CÂNDIDA, COMISSÁRIA POLÍTICA

É Duarte Levy, no DN, e não José António Cerejo, do Público, a demonstrar por que motivo triste e trágico Pinto Monteiro e Cândida Almeida andam hoje nas bocas de toda a gente como a pasta medicinal Couto, excluindo o sorriso, o bom hálito e as respectivas higiénicas demissões imediatamente apresentas. É de esperar o pior da comissária jornalista Fernanda Câncio com as suas reacções absolutamente facciosas e intempestivas contra jornalistas: irá encarniçar-se contra o pobre jornalista Duarte? Naturalmente. Afinal  revela-se nessa peça jornalística , única e exclusiva angústia de Cândida e Monteiro, ao ler o processo, era a vida e o percurso políticos do PM. Monteiro e Cândida deram o corpo ao manifesto, submeteram o pescoço por ele, correndo toda a espécie de riscos com a inabilidade de quem violenta e trucida a própria natureza. Estão todos no mesmo saco, na dependência favoritista que acomete os titulares de cargos nomeados politicamente. Foi por isso e para isso que deram inúmeras entrevistas, pondo o carro à frente dos bois da investigação. Foi por isso e para isso que se deram a toda a espécie de diligências mediáticas: para que, à partida e à chegada, Sócrates fosse, por força, inocente e a verdade apurada somente a conveniente. Não admira que, diante dos investigadores ingleses, os dois procuradores encarregados do Freeport não confiassem em Cândida e preferissem que ela não se encontrasse presente. Nem admira que Cândida afastasse Maria Alice Fernandes e Carla Gomes, equipa de investigação de Setúbal bem conhecedoras do caso. Cândida, pelo seu estranho comportamento subjectivo de interferência e perturbação, infere-se,  tratava-se nada mais que de uma comissária política do PM: «No documento do Serious Fraud Office (SFO), no capítulo "anotações da reunião", pode ler-se que, "de acordo com os procuradores portugueses (em confidência disseram-nos que não tinham confiança na hierarquia, representada na reunião pela sra. Cândida Almeida), o inquérito devia continuar na mesma base. O inquérito diz respeito ao possível envolvimento do primeiro-ministro José Sócrates no caso Freeport". Mais abaixo, os ingleses do SFO dizem ainda: "Durante esta reunião sobre o esquema de corrupção ficou claro para nós que a sra. [Cândida] Almeida era contra a ideia de que o primeiro-ministro português pudesse ter recebido qualquer suborno".»

Comments

Anonymous said…
Excelente. Até há uns dias andava preocupado por ser só o PGR a estar em causa e com receio de a amiga do Soares ser branqueada mas felizmente que agora está a ser desmascarada.

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