote

JUROS: SEMPRE A MELHORAR!

Eis o que merece uma democracia de prestígio com a credibilidade dos seus actores políticos a melhor possível. Se houver dúvidas, leia-se, que é fresquinho. No fim podem aplaudir: «Os juros das Obrigações do Tesouro (OT) a cinco anos subiram para 6,34% e os juros das OT a dez anos para 7,13%, claramente acima da linha vermelha. São dois novos máximos desde a adesão ao euro. Grécia e Portugal aumentaram o risco de default nesta quarta-feira.» Expresso

GUNS AND MONSTERS

«Brown [onze anos] matou Kenzie com um tiro de caçadeira na nuca enquanto esta dormia. Depois disso, a criança apanhou o autocarro e foi para a escola. Kenzie Houk, que tinha 26 anos na altura da sua morte, estava a apenas duas semanas de dar à luz um rapaz. Jordan Brown é por isso formalmente acusado de dois homicídios.» Público

ESCÂNDALO QUE É ESCÂNDALO

Na linha da frente nas energias renováveis, avançado nos casamentos híbridos e quiméricos e na sanha frentista tecnológica, o País teve, apesar de tudo isso, no passado dia 23 de Janeiro, um desempenho organizativo do sufrágio presidencial rente ao que de pior o Biafra é capaz, fruto de sonsa negligência e incúria ostensiva. Por que é que os socialistas-socratistas não coram de vergonha enquanto limpam as mãos à parede?! Então só o pobre do director-geral da Administração Interna, Paulo Machado, e o coitado do director da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, apresentam pedidos de demissão?! Eles, que cumpriram o seu dever e em bom tempo alertaram para os riscos e insuficiências do cartão de eleitor?! Há sempre a sonsice da responsabilidade técnica, mas ninguém no oásis rosa é capaz de responsabilidade política?! Que vergonha a sonsice de só pedir desculpas! Que vergonha anunciar a negaça sonsa de mais um inquérito! País democrático o tanas! O mal está feito e ninguém os tem para gritar o que se impõe: fraude!

quarta-feira, janeiro 26, 2011

PACHOCHO ESTREITO


Arreitada donzela em fofo leito
Deixando erguer a virginal camisa,
Entre as roliças coxas se divisa
Entre sombras subtis pachocho estreito.
lkj
De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branda crica nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito.
lkj
A voraz porra, as guelras encrespando,
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrando.
lj
Como inda é boçal, perde os sentidos;
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.
lkj
Bocage
1765  1805

GRANJA, AZUL DE DEUS

Poucas plataformas palpitam tal beleza e tão fosforescente poesia como a nossa bloga. Sugiro que repousem os olhos na foto do João, naquele azul de Deus. Bom proveito: «Por ora, o sussurro do mar, o mutismo das areias e um bom pedaço de sol. Com a gola do casaco bem cingida ao pescoço, é certo...» João Afonso Machado

VERRINA SUBLIMINAR AO SOCRATISMO

CONDENADO COMO NAÇÃO

Tal como o José Adelino, espero que a profecia de OM se não cumpra por não o ser, mas nunca vi um apego tão feroz ao Poder e um vício tão evidente de lhe beber benesses, mesmo para além-escândalo. Esta velha gente em vigor e sem nada de bom para nos dar está sempre de pé, por cima e ousa sibilar aos nossos ouvidos ser incontornável: «Espero que Oliveira Marques não tenha acertado na profecia, quando alertou, uns anos antes de falecer: "Portugal está condenado como nação, porque perdeu valores colectivos que definem um povo, uma sociedade, uma moral, uma política". Sinto muitas moscas em movimento e os habituais traidores em histeria, à procura do sangue da vingança.» JAM

KEELEY HAZELL

VIDEIRUNHA À PORTUGUESA

Tinha de ser. O PS não governa, previne embaraços à sua brutal incompetência e dá entrevistas. À Renascença, por exemplo. PSP, ministro da Presidência e sobretudo administrador dos interesses e da conversa de encher PS, acredita, isto é, emite preventivamente a crença coerciva de que Cavaco Silva não se torne uma «força de bloqueio» como se o bloqueio não fosse um esforço auto-induzido socialista e uma forma explícita de vida do socialismo aldrabão, segundo o que se infere cristalinamente da leitura de este diagnóstico. E o PS, pela sua boca, mafiosamente, insiste nisto que nós vimos a burocracia de domingo desunhar-se por que acontecesse: «que Cavaco foi eleito com menos votos do que na primeira eleição e é o Presidente reeleito que obteve menor percentagem de votos», o que cheira a forte e espessa e porca conspiração eleitoral, tendo em conta os trabalhos que centenas de milhar tiveram em votar no já referido domingo, num bloqueio eleitoral estranhíssimo e democraticamente porcalhão. Mas eis o registo de um partido perigoso e obsceno cuja finalidade suprema parece ser ele mesmo, entidade supraPortugal, e que se fodam os portugueses. Para que serve um ministro socialista senão para dizer isto igualmente sonso?! «Este mandato de Cavaco Silva marcará um ritmo diferente do seu primeiro mandato... governo minoritário que enfrenta circunstâncias nacionais muito difíceis». Nem poderia faltar a facada final a Manuel Alegre: «foi o candidato escolhido pelo PS porque não apareceu ninguém melhor para se candidatar.» Isto é, foi o que se pôde arranjar. Politicamente, isto parece a videirunha à portuguesa, como grafou O'Neill.

