domingo, janeiro 31, 2010

O SUBSIDIOCRATA

Uma das razões por que, no Porto, Sócrates saíu à rua e ousou encarar quer as vítimas do BPP quer a multidão circundante, entabulando tartamudeada converseta, foi por ali estar tudo controlado. Com subsídios! O Porto é uma cidade desactivada e moribunda. Os subsidiados mais humildes não se rebelam porque não conseguem vislumbrar inteiramente o veneno que lhes é inoculado pela velha inactividade paga, com tabaco e vinho tinto fáceis. Porque há um lado acomodatício e caciquista em subsidiar e este PS socratesiano explorou-o à exaustão antes das legislativas e autárquicas, assediando votantes como Jack the Ripper assediava miseráveis moças. Portanto, no Porto a coisa está sempre controlada. O povo é humilde e simples. Lê, mas não entende o latim dos jornais. Um governante, em plena hecatombe dos números e das perspectivas, pode dar-se ao topete de mostrar a cara. Há, porém, outra casta de altamente subsidiados e favorecidos pelo Regime fabuloso da República Maçónica que está a ficar, de dia para dia, mais e mais descontente e infeliz. E isso pode ser auspicioso, pois quantos mais desiludidos e desacordados houver com o estilo rançoso do poder vigente, mais hipóteses terá Portugal de voltar a ser governado por amor do seu povo, com verdade e competência, antes que o pior deflagre. O tempo não perdoa e o País corre risco de vida.

OS BLOGUES DO GOVERNO

Os blogues oficiosos do Governo fazem um trabalho notável de propaganda e contra-informação. Não há como eles para instilar no oponente desânimo e ignorância da verdade completa, pois só manipulam segmentos e partículas convenientes dela. Arriscaria a aposta de que parte da grossura do nosso défice se deve, como sugere, e bem, Carlos Santos, ao quanto tais blogues oficiosos têm custado astronómica exorbitância há mais de quatro anos impendendo sobre o erário público: «Parece-me, aliás, particularmente curioso que ao terceiro dia nada se tenha escrito nos blogues oficiosos de apoio incondicional ao governo a este respeito. Enquanto uns estão preocupados com as Burkas, e outros com a ajuda dos EUA ao Haiti, a Câmara dos Assessores Anónimos pagos pelo erário público, mistura as burkas com a culpabilização das agências de rating. Sobre o défice, dizem zero! E selectivamente citam a crónica de Pedro Adão e Silva ignorando a parte em que ele diz: "(...) pode um Estado como Portugal agir de outro modo e não cuidar do modo como os mercados nos olham? Não, até porque a dimensão dos nossos desequilíbrios orçamentais é assustadora". A isto se chama propaganda. No Titanic, esta malta seria a orquestra!» Carlos Santos

DIABÓLICA URDIDURA DO TÚNEL

«NUNCA MAIS CHEGA LUZ DECENTE AO FUNDO DO TÚNEL DO BENFICA Segundo o Expresso, o relatório de segurança da PSP sobre o que se passou no túnel da Luz confirma inequívoca e indiscutivelmente que os jogadores do FCP foram provocados pelos stewards da Prossegur contratados pelo Benfica para, supostamente, garantirem a segurança das pessoas. Esse relatório foi enviado para o DIAP e para a Liga a 4 de Janeiro (há um mês) e será, no mínimo, um pouco mais independente do que as declarações dos responsáveis do Benfica, dos tais stewars e da empresa de ‘segurança’ do Benfica. Parece também que o Presidente da CD da Liga veio já dizer que o inquérito se está a fazer dentro dos prazos processuais previstos e, na mesma linha, o assessor do Benfica (um tal de João Gabriel) veio dizer que o FCP não tem razão de queixa porque se a pena mínima for de três meses os jogos de suspensão serão descontados. A imbecilidade da afirmação do assessor é evidente: parte do princípio (ele lá saberá…) de que os jogadores do FCP serão castigados. Só que a tolice não funciona se os mesmos jogadores forem absolvidos. A imbecilidade da afirmação do outro também é evidente. Qualquer um sabe que são urgentes os processos em que estejam arguidos presos preventivamente. Numa situação destas como a de que falo, em que existem jogadores suspensos, seria natural que o inquérito da Liga fosse mais rápido. Mas isso possivelmente não interessa. De resto, o inquérito e as averiguações são de uma simplicidade infantil. Desde logo porque uns tais de stewards de uma empresa de segurança privada contratada por um clube (o Benfica) não são seguramente as pessoas que a norma em causa visava. E com isto o assunto não merece mais caracteres. Depois, porque é já do domínio público que esses tais de stewards provocaram ignobilmente os jogadores do FCP. Sejam do FCP ou de outro clube qualquer (e em “outro clube qualquer” incluo obviamente o Benfica), os jogadores não devem nem têm de ser provocados por este tipo de gente que supostamente deveria estar a garantir a segurança e a proteger os próprios jogadores que vão de boa fé a casa do adversário. Por fim, por uma evidência: se não fossem provocados, que motivo teriam os jogadores do FCP para agredir uns quantos seguranças? Se fosse uma zaragata entre jogadores de ambas as equipas, ainda poderiam existir dúvidas. Mas seguranças? Alguém acredita que qualquer jogador de futebol perca um segundo a incomodar-se com os tipos de colete se não for por eles incomodado? Que saiba sequer a cor do cabelo deles? Que olhe para eles? Um jogador de futebol, qualquer que seja o clube e por muito mal disposto que estivesse, lembrar-se-ia de agredir gratuitamente pacatos e inocentes seguranças? – A história não faz sentido nenhum. A confusão deu-se porque os ‘seguranças’ do Benfica a provocaram. Por isso é manifesto que a alegada agressão de Sapunaru (quanto a Hulk parece ter havido uma tentativa falhada) ao steward que o insultava e empurrava se deveu exclusivamente ao comportamento desses stewards. Num país decente, os jogadores do FCP teriam já recebido um pedido de desculpas do Benfica e o clube da Luz seria severa e rapidamente punido pela CD da Liga por não só não garantir a segurança dos jogadores adversários nas suas instalações como também por permitir que os supostos seguranças provoquem os jogadores adversários. Mas isso seria num país decente e com gente decente. E nada nos Liga a isso.» Vasco Lobo Xavier

CANIBALISMO

Uma das coisas mais cínicas de se dar a entender é que um grupo de trabalho tem futuro mesmo quando a dois extraordinários jogadores pouco falta para se canibalizarem em dado momento num dado jogo. Jesus bem pode tentar salvar a situação gerada entre Cardozo e Martins, mas será bom que o desejo de marcar se manifeste de outra maneira naqueles. Todos os excessos de zelo são admissíveis nos treinos e ainda mais se não detectados pela imprensa. Excessos nos jogos entre colegas, não. E, sim, conflitos de essa monta em plena competição desautorizam o treinador, alguém que, já agora, empolga toda a gente, mas ainda não ganhou nada e não sabemos se ganhará, apesar do ar estiloso com que fala.

