AMAR, AMAR MUITO
Por força de algumas circunstâncias, podemos ser remetidos ao grau zero da sociabilidade. Basta o auto-anulamento proveniente de uma situação prolongada de desemprego com o afundamento pessoal e familiar no nada, na irrelevância. Por causa de esse flagelo, como dizem os pivots dos serviços de informação, um homem pode enfiar-se num buraco. O outro lado completamente oposto é ter trabalho, amá-lo, amar os colegas e companheiros dele. Ser sensível à riqueza interior de cada qual, estabelecer empatias fortíssimas com as pessoas do dia a dia e resistir ao desejo de retaliação quando alvos de gestos persecutórios ou manias comparativas entre perfis e modos de ser e estar na vida absolutamente incomparáveis, mas sempre complementares. Dou graças a Deus por ter sido rigorosamente assim na mais completa alegria lá, onde bem longe me reencontrei.

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