DA BLOGA ESDRÚXULA
Rui Costa Pinto redige um aforismo que basicamente resume um dos pontos de interrogação axiais do despacho de arquivamento/acusação, caso Free Fork: «Continua a ser necessário esclarecer, oficialmente, por que razão as perguntas a fazer a José Sócrates e afins estiveram sujeitas a uma negociação completamente esdrúxula.» Em face disto, muitos de nós, bloggers, deveríamos perguntar-nos por que se multiplicam ideias igualmente a tender para o esdrúxulo, como as de Ana Matos Pires, em resposta ao Pedro Correia, ao insistir nisto: «[...] a falta de oportunidade dos procuradores para questionarem quem entendessem é, no mínimo, bizarra e ridícula, tal como a maneira como decidiram "dar despacho" à coisa. Se o fizeram após negociação com a directora do DCIAP a bizarria e o ridículo estendem-se também a ela. Recordo que a discussão "técnica" sobre o assunto anda por aí e as opiniões não são consensuais. Do teor e da relevância para o processo de algumas das ditas nem falo mais.» Se efectivamente, os procuradores, excluindo Cândida, tivessem podido dar de beber à dúvida, interrogando sua excelência, o PM e o actual Ministro da Presidência, não estaríamos por aqui e por ali a debater o sexo dos anjos.
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eu sou extra-terrestre