BLOGUES SUPOSITÓRIO

Cá está um blogue do Poder cujos autores parecem ser, ou são mesmo, exactamente os mesmos destoutro blogue do Poder e deste blogue do Poder. Quando grafam insultuosa e indecentemente "direita", o que na verdade querem dizer é que nada pode pôr em causa o seu-deles-blogues-do-Poder, pequeno grupo de ladrões, actualmente no e ao serviço do Poder. Para eles, isso constitui realmente a única ventura e o único escopo: uma vez no Poder, continuar a ser a todo o custo Poder, para além de tudo e por todos os meios ilícitos e ilegítimos. Para isso, até as próprias mães venderiam como têm vendido Portugal, os Portugueses e todas as adjacências. É o chamado mandarinato das assessorias encarregadas de cuspir mentiras à velocidade da luz e com a intensidade de um Íncubo. Agora, o trémulo leitor perguntaria, se fosse civicamente atento, e quem é que paga essa extensa bichaneza blogante ao serviço de um Poder-Latrocínio sobre Portugal? Quem lhes paga é o Príncipe das Trevas. O Diabo em figura de gentalha é quem lhes paga. O Mal personificado e personificável alguma vez imaginável em Portugal paga-lhes por grosso e atacado. É uma espécie de Maligna Casa da Impiedade e sem qualquer Misericórdia. O que faz pena, e supera todos os requintes da ironia, é que o faça precisamente com o nosso dinheiro.

31 DE FALÊNCIA

Vá, podem ir embora, os bimbos e actores do Porto. Foi muito lindo, mas não deu em nada. Ainda hoje não deu em nada. Não há nada para comemorar. Não se comemora o roubo sistémico aos portugueses que a República possibilitou nem se inventam ideais à última. Não é possível comemorar a usurpação da democracia, baseada no Direito e na Justiça, pela Maçonaria dos favores, das cunhas e das excepções. Não se comemora a libertinagem sanguinária da Carbonária. Não há nada para comemorar hoje, dia 31 de Janeiro. Ala para casa, bimbos! Não se comemoram os assassinatos politicos que advieram sucessivos à tosca republicanice instituída porque imposta como boa, sendo o que foi e ainda é: desastrosa, basta olhar para os jornais todos os dias e no como não dá em nada esses crimes político-económicos, uns após outros. Se quiserem comemorar a bancarrota da I República em ano de mais que certa bancarrota, tudo bem, façam favor, comemorem.  Registamos a ironia de a República se comemorar em ano de Bancarrota, 2010. Sim, porque isto, desde há cem anos, tem sido um só rapar para «socialistas, laicos e republicanos», desastre ao descolonizar, avidez por ouro, dinheiro, marfim, decisões danosas. São eles, esses cromos estomacais, os novos ultra-frades mendicantes locupletando-se de fêmeas, de putos, quando ninguém está a ver, e das benesses do Regime e é graças a eles que hoje o Poder Socratino não olha rigorosamente a quaisquer subterfúgios nem estratagemas para se perpetuar, para se escudar dos seus próprios lixos e incompetências agressivas, para lançar uma nuvem de Merda Mediática que manobre com Mentira um povo iliterato e crédulo. A República está muito para além do roço ao crime. Nasceu do Crime e prossegue em conformidade. Para se perpetuarem, há pândega, vale tudo, é carnaval. Comemora-se a República de todos os desastres. Ninguém se incomoda. Não há vergonha na cara.

sábado, janeiro 30, 2010

ESTEROIDE VERMELHO

Gostei do jogo do Benfica. O glorioso clube de essa bola de alegria e humanidade, Magnusson, deslumbra sem qualquer sombra de dúvida. Martins é um português com bombas hidráulicas nas pernas possantes e milagrosas. A equipa deve-lhe muito. Longamente infeliz e lesionado no Sporting e é o que se vê. É bom que Queirós não o enjeite para o mundial pois aqueles tiros e repentes podem fazer muita faltinha, nem que seja a cinco minutos do fim. O Benfica joga e convence! Nunca o neguei. Há ali uma enorme energia. Irradia de Jesus. Por vezes estranha. Uma sinergia de futebol ofensivo, cortante, que sabe o que quer. Esse não é o meu ponto. O meu ponto consiste na urdidura com que se está a prejudicar deliberadamente o FC Porto dentro e fora do campo em que actua. Sem necessidade! De regresso a este jogo, adultera o espectáculo o facto de Javi Garcia não ter sido expulso com vermelho directo por ter espetado os pitões na perna do adversário. Uma vez mais, o árbitro esteve em défice oftalmológico. E é por estas que as coisas esturram.

PELO BAPTISMO DOS BOIS

Pois é, Daniel, terá de encontrar-se modo de dar nomes aos bois. Eu, por mim, quero ir a esse baptismo e atirar foguetes quando finalmente tiverem nome e biografia. Os nomes por trás de esses blogues «financiados pelo actual poder»,  escondidos sob pseudónimos, que defendem o seu patrão ou coutada de interesses, não olhando a meios, nem à verdade, nem à mentira, nem ao certo, nem ao errado, nem à Lei nem à ética, nem aos limites, nem à vergonha nem a coisíssima nenhuma, sabendo quase tudo de todos e por vezes até mais do que cada qual sabe de si, e por isso podem bem ter presos e apertados pelos colhões gente com altas responsabilidades e que anda caladinha, quando deveria falar e insurgir-se. São blogues manufacturados por assessores, «guardas pretorianos», com acesso a informação privilegiada, que fazem circular truncada, tratada. Monitorizam a blogosfera, minimizam danos, fazem cortinas de fumo, anulam a adversidade dos factos mais puros pela lógica da mentira mil vezes repetida por várias vozes, lógica de matilha. Fazem a propaganda ao Poder em vigor que depois os cumula de bênçãos, ajudas de custo, vencimentos principescos. São torpes e bem pagos com dinheiro de sangue: o meu sangue derramado num suor explorado e duro; e o vosso, nas angústias e insónias de todos os dias. São mastins da informação adulterada e da propaganda ao serviço, não do interesse geral e da verdade, mas do Poder enquanto objectivo absoluto. Sentem-se blindados pelo lado holístico da tecnologia de informação que dominam. Acham-se protegidos nos seus actos que roçam os mais lodosos e monumentais processos de controlo de psiques pelo antigo KGB. São Câmaras de Ressonância ao serviço do Príncipe das Trevas, preparadas para Mentir por Atacado. Amam o Diabo e servem-no já que tem figura furibunda de gente. São muitos. Mamam muito. Dizem todos o mesmo. Vivem do anonimato. Pois esse anonimato, não tarda, vai acabar! Mal. Muito mal.

PELA VAGINA DOS STEWARDS DA LUZ

Que não. Felizmente, não há outros túneis além do malcheirento habitual. O que se viu foi somente mais futebol onde ele era necessário: entre as hostes portistas, com a velha garra e a ainda mais velha força anímica. Isto de ser beneficiário de uma expulsãozita e de um penaltizeco inteiramente justos uma vezinha por ano, não conta, quando há outras equipas que o têm por certo, jogo após jogo de colo e cueiros, e por dá cá aquela palha. E isto é verdade mais folclore, menos folclore. (Manuel Machado, aliás, depois de ter ficado celebrizado com a máxima do "cretino", não sai de casa sem um slogan preparado!) A Liga aquece e há quem comece a tremer.  

