«LAMENTO, MAS TEMOS DE A MATAR»
A literatura está cheia de narrativas de assassinos "misericordiosos", incapazes de recuos, mas que pedem desculpas às suas vítimas, num derradeiro sussurro, pelo que estão na iminência de perpetrar. Trata-se de uma metáfora, mas deve ter sido mais ou menos isto o que a cúpula da PGR declarou à Verdade inteira, nua e crua, do processo Freeport: "Lamento muito, Verdade, mas temos de a matar!" No entanto, este tipo de liquidação comporta uma alteração imprevista dentro do voltarete irónico e caprichoso da História. Pedro Lomba detém-se sobre o problema, explicando-o por outras palavras: «Basta ter acompanhado nos últimos dias a imprensa (Público, DN, Expresso) para perceber que Pinto Monteiro e Cândida Almeida se contradizem ou são contraditados pelos factos. A interpretação a que alguns acriticamente aderiram sobre os procuradores-infames que não ouviram Sócrates porque não quiseram, pois tiveram mais do que condições para isso, era inteiramente falsa e deslocada.»
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