segunda-feira, agosto 02, 2010

DOIS RESENDES

Sobre Bettencourt Resendes, partilho da perspectiva do João Gonçalves, a seguir transcrita. Tenho pena de não ter usufruído senão do Resendes das últimas prestações televisivas, por misteriosas razões confrangedoramente condescendentes com o socratismo, e não do outro, esse cujo percurso como director do DN é devidamente enaltecido pelo blogger referido e que passo a citar: «A partir daqui, o percurso profissional de B. Resendes deixou de me interessar e lastimo as prestações televisivas dos últimos anos que não serão, decerto, recordadas como o melhor do antigo director de um jornal. Há dois anos, porém, Resendes deu voz a uma coisa chamada Movimento Informação e Liberdade que, «constatando que se encontra em marcha o mais violento ataque à liberdade de Imprensa em 33 anos de democracia, decidiu juntar a sua voz à de todos os cidadãos e entidades que se têm pronunciado sobre a matéria e manifestam publicamente o seu repúdio por todo o edifício jurídico aprovado pela Assembleia da República.» É este director de um jornal - numa altura em que não sobrará um nome dos no "activo", ou porque são tratados e mudados como um produto ao lado das esfregonas da casa, ou porque são imberbes manipuláveis como cobaias em laboratório - que prefiro recordar.»

2 comentários:

floribundus disse...

hoje mostro imagens da morte
lamento a morte dum ser humano.
semmpre detestei este 'corisco mal amanhado'

joshua disse...

Gostei das sábias palavras dedicadas ao Mário por Pedro Correia.

Gostar de gostar das pessoas, acolhê-las com alegria, eis uma arte a acalentar. Toda a afabilidade e paciência que usemos para com os outros, mesmo quando maltratados e perseguidos, um tesouro acumulado e imperecível algures.

Ainda há momentos Luís Delgado, de cujo "comentário" nem gosto muito, relatava com simplicidade, na SICN, a saga das últimas semanas.

No limite, o Mário sentiu o desejo da Extrema Unção, que é um Sacramento de Cura integral e não de desengano. Mas desejava-o ministrado pelo seu amigo de infância Padre Rego, o que se conseguiu.

Como relatava o Luís, chamando-lhe um milagre (coisa tão luminosa e absolutamente transcendente como discreta para quem o viva) no dia seguinte, o Mário estava assombrado por estar ainda vivo.

Interrogou a enfermeira sobre se estava de facto. Contra as suas expectativas, pôde prolongar o convívio com os que amava por mais algum tempo e depois partir, como partiu, em total serenidade.