TORPEZAS E ÊNFASES

Não se espere da espécie humana, por vezes, aquela abnegação triste e pesarosa; não se espere a entrega incondicional de médicos ou outros profissionais da área em face do abismo da dor do outro. Quando é demasiada, advêm a dormência ética e o torpor moral, defesa inconsciente, quem sabe? Por vezes, o prosaico aflora, no meio do sangue, e a vontade de rir e beber, precisamente no cerne das lágrimas alheias. Urge soltar cada qual os seus demónios e aceitar-se tal como é: passível de paradoxo, insensibilidade, oportunismo. Deprimidos, não vamos lá. Compassivos e comedidos, a julgar por este exemplo, também parece que não. Loucos, talvez. É por isso que, não mudando inteiramente de assunto, como poderia pensar o langoroso leitor, não se deve crucificar nem linchar Sócrates precisamente agora, embora mereça castigos corporais e de natureza financeira pela grave salgalhada político-económica perpetrada em plena farsa democrática: o mal está feito e prolongar-se-á nos seus efeitos. É preciso condescender com a pessoa já que ao político lhe foi dada rédea solta e ainda hoje nada acontece com a montanha de escândalos e de estercos acumulados. Quem se deixou enganar ou simplesmente pensou que não havia alternativa ao reluzente engano, paciência! Vai pagar por isso. Tanto quanto os pobres doidos que andaram, e ainda andam!, por aí a vociferar verdades e alertas sobre tal incomensurável Ego Lustroso, ávido de dinheiro e controlo, de onde emergem todos os excessos chavistas encapotados e todas as mentiras danosas da multidão insciente. Afinal, o nosso terramoto sócio-financeiro não é nem será menos trágico ou menos grave que o terrível haitiano nem nos faltam médicos que riem e bebem antes de amputar a nossa legítima paz de espírito.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

CHARLA SOCRATINA

Somos cada vez mais um País incomparável, porém no pior e mais infeliz dos sentidos.

LYING THROUGH HIS TEETH

NEM EM VINHOS E KIWIS

Belmiro está furioso. Tem toda a razão. Tem perdido margem. O Governo treme, titubeia, colapsa nas contas, nos mínimos credíveis. Teixeira dos Santos quer mal-governar de graça. Belmiro sabe que afundamos. Está cada vez mais difícil explorar o pequeno português, maximizar-lhe o suor, justificar-lhe a larica. Não há a quem vender. Comprar já foi. Será que pensa como Ricardo Espanhol Salgado e também quer fugir com mamas e bagagens, para fora do País, se lhe ousarem tributar a actividade? Nós? Em risco de ficarmos uma aldeia de vinhos e kiwis? Não nos suplantaram já (até mesmo nesse pouco) by far os espanhóis?!

10%, DÉFICE COM MARCA REGISTADA


É tarde. Inês é morta. «Está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice...» Se a vergonha matasse... Lutei contra o embuste socratista bem mais de quatro anos. Combati-o desde a primeira hora inautêntica, moído de asco por isso farfalhante, oco, insensível, opressor, desprezivo de gente concreta. Desanquei nessa incomensurável vaidade danosa, obstinadamente surda. Combati-o apesar e para além da dormência. Mesmo Ameaçado. Mesmo desdenhado. Mesmo esbulhado. Mesmo prejudicado. Agora, perante, tais factos deploráveis segregados pelo Embuste, só me resta ter pena de um povo toureado, bruto, ainda mais vocacionado para matar os seus profetas e amar os seus Barrabás que o bíblico Israel. Serei, no entanto, o primeiro a salvar a pele de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa quando vierem essas hienas tardias a linchar um só homem responsável pela desgraça semeada por quase todos. Houve um tempo para acordar. Ignoraram-no, País-Ulisses desfalecendo de paixão pelas sereias e solto do mastro. Agora não canalizem sobre a loucura de um só essa torpe frustração virginal de violados acabadinhos de acordar. É tarde. Apanhem os cacos e sentem-se nos cactos.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

BLAST FÊMEA

«The blast» é todo este tempo de bolhas especulativas e explosões constantes, tirando serem também pólvora essas moças-fêmeas arfando por ser algo.

VÁ PARA A GRÉCIA CÁ DENTRO


«... além das empresas públicas, existe uma miríade de fundações recentemente criadas para a compra de votos e das quais pouco se sabe. A Fundação para as Comunicações Móveis, que serviu de veículo para financiar a oferta dos Magalhães e quejandos, é o exemplo mais significativo. Junte-se a isto o prejuízo das centenas (ou serão já milhares?) de empresas municipais e quase que aposto que chegaremos a um défice efectivo na casa dos 10% do PIB. Preparem-se para ter muitas e desagradáveis surpresas quando Sócrates cair e se destapar tudo o que está escondido.» Luís Rocha 

terça-feira, janeiro 26, 2010

LÓGICA PERVERTIDA DOS PARTIDOS

Porque também eu fico incomodado, entre outras coisas, com a defesa derreada feita pelo CC à autopropositura de PPC à frente do PSD. E porquê? Porque PPC seria o perfeito obviador  de Sócrates, além de seu duplo e émulo, caso o pior cenário  de ascensão à liderança se verificasse. Por várias razões, vale a pena ler este apontamento do Pedro defendendo-se de um tipo de ataque já habitual dentro daquela genética lamacenta das assessorias governamentalescas contra-informativas, rumorejantes, intriguistas: «... os partidos funcionam presentemente numa lógica interna bastante pervertida. Precisam de profundas reformas internas; de combater as práticas clientelares e conquista fraudulenta do poder; de funcionarem menos como "agências de emprego". É uma outra conversa, exige uma análise institucional que nos recusamos a fazer ou não fazemos bem. Acompanhemos os trabalhos da comissão contra a corrupção e vejamos o que dali sai. [...] Nunca mais tive qualquer contacto com qualquer governo e impudicamente digo (porque o contexto pressiona para que o faça) que, se um dia voltar a desempenhar quaisquer funções públicas, até é provável que os meus rendimentos se reduzam com esse passo. Não estou a falar disto para responder ao terrorismo pessoal que vem das corporações assessoras, mas porque leio este post de uma pessoa que eu julgava respeitável como o Eduardo Pitta e fico incomodado.» Pedro

ABEL PERU FAISSAL PAVÃO

O Islão, acredito!, deve ser mesmo espiritualmente muito sedutor e o Abel Xavier Faissal converteu-se-lhe. Excêntrico como um peru arvorado em pavão, não é de estranhar. Ok! Adeus, carne de porco e noitadas malucas! Com um pouco de sorte, os novos irmãos do Faissal não implicarão com as suas lentes de contacto esverdeadas e o seu cabelo/barba ultra-oxigenados. Ou bem que agrada a Alá e aos irmãos ou bem que não agrada!