ULTRA, MEGASFIXIA DEMOCRATÓIDE

«Portugal é um país cheio de poderes ocultos que grita contra "campanhas negras". Submarinos, Freeport, BPN, Face Oculta e até presidenciais são derivações da mesma asfixia. Sim, asfixia democrática, uma expressão que caiu em desuso.» Ana Sá Lopes

SHE'S JUST A GIRL

PÍCARO RESUMO NACIONAL

Ontem foi dia de Eusébio, e muito bem!, mas foi dia também de uma dose apreciável de Carlos Silvino, para grande pasmo nacional quanto ao conteúdo das suas supostas revelações contraditórias, nada mais que um guião de desdizer caído do céu. Tudo isto resume-nos. Bastam-nos um ou dois absurdos, uma ou duas hipérboles, uma ou duas palhaçadas espalhafatosas, para ficarmos resumidos e bem resumidos ao mesmo tempo que tramados e gratos. Desde sempre vai por aqui um povo pícaro, repleto de actores pícaros, sem norte nem cerne rijo. Tenhamos calma, que ainda não terminámos de beber o cálice completo da nossa queda. À parte um possível terramoto iminente, não faltarão episódios semelhantes da nossa decadência.  

terça-feira, janeiro 25, 2011

O REGABOFE NATURAL

Verdade comezinha e menor, graças à campanha exclusivamente ad hominem nas presidenciais, graças ao rancor segregado por Defensor Moura e à furibundice romântica de Alegre, ficou acessível ao cidadão informável que Cavaco, por mil vezes que reincarnasse, seria sempre sonso, a casa na Coelha, o regime de excepção das acções SLN, bagatelas, enfim. Mas por cima disto, banal e inconsequente para efeitos eleitorais, ficamos a saber que, para Sampaio, grande abonador, empossador e demissor, receber prendas, centenas de prendas, era absolutamente normal. Nós é que somos anormais. O Regime tem autorização para ser sonso e sobretudo só para amigos do mesmo modo que a porcalheira das altas esferas será sempre dúctil, defensável, barro moldável à vontade do freguês. É pena! 

TUDO PODE ACONTECER

Gosto imenso, imenso, de António Barreto, é uma voz serena e ética, lúcida e sabedora, que urge escutar com a única paixão admissível: o bem geral; a sobrevivência do nosso País: «O nó cego na vida política portuguesa e o impasse na actividade económica e na situação financeira exigem acção. Depois de cinco anos de adiamento e de agravamento, após quase dois anos de suspensão e azedume, já não é mais possível fazer de conta, protestar de modo impotente ou olhar para o lado. O que se segue a esta eleição de calendário não é previsível. Grande remodelação? Coligação tardia? Demissão do Governo? Dissolução do Parlamento? Iniciativa presidencial? Novas eleições? Novos pacotes de austeridade? Chegada do FMI e do Fundo Europeu? Nova intervenção política da Alemanha e da União Europeia? Tudo pode acontecer. Os dirigentes políticos nacionais já quase não são mestres da sua decisão. As grandes instituições nacionais parecem cercadas e incapazes. Tal como estiveram desde as últimas eleições legislativas, há quase ano e meio, à espera de umas presidenciais ineficazes. [...] Tudo o que podia ter sido feito há anos (coligação de governo, aliança parlamentar, plano nacional, programa de emergência, recurso financeiro internacional, etc.) foi adiado de modo incompreensível, por causa da incompetência, da ignorância, da covardia e da cupidez dos agentes políticos. » António Barreto

segunda-feira, janeiro 24, 2011

O ESTADO PORNOGRÁFICO DO REGIME

«Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite. É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas. É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos. Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte. É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa. No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal". Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas [...] derrubou o regime fascista". Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo. Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação. 'Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim'. Mahatma Gandhi.» Luís Menezes Leitão 

O ESMALTE DEMOCRÁTICO

Uma das lições de ter havido Defensor Moura, uma espécie de insondável peão a fazer de conta que era candidato, foi a importância de raspar o verniz político-biográfico de Cavaco. Surpreende-me destas virgens é que nada haja dizer do esmalte democrático que recobre Sócrates, o qual-esmalte não apenas está raspado com a inútil rebarbadeira da verdade inútil como jaz esbotenado sem consequências de maior como sejam uma demissão liminar, um sentido do pudor, um refreio das pulsões conspiratórias mais reles e subterrâneas. Não há dissidência naquela casa nem se espere que alguém se enxergue devidamente. O Partido Socialista agoniza e cada vez será pior, mas, para os seus, não deixa de ser mais que religião, mais que lealdade canina, mais que acriticismo monolítico. A verdade é que a distância biográfico-política que separa Cavaco de Sócrates, apesar de tudo, e não trazemos aqui o graduador de sonsos, é a mesma que separa Toni Carreira ou Emanuel de Zé Cabra, pelo menos parece que a maioria pensa assim contra o que se lhe vendeu na campanha negrejante.

PROCISSÃO DE MESMOS

O mesmo eleito, os mesmos comentadores nas televisões, Luís Delgado, Júdice, Miguel Sousa Tavares, os mesmos pontos de vista, os mesmos argumentos, os mesmos lugares comuns, a mesma treta. Cavaco promete não ser o mesmo porque os segundos mandatos são sempre diferentes e nota-se um secreto desejo de vingança pela sova persecutória de que foi alvo e ainda o acusam de tacanhez, vistas curtas, fechamento. Não se sabe o que esperar de este Presidente em face de um Governo espectaculoso, grosseiro, vácuo. Espera-se que Nobre continue a intervir e a marcar, denunciando-as, as tristezas e corrupções da vida política que vai putrescente e traiçoeira. Limpe-se o Regime, limpe-se o Sistema. Não amordacem a sociedade civil.

domingo, janeiro 23, 2011

SINA MÁ

«É mesmo triste sina ter de escolher entre um convencido que não sabe nem onde, nem em que data fez a escritura da casa algarvia ou um papalvo que não tem pejo em admitir que pode ter ido à caça umas duas vezes com carro e motorista da Assembleia!» FP

CUBA E O NOSSO ALIENISMO

Ainda que a coisa faça parangona, que documentos diplomáticos norte-americanos filtrados pela organização Wikileaks dêem conta da corrupção generalizada que se vive actualmente em todos os sectores da vida pública cubana, Cuba nunca teve verdadeira alternativa, País apertado por dentro e apertado por fora em retaliação asna, com o consolo tropical de serem bem mais felizes que nós. Portugal tem e sempre teve escolhas possíveis. Subornos, comissões ilegais, tráfico de influências e de práticas corruptas sistemáticas numa sociedade ameaçada pela penúria, num País europeu a caminho da miséria, aldrabado e enrabado, como o nosso, não se combatem com encolher de ombros e alienismo cívico. Os abstencionistas de tudo e de todos terão por fim, quando mais precisem, quem se abstenha deles. Precisamos de aprender a ter vergonha de empobrecer por culpa dos que consentimos em enganar-nos: a corrupção que acalentam esvazia as nossas cidades de juventude. A corrupção que protegem enche os bolsos dos vencedores minoritários do Regime ao seu serviço e desertifica-nos o futuro, suga-o, rouba-o, estropia esperanças, não permite que façamos mais filhos, que sejamos mais felizes. Temos um problema de alienismo cívico e ético deliberado que acabará por matar-nos. Temos partidos de mais e sociedade de menos.

