domingo, agosto 15, 2010

O PRESUNTO DA JUSTIÇA


Pedro Passos Coelho quis desfazer os equívocos a que as propostas de Revisão Constitucional deram azo e que depois o PS distorceu com o habitual cinismo destrutivo de fino quilate, apostado também em explorar a ideia de que o pobre PSD quer liberalizar despedimentos e escaqueirar o Estado Social [falido]. Ainda que fosse verdade, trata-se o primeiro aspecto de uma matéria ridícula num País sem emprego, com mais de seiscentos mil sem trabalho, com um acréscimo assinalável de emigrados e onde uma grande maioria dos que trabalham são precários quase toda a vida, portanto, despedidos a curtíssimo prazo num despedimento de eterno retorno que macera vidas, projectos, famílias. O PS favorece os seus empresários e as suas empresas. Está por vislumbrar um sentido aberto e verdadeiramente nacional das políticas de emprego. Quanto à Justiça, ela está sujeita efectivamente à interferência do Governo, de forma escandalosa e inaudita, conforme discursou Passos ontem, no Pontal: Cândida e Monteiro têm sido uma espécie de agentes do Partido Socialista, tampões ao livre e limpo decurso das investigações quer no caso Face Oculta quer no caso Free Fork, repletos de trapalhadas, uma vez que o presunto de inocência dos políticos, com eles, é uma coisa mais papista que o Papa e mais garantística que a própria lei. Permissividade e abuso da Lei, pelos "socialistas" espelham-se na ultrapassagem do limite de idade pelo Vice-procurador Geral da República para o qual o "socialismo" afadigou-se a promulgar uma lei excepcional feita à sua medida. Portugal não suporta um partido que é o Estado e faz do Estado uma horta sem remorsos e sem decência.

3 comentários:

manuel gouveia disse...

PPC em breve vai descobrir que os empresários "dele" estão há muito no bolso de Sócrates. E entre uma certeza e uma promessa...

joshua disse...

Nisso dou-te toda a razão, Manuel.

www.angeloochoa.net disse...

in

http://mfm-a-roda.blogspot.com/2010/08/o-vazio-que-nos-rodeia.html

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1222189.html



Porque

Meu Deus, o Vivo,

Nos manda amar inimigos,

Dedico à extinta pide,

Aí piorinho reassumpta,

À Sociedade Psiquiátrica Portuguesa,

Ao Portugal dos Pequeníssimos Minúsculos,

A TODOS OS FILHAS DA PUTA DITA!



EPÍGRAFE À

ARTE DE FURTAR:



-- Que

Sena, Jorge

Escreveu (e (na pele) viveu),

Zeca cantou e gravou,

Ochoa, banido e, mil e uma vezes, de si espoliado, e a ferros acossado

De cor,

Lembrou e dedicou,

Não a João Gonçalves,

Que a despoletou,

Não à Argentina Sociedade dos Filhas da Puta Dita,

Mas à Portuguesíssima,

A Portuguesa

SOCIEDADE DOS FILHAS DA PUTA DITA S.A.R.L.:

--

«Roubam-me Deus,

Outros o Diabo,

Quem cantarei?



Roubam-me a Pátria,

A Humanidade

Outros ma roubam.

Quem cantarei?



Roubam-me voz,

Sempre que falo,

O Silêncio,

Quando me calo.



-- AQUI D’EL-REI!»