CONVÉNIO DE ESGANADOS

Parece promissor do conceito de espectáculo que seja o Benfica a deslocar-se a Alvalade para defrontar o Sporting nas meias-finais da Taça da Liga de futebol, a 9 ou 10 de Fevereiro. Há tempo suficiente para, com algum estratagema criativo, fazer com que o Sporting fique lesado num ou dois jogadores cruciais. Vai uma aposta de que Liedson ou outra peça fundamental dos Leões será arrumadinha com tranquilidade? Além do mais, depois dos factos deploráveis da época anterior com Lucílio pelo meio, é de supor nesse jogo um ajuste de contas redorado. Para além de tudo, tratar-se-á de um convénio de clubes infelizmente esganados nas contas correntes, na ânsia de títulos, na conflitualidade habitual. Tal como Portugal, ambos precisam de resultados, sangue frio, qualidade desportiva, arte do sigilo, blindagem dos balneários. Já poderiam ter aprendido muito, nesse âmbito, com o FC Porto.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

ESSA REPÚBLICA-ABORTO

A República dos múltiplos assassínios e brutalidades quer comemorar-se, comemorando a sua vergonheira jacobina e respectivos golpes, banhos de sangue, abusos. Nada como rumar ao cemitério onde jazem os regicidas, com o cinismo de se tratar do dia prévio, 31 de Janeiro, à consumação dos consabidos actos vergonhosos de Fevereiro, 1908. Um dia, pacificamente, com o voto singelo de um Povo lúcido, esses donos e herdeiros da usurpação e dos frutos do assassinato do então Chefe de Estado, saberão como se instaura um Regime na Justiça e na Liberdade. Sem sangue! Sem terrorismo! A verdade é que cumpre limpar Portugal dos que se cevam de este Regime e mantêm uma maioria do Povo na dependência magra do Estado, ainda por cima grata, essa turba, pelas escassas migalhas facultadas! Quantas desgraças vieram após assassinatos de essa natureza aqui e por essa Europa fora! Um povo que rigorosamente se levanta e se livra de um tirano, seja ele quem for, é uma coisa. Outra, diversa, é o nada, o vazio, abertos pelo mais abjecto e covarde dos actos de sangue. Este Regime faliu moralmente e prepara-se para falir em grande, no plano económico, graças à estúpida obstinação de quem o mina.

COMISSÃO DE ASNOS

A tuneladora dos casos e das acções marginais ao futebol, tuneladora viciosa e oportunista, está plenamente funcional em mau. Estas punições propaladas assassinam desde logo completamente a Liga no seu todo, assassinando o carácter e a carreira de dois jogadores do FC Porto, depois de apanhados na armadilha montada pelos «stewards» ou vestidos à «stewards» da Luz. A Liga portuguesa já é infantil, frágil, ambígua e duvidosa quanto aos controleiros de serviço e reguladores de resultados multi-relvados. Como é que se permite à Comissão Disciplinar da Liga (comissão certamente ad hoc e picada nas nádegas para instruir muito devagarinho a bem dos que nela mandam) destrua o pouco que ainda resta à dignidade futebolística nacional, com tal ranço tendencioso?! Eis uma instrução desastrosa, tiro no pé do futebol português, aliás sem qualquer moral para castigos exemplares!

POBRES, SÓ!



O Joãozinho por vezes mete-se "com a gente", reescrevendo a personagem Salazar e refazendo a história nas minudências volúveis da sua biografia epistolografada. Gafada! A mim parece-me que Salazar foi um camaleão político que se apaixonou derreadamente por si mesmo, como de resto já sucedera com um Júlio César e tantos outros autoconceituados como "imprescindíveis" a dado momento. Foi "rei" dentro da República sanguinária em que surgiu como pacificador, homem providencial, austero, disciplinador. E reinou absolutamente na pobreza humilde e pela pobreza humilde da multidão, código de honra de um regime viscoso na ignorância sóbria ou alienada promovida e na fama das boas contas públicas. Hoje os nossos pobres republicanos maçons estão de baixa no meio de um povo que, precisamente, não é nem uma coisa nem outra, republicano ou monárquico, mas sempre poderá ser por alguma ideia de Portugal que, por uma vez, funcione e galvanize. Um povo de pobres e pequeninos, não é verdade?!

domingo, janeiro 24, 2010

ASSASSÍNIO DESPORTIVO

É tudo muito lindo. Na Taça da Liga prosseguem FC Porto, Sporting e Benfica. O normal. O que não é normal é o assassínio desportivo de dois atletas do FC Porto e a arrastadeira insondável dos castigos que a imprensa vai anunciando futuros. O País do Futebol pergunta-se justamente que raio de obscenidade mal explicada é essa que dita a ausência de Hulk e Sapunaru dos campos de futebol por tanto, mas tanto tempo e ainda mais algum e isto antes de qualquer espécie de conclusão. Enquanto esse nojo continuar, nojo igual a outros praticados na política e na economia apenas porque a verdade não interessa nem a transparência, não haverá grande margem para paz. O cu de Judas do futebol português não se pode dar ao luxo de fazer haraquiri desportivo com este tipo de questões de ronha, onde impera a politiquice e o mero oportunismo. Sim, porque não se trata de outra coisa.

«CONCUBINATO RASTEIRO»

O que estão a fazer a Hulk/Sapunaru e, logo, ao FC Porto, constitui um dos maiores abastardamentos das leis do futebol. Jogo imundo, onde nada é límpido, nada está esclarecido nem faz qualquer sentido! Perante isto e isto a conclusão não pode andar longe de esta síntese de FJV: «É este o concubinato rasteiro entre o CD da Liga, muito folgueiro e velhaco, e os peralvilhos da bola, com a protecção de uns facetos que passam por gente.»

A PITONISA ALMEIDA

Os jornalistas ainda não aprenderam a poupar-nos de aturar essas velhas (no mau sentido) personagens facciosas no que quer tenham a dizer ao País: viciaram tudo à sua passagem com matéria viciada equivalente ao escutado em mil milhões de escutas a Pinto da Costa. Quem trafica influências e dá bónus e prémios regimentais a amigos, a quem queira servir a família político-interesseira, não tem voto na matéria. Está isento de linguajar profecias importantes e fazer de pitoniza. Ainda é tempo de pedir desculpa porque esta gente pesou enormemente a Portugal. Desmandos e desmazelos tiveram a sua chancela tácita ou explícita. E ainda têm a palavra de druida-senador porque lha dão, que a não merecem. Cansaço de Almeida Santos. Cansaço de Mário Soares. Cansaço de Sócrates. Os mesmos rostos, o mesmo afundanço nacional no oblívio e na mais imoral desorganização. A questão portuguesa já não é saber se um chumbo ao OE fará cair este Governo, mas por que motivo ele chegou sequer a ser Governo em primeiro lugar, com tanto lixo acumulado. De resto, em face do descalabro das contas públicas e do desempenho macroeconómico, estou certo que o desejo predominante neste Governo é cair. Sócrates deseja cair e ter a quem atribuir culpas próprias, depois da estupidez unilateralista com que devastou o território ao toque de caixa da sua preclara cabeça pseudo-hollywoodesca. Guterres, por muito menos, também fugiu. Levou consigo o "diálogo" e as contas de cabeça (erradas) do nosso PIB. Se Sócrates fugir e se atirar ao chão, sem falta, como no futebol, terá o PIB como dor de cabeça e o estigma insanável de ter abusado da sorte e do lado oco e manipulador da imagem.

DITADURA DE MEDÍOCRES

Culpas? Os que fizeram do poder político em Portugal sua coutada, gente no seguimento desastroso de Mário Soares e com esses mesmos genes de exclusivismo e paleio deslumbrado por uma liberdade perdulária, ainda lá estão como se nada fosse.  Disseram à saciedade: «Pusemos as contas públicas em ordem», velho refrão salazarento para enganar pacóvio crédulo, ostentam a façanha de um défice orçamental português próximo dos 8,5% do PIB, o mais elevado dos últimos 24 anos, e uma dívida pública directa que já ultrapassa os 90% do produto. Batam palmas e exultai, portugueses! Dizem que foi devido à crise internacional. Eu digo que há limites para a sofisticação da mentira com gente muito dada a ela, numa longa vida de mentir. Tudo bem, desde que o parvalhão continue a sorrir, a falar de confiança e a fugir com o rabo traçado aos casos malcheirentos que os seus homens de mão encobrem com tranquilidade.