A380, TRILHOS DE CONDENSAÇÃO

sábado, janeiro 22, 2011

SÓCRATES ESTRANGULA HUMOR

Uma das coisas mais asquerosamente belas do socratismo imune e impune é a falta de sentido de humor. Pior, marca dos tiranos, é o ódio explícito ao humor. Ainda pior, insígnia dos sociopatas, é a perseguição e a extinção do humor. Não é por acaso que os Gato Fedorento estão postos em sossego, na grande tetina da PT, via SIC ou vice-versa, que calar a sátira política, para a qual estão particularmente vocacionados, é quem mais ordena. O Contra-Informação, já o dissemos aqui, foi chutado para canto primeiro, e depois castradamente extinto com toda a naturalidade das tiranias encapotadas. Por último, protestar em Portugal é morto à nascença, seja que protesto for, seja que grupo for, um manto silencioso sorna cobre de desânimo quem se atira à estrada por justiça, por direitos, por verdade. Sejam os sindicalistas a dispersar, seja a juventude da Trofa por causa de uma traição grosseira aos interesses daquela bela cidade, que há dez anos aguarda pelo Metro. Nem humor. Nem protesto. Está tudo nas mãos honestas e probas de José Sócrates, pois os frutos e os sinais de tal árvore estão por todo o lado. Façam-lhe o favor de se absterem por amor dele, amanhã.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

ENCAVACADOS E MAL PAGOS

A situação portuguesa é clara: desastre económico e financeiro. Malditamente, nunca uma gestão de um primeiro mandato presidencial, no seu calculismo neutral, se mostrou tão complacente e cúmplice com o mal absoluto feito a Portugal e aos Portugueses pelos socialistas-socratistas, como a de Cavaco. Parte do nosso desastre radica aí. Há um corpo disforme repleto de pecados e erros cometidos contra nós, a organização do Estado, que ninguém ousa corrigir e tornar sóbrio. Há uma espécie de crime político continuado que se traduz em 600 000 desempregados, um Parlamento decorativo e funcionarizado, a invenção da desgraceira chamada sector empresarial do Estado. Cavaco, no meio disto, falou? Não. Navegou à vista e demasiado a medo. Não sabemos se o perdeu. 

CADÁVERES ESQUISITOS

Mais um capítulo. Mais uma vitória.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

UPGRADE REVOLUCIONÁRIO

Sabe-se que os tunisinos têm, coitados, introduzido flores nos fuzis dos soldados que estão na rua. Comovo-me com isso. Comovo-me, aliás, com a revolução deles porque qualquer revolução popular, após tantos abusos, tantos crimes, tanta mentira, tem a beleza de mil primaveras. Sei que muitos de nós, no Portugal subjugado pela espada das forças dominantes, pela corrupção do sistema político dominante, pela lógica dominante de traição ostensiva e desavergonhada aos interesses gerais e aos direitos gerais, nós, que acompanhamos o País, o Mundo, a vaidosa passerelle de Sócrates, o manso desfile de Cavaco, também nos comovemos com o que está a suceder em Tunes, outrora Cartago. Cá, os já referidos instalados e cevados graças à democracia de nome mentiroso estão a pedi-las. Quem sabe não os acometeremos com um lifting das nossas liberdades, um upgrade dos nossos direitos! Em vez de flores, supositórios de elefante! Em vez da bonomia alarve de Abril, bordoada selectiva à moda antiga. 

NOBRE POVO, NAÇÃO VOTANTE

Livre, independente, solidário, limpo!
É preciso recomeçar Portugal! 
Com Nobre.

O GRANDE ÓBITO

Nada mais camaleónico que a política e que os velhos dinossauros da política teúda e manteúda como encosto para boas sonecas à pala do Erário. Manuel Alegre, para acabar em beleza num belíssimo atestado de óbito à sua campanha, apelou, no meio dos mais batoteiros agentes políticos em três décadas, Primadonna, Almeida Tachos, a que não se fizesse «batota» tendo em conta «uma certa sondagem» perante a qual disse ter tido o mesmo sentimento da noite em que foi anunciada a «pseudo derrota» de Humberto Delgado. Patético! O cerne está noutro ponto do qual se desviam e desviam as atenções: incompetentes, ávidos, desonestos, mentirosos, opacos, estiveram ao leme nos últimos seis anos e agora andam de calças na mão a ver se escapam à evidência dos seus desmandos, correndo angustiados contra o tempo a ver se com o tempo tapam os seus buracos e arejam os seus lixos. Continuem a votar neles!

DÍVIDA, A MENINA DO OLHOS

A menina dos olhos socratista-socialista deve ser, nada mais nada menos, que estes €11 mil por minuto que Portugal tem de pagar só em juros ao estrangeiro, o que se traduz em €28,5 mil milhões em juros, dividendos e rendimentos. É obra! Domingo há uma maneira de caucionar estas contas em ordem, isto é, há uma forma de dar plena aprovação a tal belíssimo trabalho de finanças, bom governo e frugalidade do socialismo socratista hiperclientelar: votar desse lado da barricada! Se gostam disto, votem que é serviço. Sim, votar em Alegre! Ai não é a Alegre nem aos que o apoiam que se vai agora imputar o descalabro presente e o descalabro futuro da dívida tumular que criaram ao País? É a quem, então?! A Cavaco?! Vá lá, porcalhões sorridentes de mão estendida pelo mundo, aos papéis com o défice, esmagando e esbulhando os portugueses porque é o mais fácil, vocês, aldrabões consumados, agora com terror da sublevação popular, bastão fácil, gatilho leve, algema lassa, limpem as mãos à parede! Enquanto milhões de cidadãos encurralados alombam com combustíveis exorbitantes cujos impostos sornas, abusivos, já estão a corrigir pifiamente a execução orçamental, há que votar nos mesmos, pois então! Abstenham-se de votar em Nobre, que parece incomodar muita gente, e depois queixem-se! É Hora!

