CAPAR O PODER DE INVESTIGAÇÃO
O José, do blogue Portadaloja, faz, no excerto a seguir transcrito, a síntese perfeita do que realmente se passa nas "investigações" e nunca veremos verdadeiramente exposto ou debatido seja num Prós & Contras seja num Expresso da Meia-Noite ou ainda muito menos num Eixo do Mal. Há um limite que o comentador e o jornalista do Regime não transcorre sob pena de perder o naco de presunto que lhe permite medrar comodamente na podridão em vigor que a todos lesa, enfraquecendo, aos mais diversos níveis, a boa moral e a auto-estima de um Povo. Se a impunidade ao mal alto nível está assegurada, tenho como perdida a esperança no meu mérito nesta Sociedade assim como no valor de quem se esforce e esfrangalhe apenas para sobreviver já nem digo progredir, tendo em conta o atrito colocado pelo lodo corruptivo nacional: «"O Ministério Público refere no despacho final que os autos contém abundantes elementos de prova que sustentam a forte convicção de que aos responsáveis pelo Freeport foram exigidas por diversas vezes, quantias em dinheiro, alegadamente destinadas às autoridades portuguesas e aos partidos políticos mais representativos."[...] Neste ambiente deletério, qualquer ministério do Ambiente é ou deveria ser suspeito, à partida. Porém, com a legislação existente e os condicionalismos que travam efectivamente a eficácia de qualquer investigação criminal, temos a impunidade assegurada e mais do que isso, o despudor de ver os suspeitos politicamente colocados e os seus apaniguados, às centenas, indignarem-se por terem sido apontados como tal e com vontade de reforçar ainda mais as garantias de impunidade, através dos mecanismos processuais que impedem a investigação. A actual tendência em capar o poder de investigação do MP e a sua (fraca) autonomia, insere-se neste contexto de grande falta de vergonha institucional. Vemos essa desfaçatez e a horda de apaniguados que defendem o chefe que lhes assegura a prebenda ou a renda imerecida ou mesmo por simples clubismo partidário que lobotomiza o bestunto. É este o panorama geral em Portugal, desde há muitos anos e quem manda sente-se muito bem neste charco, o tal "pântano", porque a podridão em que se imergiram nele viceja.»
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