TROCA-TINTAS

E já avisaram o vosso amo, o PM, que amizades e negócios com loucos alucinados são ainda mais perigosas?! Uma pessoa lê um texto destes e tem de estranhar que esta gente caia em si, mas só à derradeira. E das duas três, Chávez estava fora de si quando fez negócios com Portugal na má-fé de os não respeitar; Sócrates estava fora de si quando fez negócios com Chávez com aquele 'rigor' e 'competência' de Portugal nada ganhar com eles; Chávez e Sócrates, vaidosos e irredutíveis, estavam a brincar respectivamente com o povo venezuelano e português porque estão ambos loucos.

DOIS GALGOS GALGAM

Criativa e ousada, como só ela, e tomando a biologia canina como filão metafórico, a suculentíssima Joana não erra nesta análise. Entre o galgo-bulldog Alegre e o galgo-caniche Cavaco há factores que jogam diferencialmente. Nenhum dos galgos me entusiasma, porém. A coisa em Portugal, no plano presidencial, não prima pelo carisma pessoal, pela independência política e por isso mesmo não é passível de qualquer aclamação popular, senão a genuflexão do nosso conformismo perante o pro-forma curricular de esses políticos consabidamente mercenários. Ao fim de trinta anos de salários baixos e dívidas altas, está quase toda a gente cansada de votar também nessa coisa semiconsagratória e sobretudo comendatícia chamada Presidenciais. 

ELES TWITTAM


Achei caricato saber isto assim, mediante o Twitter. Se não é o Twitter, não sei a que mundo ou a que informação aportaremos, uma vez que está instalada, e bem, a murmuração planetária. Quanto ao conclave governo/PSDois, é de esperar que não nos matem de impostos directos ou indirectos, mas abram as portas da transparência às administrações, aos contratos e negócios a fim de que percebamos a sua boa vontade a bem de Portugal. Esses dois partidos do miolo, porém, não têm remédio. Apropriaram-se da vida pública e política portuguesas como se não houvesse mais espaço à emergência e afirmação do cidadão autónomo e livre para ser parlamentar e político naturalmente, coisa interdita. A vida pública e política, a continuar fechada à participação activista do cidadão comum quando autoproposto parlamentar, serve apenas os interesses de esses que esquartejam os dinheiros públicos a fim de satisfazerem as suas clientelas, os seus Godinhos, os homens e mulheres de mão, tecnicamente incompetentes. Politicamente rapaces.

«A TOQUE DE CHICOTE»

E o Tiago nem cita os casos ainda mais graves em que, após ter sido objecto de investimentos na ordem de 500 000 euros em apetrechamento tecnológico, dada escola teve de ser demolida para se construir a nova, há muito prevista, deitando a perder todo o dinheiro investido pelo Estado. E porquê? Por nulo cruzamento de informação, incapacidade de ouvir os avisos e agendas estabelecidas previamente. Marca de água da incompetência tem sido esse voluntarismo autossuficiente 'socialista' que não escuta nem respeita o próximo, que pontapeia o suposto hierarquicamente inferior: «A Parque Escolar, ao que julgo saber, tenciona desenvolver obras em todas as escolas secundárias do país. A partir de 2007, fez levantamento, projecto e obra, mas saberá que escola está a construir? Não será certamente a Parque Escolar que deve responder a isto, mas a escola do futuro não se pode desenhar sem a comunidade escolar, sem discussão política e sem uma profunda discussão disciplinar no plano da arquitectura e do urbanismo. Veja-se que nas premissas do processo inglês (Building Schools for the Future iniciado em 2004), do qual Sócrates retirou a ideia, há uma clara noção do impacto que o desenho e a requalificação de uma escola pode ter no ambiente urbano e valoriza-se a necessidade disciplinar em procurar novas soluções. Sendo conhecida (e tristemente pública) a falta de sensibilidade do primeiro ministro para as questões relacionadas com a arquitectura e o planeamento urbano, este processo não foi participado mas determinado pelo seu gabinete a toque de chicote. Pouca reflexão e muita construção. A maioria dos projectistas agraciados com os projectos da Parque Escolar não teve outra hipótese que não a de assinar um contrato que os canibalizava, atamancar umas ideias em prazos loucos – defendendo-se normalmente na execução de pormenores já experimentados, sabendo que esta seria a única forma de sobrevivência das suas empresas numa época em que as obras públicas se afunilaram nas escolas. Três curtos anos volvidos, já começam a vir a público as notícias dos problemas nas “novas” escolas, seja pelos erros e omissões de projectos “despachados”, seja pela pressão de um ministro que quer cortar a fita.»

sábado, janeiro 23, 2010

O CAGANDIDATO ALEGRE

Pode o BE apoiar Alegre, essa grande pedra no sapato da anterior legislatura e ao mesmo tempo conivente com ela na campanha às legislativas que envolveu milhões para pagar um caciquismo sofisticado inspirado no Zimbabué. O problema está em Alegre, na sua candidatura prematura, ainda bem que bem exposta ao esgotamento e ao vazio; o problema está no facto de toda a sua vida ter ele sido uma só coisa calafetada e confortável com os estômagos do Regime lá, no Parlamento, enquanto de democrata e de transparente a desorganização nacional foi tendo a pouco e pouco cada vez menos, enquistada de glutões e desmandos. Com os camaradas obesos de Alegre, proprietários demagógicos do Regime, tudo desemboca no desastre socratino que o Papa Soares também incensa. O BE não tem por onde fugir ao ridículo e à ambiguidade porque Alegre é um dançarino que se saracoteia todo pelo apoio oficial de Direita do lamentável Sócrates. 2010 já não esconde que tudo isto é muito mais lamentável que o velho compressor amarfanhante de Portugal, Salazar. As guerras do futebol fazem esquecer a desgraça esfomeada que por aí vai. A miséria vai funda e está lá fora a gritar: Cavaco, rua! Sócrates, rua! Alegre, rua! Transparência, verdade e limpidez ou morte! [Dedico este post aos velhos magros e doentes, mal comidos e mal lavados, já muito velhos para casar homossexualmente por melhoria de vida. E dedico-o às mães solteiras que o divórcio fácil veio empobrecer com uma espécie de viuvez bíblica: atiram-se a uma garrafa de vinho tinto. Atordoam-se um dia por semana ao longo de um mês inteiro de fome tímida! Coisas que o cangandidato Alegre-tiro-aos-pratos e o BE-Benetton nunca conhecerão por dentro e a fundo.]