quarta-feira, janeiro 19, 2011

DETERMINAÇÃO NO DESESPERO

«Sócrates sounded desperate and eager to please, according to witnesses. He asked Merkel what he should do, promised to do anything she wanted, with one big exception. He would not ask for money – for a eurozone bailout with extremely tight strings attached. [...] Merkel asked Strauss-Kahn about Sócrates' dilemma. The German-speaking IMF chief was dismissive. The Portuguese plea was pointless, he said, because Sócrates would not follow any advice he was given.» Guardian

UNIÃO FRANKENSTEINIANA EUROPEIA

PSL acha inexplicável que os feriados cristãos não constem dos três milhões de exemplares de uma agenda para as escolas secundárias e que ostenta as cores da União Europeia. Aí se mencionam os feriados judeus, os feriados hindus, os feriados sikhs e os feriados muçulmanos. Mas não há uma só referência a qualquer feriado cristão, sendo que mesmo o 25 de Dezembro surge em branco. A explicação é facílima. A internacional socialista e a maçonaria europeia praticam uma rasura sorna e sistemática do cristianismo e o cristianismo europeu vive tempos de envergonhado envergonhamento taciturno, inexpressivo como se não fosse fonte de um júbilo absoluto. Num e noutro, maçonaria e internacional socialista, vem assentando o constructo directivo e sovietizante chamado União Autocrática Europeia. Se tal instituição frankensteiniana prefere pilares de esterco, paciência. Só Cristo é a Rocha para um futuro justo, integrador e fraterno. Só essa Rocha justificou algo de intimamente grande, inspirador, e indelevelmente sublime no coração da Europa e depois no resto do Mundo, apesar de todas as sombras, erros, frutos dúbios. Não pasmarás por não haver cristianismo nos papéis! Surpresa nula, portanto! Grau de inexplicabilidade nula também.

terça-feira, janeiro 18, 2011

ELES JÁ ESTÃO AÍ

SINAIS DE FUMO

O Regime está podre, as suas bases maçónicas, republicanas, são frouxas, toscas, esmagam e trucidam os pachorrentos cidadãos. A falsidade das políticas e dos políticos, comprovadamente danosos das gentes, far-se-á sentir ainda mais a doer nos bolsos vazios de cada mês, no desemprego de cada dia que nos dão hoje. Não admira que a qualquer corrente de ar, sentida em torno dos simbólicos edifícios institucionais da nossa evidente perdição, as polícias espirrem. Preparemo-nos. Só quando formos milhões a dizer «Basta, os ladrões, no seu contumaz latrocínio de Estado, perceberão a mensagem.

POR QUE BOLÇA ASS?

No diz 23, ao contrário do que bolça ASS, também estará em causa um plebiscito indirecto à governação.

GOVERNO FAZ BEICINHO

Favas contadas no que respeita à reeleição de Cavaco, Vera Jardim e outros da tribo desastrosa-PS [exceptuando Correia de Campos, que defende e aprova Cavaco e para quem Alegre não conta] não escondem o desconforto e o medo que o segundo mandato promete, lição aprendida ao interventivo Soares, grande promotor da indignação metediça, dos recados vexatórios, do embaraço desabrido. Muito medo. De quê? Da verdade. Nada mais perigoso que a verdade acre e negra deposta nas mãos da turba em rebelião generalizada ao olhar para o poder PS nas suas formidáveis mentiras, no seu lustroso caos, no seu pantanoso e viscoso leiloar Portugal, no apodrecimento ético, rasura aos mínimos de decência na vida pública, exercício onde nada é claro, nada é certo, nada é fiável. Quinze anos de socialismo para o qual tudo é clientela, tal como para Pumba tudo é gás. O desígnio do PS mostrou-se absoluta e exclusivamente clientelar, directório dos amigos, serviço estrénuo aos "nossos". Por isso mesmo, venha ou não venha Cavaco a abalar o poder putrescente socialista, a família cardume, manada, matilha, já reage com a habitual patada preventiva, uma vez que ninguém os pode contestar nem revelar a sua incompetência. Nem povo. Nem demais partidos. Nem força viva nenhuma. Nem Presidente eleito directamente pelos portugueses. Governar com os pés até ao fim. 

IBPAD — NA POLPA DOS DEDOS

segunda-feira, janeiro 17, 2011

VENDER ANÉIS, DEDOS, CUS

Uma grande massa de portugueses ainda não percebeu as consequências de ter sido mesmo enganada, absolutamente atraiçoada, tragada e traída, nas últimas legislativas. Uma lógica de latrocínio político impenitente fez-nos perder décadas, desbaratando especialmente os últimos seis anos de rapina desbragada, corrupção infrene, incúria sistémica. Agora, o socialismo rapace anda, aflito, a vender, nas arábias e nas chinas, a preço de saldo, o que resta do seu admirável serviço destrutivo do País: vão-se os anéis, vão-se os dedos, dão-se os cus. Reconhecidos, os portugueses preparam uma esmagadora abstenção no próximo dia 23. Saqueados por cem, saqueados por mil! Que Alegre perca e desapareça será bom para Sócrates. Que Cavaco ganhe de um ganhar fraco será ainda melhor para Sócrates. Mas o bem supremo para ele será sobretudo a tal forte abstenção demissionária, suicidária, que fez milagres nas últimas legislativas. Só um Povo conformado com corruptos se abstém! Só um Povo sucessivamente encornado na política do amiguismo perdulário e miserando, obra parida pela praga socialista, se abstém. Só um Povo rendido e desinformado fará de Domingo dia do supremo orgasmo político: tê-lo-ão o Primadonna e o seu bando bandido, gente que medra na indiferença geral, gente que emerda Portugal.

