sexta-feira, janeiro 25, 2013

SEGURO E A HORA DOS CÃES

Todos os inimigos e ressabiados pela sede com que Seguro substituiu Sócrates têm agora a sua hora. Esses que se associaram àquele monte de estrume carismático e mandão mordem agora as canelas de Seguro conforme o fizeram desde a primeira hora. Esperavam dele o Inferno-em-Gente contra este Governo, esperavam dele uma lógica agressiva e exasperante como aquela por que se pautava o parisiense quer antes na posição de deputado, quer depois na de governante, perito em abrir brechas na confiança, na federação de esforços, brutalizando e traindo a frio qualquer suposto adversário político, na assunção de um compromisso. 

À Esquerda e à Direita, o brutal aumento de impostos sobre os rendimentos do trabalho que o OE2003 representa, condição temporária e sinal para inglês ver determinação e propósito, deveriam, de acordo com os seus detractores internos, levar Seguro a prometer aos portugueses diminui-lo para que fosse menos brutal, caso vier a ser Primeiro-Ministro. Com base em que receita? Seguro, portanto, que para os galfarros do ladrãozolas não servia e nunca serviu, agora é que já não serve. Talvez Costa. Nada mais odioso aos montes de lixo que se conservam leais e paus-mandados do grande empochador de comissões à pala da política que em Seguro em mistura com inépcia haja sobretudo decoro e prudência, uma vez que atrapalha o mínimo possível a imagem externa de um País sob o cutelo do consenso. 

Na verdade, Seguro tem garantido a seu modo o cumprimento quase integral das reformas estruturais que do Exterior se incentiva o Governo português a proceder. O Governo tem legitimidade para nos retirar da bancarrota, o que passa por fazer tudo ao contrário do que prometeu: quem nos introduziu na Bancarrota, traindo a Constituição e dando de barato o sofrimento massivo adveniente aos portugueses não pode queixar-se que tudo se faça, incluindo beliscar a Constituição, para que haja uma saída rápida deste fosso.

A cruz de Seguro é esse partido ávido e impenitente a que preside. Esta é a sua hora. A dos cães que tem à perna.

1 comentário:

Miguel disse...

Não gosto de Seguro, mas aquela escumalha socrática dá-me vómitos.