CAMPO PEQUENO DE SÁ PINTO

Aquele feitio impetuoso e truculento de Sá Pinto, que todos julgávamos moderado pela maturidade, vinho que envelhece e melhora, rompeu à touro num conflito com Liedson. Já muitos escrevinharam sobre os factos e as suposições de essa pega de balneário. Sá queria reverência e respeitinho para com o sócio/adepto. Liedson de estes só quer respeito e adoração. Não a censura. Isto só tomou as proporções calamitosas que tomou porque foi com ou contra Liedson, espécie de talismã naturalmente intocável na casa, chamem-lhe o que quiserem, mercenário e outros insultos injustos ou palavras impróprias para tanta produtividade e salvação. Afinal, quem desestabiliza o Sporting? Quem veio anunciar o evangelho do respeitinho através do pugilato? Assunto resolvido. Sá já não marca golos e o campo é demasiado pequeno para a lida. Só não sabemos se, amolgado pelo arranque rijo de Sá Pinto, numa pega de caras como há poucas, o futebol português continuará a ter o mesmo Liedson implacável que merece. Adenda: Há por aí uns cromos que ainda não compreenderam que, sem Liedson (ou Pepe), simplesmente não estaríamos no Africa do Sul 2010.

IGUALITÁRIOS PUTATIVOS

1. Este filho da absoluta putatividade laica tece uma resposta engraçada a D. José Policarpo a partir da máxima: «"Não se salva a cidade se não se salvar a família". Diz tal moço, que tudo fez para se agregar à deputação socialista, que: «... não se pode salvar a família desrespeitando a cidade. Nas democracias liberais modernas, respeitar a cidade implica reconhecer a dignidade de todos aqueles que a constituem — e não, como pretende o Cardeal Patricarca, sujeitar a dignidade de alguns a uma qualquer ecologia do humano a que se atribui, dogmaticamente, um estatuto ontológico divino. O casamento civil não é o mesmo que o matrimónio; é uma instituição laica, sustentada por uma comunidade política fundada nos valores da igualdade, liberdade e fraternidade; não na fé, na esperança e na caridade.» Mas então por que motivo é que o Partido Socialista e os seus são mais iguais que os outros? Por que motivo é que, com tanta igualdade cantada, cagada e propalada, os horripilantes gestores por nomeação política do partido socialista (ou calados como ratos do PSDois) são mais iguais que os funcionários públicos, congelados e apertados até Deus dar bom tempo, quando o descalabro da economia se declara brutal por culpas administrativas, graças à estupidez unilateralista dos governos incompetentes que nos têm apascentado?! Por que motivo o critério técnico não prevalece sobre o político em questões cruciais desde o planeamento à economia?! Galamba fala em a igreja «sujeitar a dignidade de alguns a uma qualquer ecologia do humano». Uma qualquer?! As esquerdas libertárias e estrumeirosas, reiventam os limites e descobrem a pólvora em matéria de igualdade. A igualdade cínica, hipócrita, praticada por Soares multissorvedor, Sócrates multi-habilidoso, toda a restante partidocracia rançosa com a sua traição crassa à liberdade e progresso gerais no cada qual por si. 2. Outro espírito absoluta e convictamente cocó é Walter Hugo Mãe. Por um lado exala lugares-comuns anti-papais. Por outro neo-papaliza segundo o relativismo dissoluto e pedante de uma esquerda iconoclasta e desmemoriada. Este povo desmobilizado, Portugal como o rabo da Europa e não, como escria Camões o seu Rosto, deve ler sem demora os seus romances. O último, naquela escrita à Câncio desmaiusculado, está repleto de slogans e tretas ecoando, repetitivo, Saramago, A Máquina de Fazer Espanhóis, funciona como intertexto à produção de Francisco José Viegas.  

ÂNSIA DE CHEGAR

Rúben Micael pode vir a ser tudo aquilo que tem faltado ao FC Porto, mas representa desde logo aquela ânsia de chegar rapidamente às vitórias indiscutíveis pelo fim de tremideiras, saídas airosas e empates à rasca. Há épocas repletas de vulgaridade no banco portista. Épocas nas quais o FC Porto não passa de um entreposto de jogadores provindos do anonimato de onde não deveriam ter emergido. O zidaneano Rúben, pelo contrário, promete perfumar os relvados com o seu talento fantástico. Assim seja, mais escuta menos escuta, cujo verdadeiro escopo da divulgação é aliás, além do anedotário, desviar as atenções dos factos arbitrais tendencialmente favoritistas do Benfica. Factos em depudorado decurso AGORA, como quem diz: «Deixem-nos falsificar ostensivamente resultados hoje porque eles também os falsificaram dissimuladamente ontem.» Poeira para os olhos remelosos de antiportistas básicos. Basta-nos, ao FC Porto, como sempre, rir por último! Rir com sacrifício, sangue, suor e lágrimas. Não interessa passear triunfo e glória antecipados para depois perder em todas as frentes.

BERBICACHO À COSTA

O relógio não pára de avançar e todos os pressupostos exorbitantes do Airoso Red Bull Air Race Lisboeta fazem do evento um dos mais vergonhosos berbicachos com que uma câmara, já endividada e atulhada em sobejos problemas, alguma vez se defrontou. Assumir o prejuízo e o lado danoso do negócio é delicado. Recuar será igualmente delicado. Fica mais uma nota de roda-pé a caracterizar os consulados socialistas, governativo e camarário: em matéria de dinheiros públicos, o danoso mais clientelar, a leviandade mais inconsciente e o perdulário mais sistemático andam de mãos dadas, empobrecendo o país, enterrando o seu povo. Deve ser congénito, pense-se no legado trapalhão e ávido de Soares. Por falar em andar nas nuvens e com politiquices danosas ao erário, investigue-se, por exemplo, em que pé está ou o que é feito do propalado Aeroporto de Beja, do negócio com a EMBRAER e os milhões aí malbaratados. Observe-se mais de perto esta coisa politiqueira maliciosa.   

ULTIMATO À EUROPA GAY

A Igreja «nunca aceitará o casamento homossexual» e tal e não sei quê, mas podem os esquerdas libertários descansar e seguir com a sua vida, juntar os panos, fazer a boda, lançar o ramo, brindar, bebericar champanhe. À medida que a explosiva demografia islâmica for devorando a miserável demografia 'cristã' do velho continente, dias virão em que, finalmente sob lei islâmica, os homossexuais, 'casais' ou não, serão tratados como são tratados nesses países-farol do Ocidente, nesses países para com os quais usamos de toda a complacência no plano dos direitos humanos, uma vez que o âmbito dos negócios fala mais alto. Irão e demais centros do mais brilhante e 'exemplar humanismo' marcharão pela esterilidade europeia adentro, como os nazis sob o Arco do Triunfo, em Paris. Como se garante a integridade e sustentabilidade dos nossos valores, das nossas liberdades e garantias multisseculares? Tornando-nos minorítários em cinquenta anos e ainda mais minoritárias todas as minorias acossadas?

quinta-feira, janeiro 21, 2010

TUNELADORA COM GARRAS

Tudo isto transpõe para o plano desportivo, supérfluo e oportunístico, o que o País clama mas não obtém no plano político, bem mais urgente. Uma espécie de clarificação, ainda que clandestina. Serve para acirrar os ânimos e funciona como tuneladora ideal do clube em processo ostensivo na obtenção de benefícios directos no relvado: manobra de diversão perfeita.