domingo, janeiro 16, 2011

EMPOBRECER ESMAGADORAMENTE

«Esta semana um amigo meu interrogava-se não sobre se deveria aconselhar os filhos a procurarem um futuro fora de Portugal – isso já estava a acontecer –, mas sobre se algum dia, mais tarde, eles teriam um futuro em Portugal. No mesmo dia uma jovem aluna, ao ler um título do Diário de Notícias que indicava durarem os encargos das PPP mais 72 anos, confessava que já tinha pensado procurar um casamento de conveniência nos Estados Unidos para se poder naturalizar imediatamente. [...] Só sei, e não esqueço, que estamos neste buraco por causa de uma gestão política irresponsável. Não foram “os mercados” que nos aprisionaram, fomos nós que nos colocámos na posição de depender da sua boa vontade depois de anos e anos de farra orçamental, pagamentos a clientelas e gastos lunáticos.» JMF

sábado, janeiro 15, 2011

MENEZES CONTRA JUNQUEIRADAS

«Gaia investiu em equipamentos públicos 980 milhões de euros desde 1998, 160 milhões em saneamento básico, 170 milhões em habitação social para 4000 famílias. Gaia reabilitou a sua frente de mar e lançou um enérgico processo de reabilitação do seu Centro Histórico. Tudo isto foi financiado com 75% de capitais próprios. Mas é por isso que o El Corte Inglés, a Alert, as cadeias de hotéis Yeatman e CS, aqui se estão a instalar. Por isso é que temos, contra a corrente, investimento imobiliário e industrial significativo (mil milhões de euros em contratos de desenvolvimento, número mítico sufragado presencialmente pelo ex-ministro da Economia Manuel Pinho). Por isso, é que o desemprego, altíssimo, causado pela recessão nacional, é aqui combatido energicamente. Como secretário de Estado do sector ficava-lhe até bem enaltecer um município que tem o melhor índice de funcionários "per capita" no país (somente 2000 para mais de 300 mil habitantes), que é auto-suficiente orçamentalmente na água, saneamento e águas pluviais, recolha e tratamento de RSU, protecção civil e gestão de espaços verdes. Que tem a sensibilidade social de, em tempo de crise, oferecer os livros escolares a todos os estudantes do 1.º Ciclo do Ensino Básico, a quem complementa as refeições quotidianas. Município que, de acordo com os números da Secretaria de Estado (DGAL) é, "per capita", o 124.º em endividamento de médio longo prazo e o 184.º em endividamento líquido, entre as 308 autarquias. O senhor Secretário de Estado fala das nossas dificuldades de tesouraria. Com certeza que as temos, ao nível do que está a acontecer com mais de 90% das Câmaras. Só que elas seriam totalmente irrelevantes se o Estado e as empresas públicas já nos tivessem pago, cumprindo os contratos, os 41,9 milhões de euros que nos devem. Ou que as Câmaras pudessem financiar-se mensalmente como faz o Governo.» Luís Filipe Menezes

BERÇÁRIO DE BLOGGERS

Eu vi nascer bloggers. Olhei para eles como um pai ou uma mãe escuta com os olhos ávidos os primeiros vagidos ao colo. Muito raramente se deu que esses baby-bloggers se transformassem em ostensivos desprezadores da gente que os viu nascer e lhes viu o cu primordial, coisa que, se começa por perturbar mais tarde não aquece nem arrefece. O carácter! Sempre o carácter que pode ser mau, dúbio, assim-assim. No caso dos bloggers, vale o que vale, minúscula nótula em fim de página. No caso dos políticos, a respectiva avaliação deveria pesar bem mais porque nos aturde e reflecte-se em despudorada insensibilidade. Sobre a matéria, eis o meu subsídio ao vosso bocejo: «Em Portugal, discutimos, e não é de agora, o carácter dos políticos como os americanos. Mas ao contrário dos americanos, não usamos a discussão para decidir se os queremos ou não.» TMR

VELHACA PAZ DE ESPÍRITO

O diabo continua a estar muito mais nos detalhes da homicida paz tumular de espírito que no escabroso acto macabro perpetrado. Mas também pode habitar em muitas das inferências manhosas que as barricadas entretanto levantadas possam fazer. O poderoso e lobista continente gay português procurará fazer do caso um crime de género e não o que manifestamente é, um crime passional como outro qualquer, talvez mais requintado, mais simbólico, mais brutal, mas sempre fruto da ávida duplicidade dos corpos e da velhaca ambiguidade dos corações: «O relatório de John Mongiello não diz, mas é plausível admitir que, entre as duas e as sete da tarde, o homicida terá aproveitado para dormir a sesta. A parte que se sabe é que tomou banho antes de sair do hotel.» EP

sexta-feira, janeiro 14, 2011

A GRANDE ABDUÇÃO

Único assunto que assombra as psiques nacionais, o brutal assassínio de um homem, cuja língua viperina ficou célebre durante décadas, gera teses e teorias contraditórias, pendendo uns dias a balança da causalidade criminal próxima e remota para a pressão amatória de um e, noutros, para a iniciativa lúbrico-ambiciosa do outro, gémeos da desgraça reciprocada. Um acalentava ânsias patéticas para a sua poeira final, Times Square, Broadway, Nova Iorque, plenitude da perdição, abdução dos corpos e das mentes ao resto do mundo, imersos no feérico ilusório. Outro queria Mais, à fome de fama, de um querer desmesurado. Subir. Singrar, como outros fizeram, dando-se e vindo-se ao som sacrificial da abdução das almas, comércio danado, hálito do grande especulador, o Diabo, abdutor dos corpos no seu desatino, no seu destino.

SÓCRATES TEM FEITO TUDO

Depois de ter feito trinta por uma linha, antes de ser, enquanto foi e é PM, uma das coisas mais execráveis do Primadonna Sócrates é a infinita capacidade de nos matar com o nosso próprio amor a Portugal, aos nossos filhos e aos nossos velhos, arma sociopata com que procura escapar fedendo das suas responsabilidades, especialmente o espesso fracasso de jogador com o Erário, toureiro demagogo da nossa paciência, funâmbulo dos casos pendentes na Justiça-na-sua-mão. Aquele pescoço político está em causa há muito e já se percebeu que bem pode a escalada dos juros da dívida superar o tolerável, pode o rectângulo ser inteiramente alienado à China nos seus bancos, recursos, interesses, desde que o Primadonna sobreviva politicamente. Um País que permite tal monstruosa instrumentalização, merece-a: «José Sócrates tem feito tudo o que pode. Não para evitar a falência de Portugal. Mas para evitar a sua própria falência política. A falência de Portugal é um dado adquirido: um país que coloca dívida com um juro de 6,7% é, para todos os efeitos, um morto-vivo.» JPC

PLANANTE SANTIDADE

João Miguel Tavares vota em Cavaco, mas não deixa de exercer a justa crítica ao cavaquismo, que é, ou parece ser, uma coisa algo diferente: «O agora famoso "para serem mais honestos do que eu teriam de nascer duas vezes" é apenas uma variação do "eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas", e remete para uma noção de planante santidade que não bate certo com a quantidade de trafulhas que o cavaquismo produziu, se não com o seu apoio, pelo menos com a sua complacência. Sim, Cavaco Silva também tem o seu quinhão de pontapés nas canelas da ética democrática. No meio de tantos coxos, ele é o melhor, com certeza. Mas só no meio dos coxos.» João Miguel Tavares

