Sobre Bettencourt Resendes, partilho da perspectiva do João Gonçalves, a seguir transcrita. Tenho pena de não ter usufruído senão do Resendes das últimas prestações televisivas, por misteriosas razões confrangedoramente condescendentes com o socratismo, e não do outro, esse cujo percurso como director do DN é devidamente enaltecido pelo blogger referido e que passo a citar: «A partir daqui, o percurso profissional de B. Resendes deixou de me interessar e lastimo as prestações televisivas dos últimos anos que não serão, decerto, recordadas como o melhor do antigo director de um jornal. Há dois anos, porém, Resendes deu voz a uma coisa chamada Movimento Informação e Liberdade que, «constatando que se encontra em marcha o mais violento ataque à liberdade de Imprensa em 33 anos de democracia, decidiu juntar a sua voz à de todos os cidadãos e entidades que se têm pronunciado sobre a matéria e manifestam publicamente o seu repúdio por todo o edifício jurídico aprovado pela Assembleia da República.» É este director de um jornal - numa altura em que não sobrará um nome dos no "activo", ou porque são tratados e mudados como um produto ao lado das esfregonas da casa, ou porque são imberbes manipuláveis como cobaias em laboratório - que prefiro recordar.»
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53

2 comentários:
hoje mostro imagens da morte
lamento a morte dum ser humano.
semmpre detestei este 'corisco mal amanhado'
Gostei das sábias palavras dedicadas ao Mário por Pedro Correia.
Gostar de gostar das pessoas, acolhê-las com alegria, eis uma arte a acalentar. Toda a afabilidade e paciência que usemos para com os outros, mesmo quando maltratados e perseguidos, um tesouro acumulado e imperecível algures.
Ainda há momentos Luís Delgado, de cujo "comentário" nem gosto muito, relatava com simplicidade, na SICN, a saga das últimas semanas.
No limite, o Mário sentiu o desejo da Extrema Unção, que é um Sacramento de Cura integral e não de desengano. Mas desejava-o ministrado pelo seu amigo de infância Padre Rego, o que se conseguiu.
Como relatava o Luís, chamando-lhe um milagre (coisa tão luminosa e absolutamente transcendente como discreta para quem o viva) no dia seguinte, o Mário estava assombrado por estar ainda vivo.
Interrogou a enfermeira sobre se estava de facto. Contra as suas expectativas, pôde prolongar o convívio com os que amava por mais algum tempo e depois partir, como partiu, em total serenidade.
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