A LONGA NOITE DO PANTOMINEIRO ENGENHOSO

Boas notícias: «É valorizada uma carreira profissional altamente exigente e da qual o futuro do País muito depende e que um governo liderado por um falsificador de curricula tudo tinha feito para enxovalhar. Talvez por recalcamento pelo seu insucesso pessoal e falta de nível intelectual.» Falta corrigir uma lista imensa de desonestidades crassas que tornam a vida de milhares de docentes, nos demais níveis de ensino e no que verdadeiramente interessa, ensinar, um imenso labirinto repleto de minotauros vorazes. Remover obstáculos burocráticos. Agilizar e automatizar todos os procedimentos documentais. Permitir que se canalize o melhor das energias dos docentes para componente pedagógica, relacional e afectiva e se valorize uma classe que pensa, criva, organiza e hierarquiza o Saber e a Informação, conhece bem de perto todas as insuficiências de base do País, toda a espécie de entorses sociais, todos os défices culturais que, eles sim, explicam atrasos seculares e seculares misérias. Chega de elegerem bodes expiatórios! Quem os elegeu foram precisamente esses decisores desastrosos, altamente danosos ao Estado nas suas glutonarias sectárias, maximamente desonestos em todas as matérias, consabidos e competentes merdificadores de tudo em que tocam.

MERDIFICAÇÃO AO TOCAR

«É o que acontece quando os governantes se armam em empresários e tentam fazer escolhas empresariais. Mais um fracasso a juntar à Qimonda, Aerosoles, minas de Aljustrel, o Via CTT, o projecto das células combustíveis, os estádios de Aveiro, Leiria e Algarve, o Megamail ou o Terravista, já para não falar numa alegada aposta em Espanha (Espanha, Espanha, Espanha).» O Pelamis. As Novas Oportunidades. O labirinto e a salgalhada burocrática nas escolas; o sucesso estatístico por coacção de docentes e o inferno das incompetências e iliteracias formais por consequência nos discentes... Tudo em que ele toca se merdifica. Cuidado com o Cão enquanto Vaidade!

A VERGONHOSA RTP DO PS

Para tanto recuo, meia-palavra basta: vergonha! Espessa. Viscosa. Ultrajante vergonha! Um País apassivado vê escorrerem marcelinos, baldaias, emídios e carvalhos, transbordando à tona da Situação, irmanados num mesmo servilismo submiso e lacaio. Nada de desagradar ao Príncipe das Trevas e que se lixe a verdade, que se lixe Portugal. Salgalhada. Cúmulo do trapalhão. Caos. Dito por não dito.

BETO E O ÓPIO DO POLVO

O jogo foi arrastado e desestimulante, mas revelou o belenense Lima, com aqueles dois golos soberbos, um deles, pelo menos, de claro recorte zidaneano. Porto menor! Ainda. Prolongamento. Penalties. Trinta! Guiness! Bruno Vale, mas sobretudo Beto! Sim, porque Beto invulgarizou completamente a disputa, defendendo sucessivas penalidades e celebrando-o, vibrante, puxando pelos colegas. O jovem revela uma classe fora do comum entre os postes, nestas horas decisivas. Com perdão do Helton, que é um senhor, um excelente profissional e um atleta muito bem formado, mas talvez o Beto tenha como vocação suceder em carisma, qualidade e carácter ao viril, mas infortunado Zé Beto, por sua vez sucedido pelo grande Jozef Mlynarczyk, sucedido pelo absoluto e vitorioso Vítor Baía. É preciso atletas com uma fíbra fora do comum e com carácter e vontade fortíssimos, amantes do FC Porto, para fazer face, compensar de longe, esse estranho caso dos resultados cozinhados e das manobras mafiosas à Ópio do Polvo.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

MUDAR DE FRALDAS

A faltinha que faz ao CAA ver o filme Avatar! Unicamente para aprender o que é resistir ao opressor, por amor a um Povo inteiro garimpado por políticos de plástico pactuantes com toda a espécie de impostura e superficialidade maquilhada! Já não nos bastava um Sócrates 01, tão sorridente e charmoso como as latrinas da Avenida dos Aliados, tinha o Carlos de promover, embevecido, o seu Sócrates 02, vestido e penteado como os manequins em vitrina no Chiado!

AVÉ, Ó CHEIA DE LATA!

Quando o duplipensar orwelliano bateu à porta de Fernanda Câncio, ela estava em casa. Nua. Pronta para uma maratona de familiaridade íntima, bem aninhada no âmago a propósito disto. Obviamente, o duplipensar entrou-lhe, penetrou-lhe fundo e hoje é o que se sabe em prosa de encher chouriços e de atirar uma cortina de fumo sobre o cerne dos problemas, protegendo por todas as vias o seu Príncipe das Trevas. Avé, ó cheia de Lata! Porque se o Conselho Europeu considerou que o “interesse público” do tema [António José Laranjeira publicou, em 2000, dois artigos no semanário regional "Notícias de Leiria", de que era director, em que citava fontes que acusavam um antigo autarca de Leiria de alegado abuso sexual a uma doente e o Tribunal de Leiria acabou por o condenar por um crime de violação de segredo de justiça e dois de difamação] se sobrepunha à protecção do inquérito judicial que decorria e à reputação do arguido, já que o facto de um dos visados da notícia ter cargos políticos e ser uma figura pública, e justificava que pudesse haver quebra de protecção de segredo de Justiça, e por isso condenou o Estado português a pagar 8.700 euros ao mesmo António Laranjeira por danos materiais, quanto terão de pagar um dia ao mesmo Estado Português todos quantos neste momento barram e perseguem a Justiça?! E o fazem a pretexto de os casos arrolarem ocupantes de cargos políticos e figuras públicas, como é o caso tipicamente impunitário do Face Oculta?! Câncio acha que os Juízes Europeus estão a ver mal a coisa. Eu acho que Câncio é um desastre e uma desgraça em segunda mão à luz do conceito que a traduz fidelissimamente, o duplipensar. Quem o diz de Câncio, di-lo de Isabel, Isabel e Isabel: «Aliás, como jurista que és, Pedro, e habituada a ver-te argumentar contra e a favor de decisões jurídicas de juízes (sim, parece pleonasmo mas não é), espanto-me, mas não ao ponto do desmaio ― seria preciso um pouco mais de espanto e neste caso, tenho de certificar, isso está há muito fora de questão ―, com o facto de neste caso aparentemente não te ocorrer colocar a possibilidade de os juízes estarem, digamos assim, a ver mal a coisa.»

VÍTOR, O EXILADO DO SOCRATISMO

Quando se pensa no infortunado Vítor Gonçalves, correspondente da RTP nos EUA e desde há dias em serviço no Haiti, deve pensar-se na inteligência, na irreverência e na qualidade jornalística que ainda subsistem na RTP, apesar da ultrassocratinizada e servil Fátima Campos Ferreira e quejandas figuras pardacentas do Regime na babugem da estação. Não é porque também ele foi vítima de uma forte réplica no Haiti que se desata agora por aqui em encómios e em aproveitamentos anti-propagandescos ao socratismo. Não. Mas o Vítor pertence a uma casta de jornalistas de tal maneira independentes e lúcidos que o Regime, marcado e tarimbado pela Aldrabice, Avé, ó cheia de Lata!, logo trata de exilar, para evitar problemas com os factos, evitando aquelas reportagens impossíveis de filtrar com censura sorna e que em nada convêm à sordidez política vigente, dada a verdade oculta desagradável que exalam, apesar da bovinidade-caprinidade geral. Não é o único. Há outros correspondentes da RTP no exterior que recordam Marcelos e têm o respectivo tratamento adequado. São postos fora de combate sem apelo nem agravo. O assédio à liberdade em Portugal completou o seu círculo de fogo sob a égide de um socratismo que estrebucha ainda mais feroz, compensando a relatividade maioritária com castração selectiva da opinião e a esterilização alargada dos últimos redutos de independência de espírito e irreverência moral. Graças a Deus que o Vítor está bem. De regresso!