A FORMA DE AMOR QUE EVOCAMOS

«O velho homossexual é o bode expiatório que paga pelo insucesso de todo os aspirantes ao estrelato na cultura pimba. A populaça das caixas de comentários é apenas a eterna constante da equação.» FNV

quinta-feira, janeiro 13, 2011

SENSACIONALISMO GAY

Os pólos tocam-se. Se por um lado a fealdade da subscrição de um certo homicídio de género, espécie ou opção sexual está por aí à solta e por isso mal se respira no Portugal que sucumbe à inocência automática by the looks you've got, por outro, o alarmismo gay procura capitalizar a seu favor o assunto sensacionalista do momento como se uns quantos comentários horrendos, de ódio e estupidez grunha, nos jornais e nos blogues, fizessem lei ou a invertessem. Não fazem. Não invertem. Se se perspectivassem hordas de grunhos a limpar o sebo a gays, mais depressa estariam multidões nas praças contra o esbulho socialista em decurso, contra a imoralidade trapaceira dos socialistas no Governo, contra a imbecilidade de mentir sistematicamente aos Portugueses, contra o abuso confiscatório do fisco engendrado pelo socialismo incompetente, contra os roubos monopólio no gás e nos combustíveis, contra a compressão horrenda e abrangente das famílias e dos indivíduos ao ponto do «Basta de Portugal, Portugueses. Emigrem. Fujam dos ladrões, corruptos, sacanas, porcos, que se alcandoraram sem mérito e sem verdade à governação.» Efectivamente, basta um evento sórdido que a cusquice mórbida nacional rebenta num rebentar de comentários e devassas, em jornais e blogues, mas ninguém se rebola de curiosidade e verve pelas derramas de lixo intolerável em que os políticos transformaram a nossa vida comum.

POR UM FIO

É TUDO GENTE BOA

«É natural que o candidato Manuel Alegre nunca mais fale das acções compradas e vendidas por Cavaco Silva à SLN de Oliveira e Costa. E isto porque a nova SLN, que agora se chama Galilei, é muita amiga dos socialistas. O seu presidente, Fernando Lima, é membro da Comissão de Honra de Manuel Alegre e a sede de campanha pertence ao mesmo grupo. Como se vê, agora é tudo gente boa, pura, fraterna, socialista, que odeia especuladores e o capitalismo de casino.» ARF

AD MAJOREM LÍNGUA LUSA GLORIAM

Escreve, e bem, Luís M. Jorge: «Numa década e meia Portugal elevou dois homens a heróis — Saramago e Mourinho, o escritor e o treinador — mas só um dominou a sua autoridade simbólica, e fascina-me que não tenha sido o escritor.» Mais que o prémio, um de vários e talvez o primeiro de muitos outros para ele, dentro do género, fiquei feliz com o uso da nossa Língua. Mourinho colocou-a no centro, com o artificioso pedido de desculpa pelo seu uso devido a ser um orgulhoso português. É um passo para longe do nojento portunhol dos boçais socialistas ainda no poder, nestes últimos dias de Pompeia, chá, bolos e juros de morrer. Sobre a perspectiva que os outros povos têm de Portugal, entre os que nos mitificam, como os japoneses e outros asiáticos, e os que nos desprezam ostensivamente, como os europeus do Norte, convinha ler Luís Aranha. Sobre Saramago, o morto está de boa saúde literária e recomenda-se. Mais um para maior glória da Língua Portuguesa.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

O SENHOR FARSA

«É notável que Sócrates insista placidamente na farsa: "O governo português não vai pedir ajuda financeira porque não é necessário." O BCE continua a comprar dívida portuguesa. Mas não é necessário. Sucede que a confiança não vai inundar os mercados por milagre. O fundo europeu de estabilização financeira está de braços abertos à espera do dia do resgate, que nunca será antes das eleições de 23 de Janeiro. As previsões do Banco de Portugal (recessão de -1,3% e mais 50 mil desempregados) não deixam que a ilusão dure muito: vamos a caminho da segunda recessão em três anos. Seria inteligente que Lisboa não repetisse os erros de Atenas e Dublin, que sempre recusaram a ajuda externa e sucumbiram da pior das maneiras. Mais vale cedo que tarde: preparar a entrada do FMI em Portugal pode evitar alguma dor, alguma confusão e alguns dissabores. Parece evidente que Teodora Cardoso já começou a preparar o terreno ao dizer que será mais fácil superar a crise com apoio externo porque o ajustamento será menos brutal. Tem toda a razão. Mas o que seria, depois, da "obra" do engenheiro?» Carlos Ferreira Madeira

O GLAMOUR PASSIONAL

Um refinadíssimo sentido estético, num mau português, atirado para cima do lado alto-meso-social habitava-o como uma possessão havia décadas. Tudo pelo glamour. Nada contra o glamour. O seu sacerdócio era o requinte alheio, vigiado e nutrido, tanto quanto a sua subjectividade, esse prodígio de bom gosto, o caucionasse ou o censurasse nos outros. Submetiam-se a ele, desfilando, esses cadáveres com silicone e botox, nata da Capital, que o via como um Gianni Versace imperfeito, de arrebalde. Voz papal na maledicência ou na benedicência quanto a toiletes, ninguém como ele e também, que diabo, ninguém contra ele, coitado, tão bom e pacífico, de alma viúva à espera daquele passe de paixão fatal, como nos livros e nos filmes. Cinzas. Por fim, acabar em Nova Iorque ou, pelo menos, ter um momento patético por lá, isso foi dramaticamente alcançado como finalidade e desfecho, enredo todo drag-queenescamente engendrado, sopa de pútrido, onde nada falta. Uma pitada de macabro belo, umas patas de testamento mortal, umas asas de morcego andrógino, filão suculento de revelações mortíferas retroactivas queimando o vivo e confirmando o morto. A voz fina, adelgaçada do homicida pede um Shakespeare de iPad: To be gay or not to be gay, «– that is the question:/ Whether 'tis nobler in the mind to suffer / The slings and arrows of outrageous fortune, / Or to take arms against a sea of troubles / And, by opposing, end them. To die, to sleep / No more – and by a sleep to say we end / The heartache and the thousand natural shocks / That flesh is heir to – 'tis a consummation / Devoutly to be wished.» 

TEMPOS DE XURREIRA E MONCO

Gosto de Francisco Assis do PS. Gosto! Ponto. Estava a vê-lo, a Nuno Morais Sarmento e a Basílio Horta, na SICN, programa Contraste, com toda a bonomia de que sou capaz. Acho que, com a sua moderação dialogante, Assis faz o que pode pelos farrapos-frangalhos em que ficará esse partido culpado de mil vilezas e espessa surdez. É tarde de mais para dourar a pílula socratista que é um supositório descomunal! Pela frente, sobram-nos duros tempos de monco e xurreira. Monco dos socialistas fanáticos. Xurreira para muitos de nós.

terça-feira, janeiro 11, 2011

MAS O NORMAL É NÃO INCLUIR

O Eduardo Pitta segue uma weltanschauung muito particular. Abre a janela do seu ser vendo patuscos de um lado, ilustres de outro, mas tudo e todos mesuráveis por umas lentes gay bem graduadas, tipo fundo de garrafa. Espelha talvez uma vocação, quiçá, hegemónica desse modo novo de ver, especialmente na Europa, onde os costumes andam lassos e as fundacionais convicções espirituais cristãs tão minoritárias e mortiças que já só falta o convite explícito a que muçulmanos raivosos nos colonizem ainda mais, interditando compulsivamente o evangelho novo dos direitos do cu em detrimento doutros durante milénios absolutamente prioritários para a espécie. Com uma sapiência gay que eu nunca subestimo, escreve Pitta o seguinte: «Ao fim destes anos todos ainda muita gente se espanta que heterossexuais conspícuos e respeitados pais de família levem no cu.[...] A ver se percebem de uma vez por todas que isso de “gostar de mulheres” não exclui outras possibilidades.» Mania! Será assim tão difícil ao Planeta Gay compreender que o normal é precisamente não incluir outras possibilidades?! Vai-se a ver e é como se o centro de gravidade do normal deslizasse forçosa e alegremente para o mundo difuso da bissexualidade. Não desliza!

SER PROFISSIONAL É SER AFECTIVO

«Mas ser profissional, para Mourinho, é ser afectivo, é criar uma relação com os outros, com os seus jogadores, que lhe devotam uma admiração que chega a ser idolatria. Até porque ele os escolhe  quer, normalmente, gente com vontade férrea. As estrelas, os génios só lhe interessam se se puserem ao seu serviço, porque ele garante que será capaz de lhes dar uma equipa. Ele faz a equipa, como líder incontestado. Não sabe tudo, e ouve os seus colaboradores, mas comanda tudo. Decide.» Manuel Queiroz

VERBORREIA DE EMPATAR

E agora uma coisa inteiramente diferente: o mesmo Governo [esse mesmo, o da derrapagem orçamental, o dos 13.740 organismos públicos em roda livre, dos cortes, do desemprego e da dívida outrora negada e renegada] em nova verborreia de empatar. É que amanhã há mais financiamento nos mercados, mais dívida, mais juros, mais drama.

MUNDO MOURINHO

Foto replicada daqui.

LOUCURA FELIZ E SUICIDÁRIA

«O desafio ao ministro Teixeira dos Santos e ao primeiro-ministro José Sócrates é enorme. Porque continuar a comprar dívida a mais de 7% em prazos de dez anos é uma loucura que há-de terminar em algum lado. Mas não vai terminar bem, até porque este ano é preciso refinanciar externamente 40 mil milhões de euros. [...] No fim, José Sócrates terá de decidir se consegue viver sem agradar a ninguém, mas mantendo-se em pé porque a esquerda acha que a sua política de direita é melhor do que a política da direita. » Manuel Queiroz

MARES DE SALIVA E MÍSSEIS DE CUSPO

ASS tem, sempre teve, pouco de ministro, pouco de servidor público e imenso de agitador e papagaio anacrónico. Tremendista e bacoco, vem agitar a porcaria da retórica da Direita como capitulante e submissa à entrada do FMI. Na verdade, esta conversa obscena deveria ser substituída por silêncio ou por fuga higiénica, pois tamanha negação, que já leva um par de anos, não pode acabar bem. A mais desonesta e obstinada incompetência, a mais danada e esmagadora gula de mandar e devorar o Erário são todas recentes, têm seis anos, pertencem inteiramente a Sócrates e aos seus pretorianos indefectíveis, capazes de defender o Demónio e a Beleza Progressista do Inferno se lhes convier ao bolso, ao estômago, ao nariz que fareja demagogia e snifa farinha triga. ASS fala da Direita quando há muito que a Direita é ele e os outros do bando, árvore cujo fruto é o evidente descalabro. O desastroso consulado Sócrates pesa recentemente sobre nós, mas os piores sinais e tiques eram já antigos. Devemos-lhe o mais pesado e injusto jugo. Esse vício-ASS de fazer remontar às décadas passadas e à saliva das oposições o desfecho presente, recente, iminente, da entrada de qualquer FMI não passa de desonestas fezes. Saliva difere de cuspo como bala de projéctil. Uma questão de movimento modifica a aparente sinonímia. Quem sempre cuspiu para o ar e sobre os outros? Os Socialistas. Quem sempre disparou à queima-roupa e rasurou o contributo de todos por um e um por todos em Portugal para pensar somente nos seus e viver para os seus? Os Socialistas gulosos e exclusivistas. Tantas culpas e em tantas direcções, menos na certa: os socialistas, a única, a grave, a completa. Remontar por remontar, culpe-se a divisão celular iniciada há milhões de anos ou a descoberta do sexo nos organismos simples. Tudo, menos que os socialistas-socratistas têm culpa recente e verificável.

KAFKA, MEU QUERIDO VÍRUS!

Habituei-me a escrever aparentemente confortável sobre coisas desconfortáveis e a polemizar com aparente naturalidade sobre coisas aparentemente impolemizáveis. Em parte devo-o a Kafka, lido e estudado num certo mestrado fertilizante, como uma escrita, uma literatura, que encurrala e agride. A outra parte devo-o à sova profissional, pessoal e moral a que o socratismo farsolas me submeteu desde o primeiro momento e para a qual eu não estava nada preparado. Azar. A Boa Informação fez o resto. No dia em que por aqui e por ali reproduzir somente paleio previsível e cordato, estarei morto. Enquanto puder, prefiro estar vivo, bem vivo, humano e solícito para com gente viva, quotidiana. Implacável com ladrões, fingidos, desleais, essa montanha de vermes que devorou Portugal e nos condena sem apelo nem agravo, como está bem à vista. E tu, Kakfa, meu querido e benéfico vírus, perdoa-lhes porque não sabem o que castram!

segunda-feira, janeiro 10, 2011

OS INTERESSES DA CORTE

«Os responsáveis políticos e financeiros dos países mais representativos da Europa deixaram de fingir confiar num Governo cujas demonstrações de incompetência já constituem um exemplo universal e escolar daquilo que não deve fazer perante uma crise: negá-la, jurar a todos os ventos que esta não chegaria aqui, adiar os remédios óbvios, proclamar austeridade para todos mas negociar excepções para os interesses da corte, desmotivar as pessoas de cumprirem um fim que deveria ser comum, actuar sempre tarde e a más horas e persistir em não alterar a lógica perniciosa que nos conduziu à actual desgraça.» CAA

CASTRO? CASTRAS, CASTRA

Um fervor de paixão tomou conta dele: o seu dinheiro, o seu poder de pagar, dar, influenciar, deveriam ser suficientes. Marralhava pelo abraço, pelo beijo, pela escalada do desejo. Primeiro implorou, depois pediu, mais tarde exigiu, finalmente obrigou. Não pedia muito. Não obrigava a nada de mais. Tinha dado tanto. E tanto era caro. Só o amor do outro, um moço, em tudo aquiescente, a todas as coisas satisfeito, e cada vez mais encurralado. «Tens de passar por ambíguo se quiseres singrar, meu filho!» — sussurara a um o Diabo e a outro: «Podes ter tudo o que quiseres dele, se o obrigares a prostar-se no pó e pelo pó.» O Diabo era porreiro e sabia o que dizia e mais ainda o que fazia. Sim, passaram a discutir numa negociação interminável, um por liberdade, talvez dinheiro, talvez consequências da amizade entabulada como uma conversa objectiva, dá-me isso, dar-te-ei aquilo. Derreado, arriscando petiscar daquelas carnes ingénuas, moldáveis, delas sequioso e esfomeado, oportunista sobre o outro adormecido, o mais velho avançava, sentia uma infinita vaidade por ter, quase ter, quase-ter tido aquilo, o moço, como cão de raça levado a passear, como casaco de peles vistoso, Rolex lustroso, para os quais pescoços volteiam, cabeças meneiam. O outro, quase seu cão, quase seu casaco, quase seu Rolex, simplesmente fugia, fingia hesitações, quando tinha certezas diferentes, seis meses depois, imobilizando-se rígido em arco de asco. Se pudesse, treparia as paredes para longe daquilo, mas não sabia o caminho. Na última refrega, contundiu-o até que cessasse, desligasse. Desligou-o. Juntou-se a morte à vontade de morrer fosse da morte pequena fosse da única e irremediável. 

domingo, janeiro 09, 2011

CEVADO PORCINO VITALINO

Ainda temos Vitalino, não o esqueçamos. Ainda se faz ouvir tal voz avisada, zelosa e proba, símbolo supremo de que não há nada, nunca houve nada de mal a criticar aos socialistas tendo em conta o seu manifesto amor pelo Povo Português, povo pachorrento e sofredor que tem dado total e absoluta estabilidade a ladrões reincidentes, ladrões reincidentes que têm fornecido instabilidade, saque, confisco, ao mesmo povo sofredor e pachorrento. Está bem assim e não poderia ser de outra maneira. Cevam-se eles. Suicidamo-nos nós.

sábado, janeiro 08, 2011

EPITÁFIO FRANCO-ALEMÃO

... ao triste portugalinho desgovernado pelos socialistas socratistas politiqueiros e rapaces já está escrito e descrito. Está escrito e humilha. Humilha-nos e recorda-nos o logro de eleger por paixão e fixismo político de alheados e por isso mesmo corneados. Para os sorrateiros socialistas socratinos, a dívida pública nunca foi assunto ou, se o chegou a ser, logo se viu abafado então pelas Escutas a Belém como hoje pela oportunista e Nefanda Matéria do BPN. Mas também está de boa saúde a vontade de tal poder raso em se manter inalterável, surfando retórica viciada e duplos queixos absolutistas, mesmo com o Estado submetido a juros criminosos, proibitivos, condenatórios do presente e do futuro: há determinação em resistir ao leme, perseverar na desgraça. França e Alemanha a pressionar-nos. Sócrates a pressionar o Brasil, a pressionar a China, a pressionar a Líbia por respaldo. Pois, mas o epitáfio dos franceses-alemães ao nosso estado e ao nosso Estado é isto e é grave: «É melhor um final horroroso do que um horror sem fim? A França e a Alemanha decidiram-se aparentemente pela primeira alternativa como solução para Portugal e a sua crise: querem forçar o Estado a recolher-se, o mais cedo possível, ao abrigo de salvamento do euro. O país, financeiramente abalado, não conseguirá obter mais crédito no mercado de capitais, estimam especialistas de ambos os governos.» Spiegel Online

LA EXPOSICIÓN A PORTUGAL

«La banca española tiene una exposición a Portugal de 74.300 millones de euros, según datos del Banco Internacional de Pagos correspondientes al segundo trimestre. Por ello, las turbulencias en Portugal son también un posible grave problema para el sistema financiero español.» El Mundo

PORCA PROEZA

Que, para além de todos os argumentos-amendoim, a campanha badalhoca-lello-edite-alegre-et-caetera, em decurso contra Cavaco, estava na verdade há muito engatilhada na lógica conspirativa socratista e pode explicar muito do silencioso escrúpulo do Presidente ao longo do mandato cessante, é tão óbvio como a gravidade. Do citado coro emporcalhante, salve-se Nobre que desse lixo se desinfectou a tempo e bem. Gosto dele e continuarei a gostar. Há mais marés. Entretanto, tenho de concordar com isto: «Talvez conviesse ao conjunto dos analfabetos simples e funcionais que se deleita com esta porca proeza de tentar apoucar o Presidente da República perguntar-se a quem é que interessa este folclore transmontano que eles dançam com tão imbecil gosto. Pus a foto para os ajudar.» JG