FALCAO E O BEIJA-MÃO ARBITRAL


O sistema furta-red-bull vai exaurir-se a falar na suposta mão de Falcao para não falar no golpe baixo que é suspender Hulk por tempo indeterminado. Haja esperança e Rúben. Coisas inacreditáveis têm embalado o Benfica por esses campos fora, já se sabe. Cómica aquela expulsão abrupta por delito de boca com o Marítimo. Vê-se o árbitro todo empertigaitado a expelir o maritimista e fica-se a pensar em quem subsistiria num qualquer e corriqueiro jogo se esse critério fosse esgrimido com o mesmo voluntarismo. Ninguém! Os jogadores manejam tanto a bola e a táctica quanto o calão, o impropério e o insulto sub-reptício aos árbitros. Normalmente estes não têm o ouvido de tísico que esse sr. árbitro do Marítimo-Benfica patenteou. Estranho de mais. É o sistema furta-cebola a funcionar.

BESTA DO APOCALIPSE PORTUGUÊS

É o Cromo do Costume, esse despudorado malvado e toda a gangada posta à gamela! «OUTRA VEZ NÃO A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira Leite tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que ninguém queria ver. Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil. Sejam eles deixar que as delongas processuais nas investigações dos comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas as condições para a prática de censura no comentário político, como é o caso Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez, foi muito mais grave do que o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios. Como disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen again", o que quer apenas dizer: outra vez não.» Mário Crespo 

terça-feira, janeiro 19, 2010

CAMPILHO E O EMPRÉSTIMO-IMPOSTO

A proposta é salvífica, utópica, para as contas do Estado. Representaria por parte do proponente, o Governo, se tal ousasse, a assunção de ter falhado de bojo, apesar de, sem descanso, nos ir aos bolsos com a maior e mais sôfrega das ferocidades, ao longo dos anos, a pretexto de essa patranha máxima chamada 'colocar as contas públicas em ordem'; 'corrigir o défice'. Tudo isso ao mesmo tempo que, com a outra mão se atribuem tachos a amigos e se onera com mais amigos as empresas Públicas e Público-privadas em perpétua falência com prejuízos de milhares de milhões. O saque insaciável das finanças públicas sempre esteve em perfeita ordem: «A verdade, todavia, é que de uma forma ou de outra os portugueses terão sempre que arcar com as consequências dos erros dos dirigentes que elegeram. Assim, roubados por roubados, que seja com alguma perspectiva de reembolso. Vale a pena pensar nisto.»

CRUDE POR RÚBEN MICAEL

Após ter torturado por longos meses os adeptos com um meio campo disfuncional, com nulas soluções e fraco dinamismo, o FC Porto dá sinais de vida e, admita-se, afinal nada em crude. A contratação do diamante madeirense Rúben Micael promete engastar o anel sem dedo da equipa de Jesualdo, que se arrasta algo medíocre no plano interno, para piorar, amputada do temível Hulk, naquela que ainda é uma história muito mal contada. Resta muito pouca margem para esbanjar pontos com tremideiras e atitudes imberbes, como frente ao Paços, para além do problema endémico das arbitragens deliberadamente negligentes e adversas com o Porto por ser o Porto. Criou-se o mito cabrão de que o FC Porto foi hegemónico nas últimas décadas graças a arbitragens de favor, quando na verdade nem as teve nem precisava delas para nada. Do mesmo modo, o Benfica não precisa rigorosamente nada das arbitragens amigas para ser o que é, uma excelente equipa capaz de resultados ainda mais excelentes. Mas não. Jornada após jornada, medra sempre bafejada, pelo sim pelo não, com o favor arbitrário e arbitral das arbitragens.

PORQUE PITTA É POVO

Pitta, que é todo ele um epígono de Povo e uma sensibilidade popular, demonstra que as elites da opinião qualificada e desqualificada ou são parvas ou devem estar loucas. Isto de um gajo se colar ao Povo dá um jeitaço quando é preciso: «Sócrates tem contra ele quase toda a opinião qualificada. [Por que será?] É só ler ou ouvir Vasco Pulido Valente, Marcelo Rebelo de Sousa, José Pacheco Pereira, Luís Campos e Cunha, António Barreto, Rui Ramos, Constança Cunha e Sá, José Adelino Maltez, Vasco Graça Moura, Baptista-Bastos, João Pereira Coutinho, Pedro Lomba, Henrique Raposo, João Miguel Tavares, Manuel Villaverde Cabral, Helena Matos, Medina Carreira, Vasco Lobo Xavier e Mário Crespo (o pessoal menor não conta). Todos dizem do primeiro-ministro o que Mafoma não disse do toucinho.» Toda a borrada de um Pais comprometido a todos os níveis tem aliás a ver com as convicções alarves que certas sondagens põem a nu. Domado como um jumento por uma propaganda esmagadora de enganoso, o Povo é levado ao abismo como os bichos que se conduzem ao matadouro. Perante o mau carácter mais crasso, a desonestidade política mais pulha e a incompetência decisória mais boçal, «o Povo não vai em cantigas», escreve Pitta. Mas vai-se fodendo! Essa é que é essa. Tudo bem que o adágio não falha: vox Populi, vox Dei. Mas, com pozinhos perlimpimpim de cocó propagandesco, tal vox Populique Dei converte-se sem espinhas na voz errónea e autodestrutiva do Diabo, levando à frente ou ignorando todas as Cassandras. Num dia, Pitta apostrofa a iliteracia do Povo e os seus hábitos de leitura raquíticos. No outro, exulta com uma sodagem popular favorável ao líder 'norte-coreano' de Portugal. Enfim!

segunda-feira, janeiro 18, 2010

O SUSPIRO

Sim, o povo suspira por outra coisa enquanto oscila entre a inveja dos que dentro do sistema partidário melhor roubam e a impotência perante os sinais de definhamento social e económico de cuja atenção os prestidigitadores e responsáveis pelo problema têm conseguido desviar quase toda a gente: «O regime não é, de facto, popular. Por várias razões. Primeiro, por causa da decadência económica do país, que o cidadão comum atribui, sem excepção, aos governos posteriores a Cavaco e aos partidos políticos. Segundo, por causa da crise social: do desemprego, principalmente, e da reversão de um caminho para a prosperidade, que se julgava seguro. Terceiro, por causa de uma corrupção que alastra impune e às vezes protegida ou incitada pela autoridade do Estado. Quarto, por causa da incompetência e arrogância de Sócrates, das contínuas querelas do PSD e da inutilidade prática do Bloco e do PC. E, quinto, por causa das leis sobre o divórcio e o casamento homossexual, que vieram agredir um sentimento católico difuso, mas tenaz. Na balbúrdia estabelecida, há uma única personagem em quem até certo ponto os portugueses confiam: Cavaco.» VPL

«AS CLOACAS DO PODER»

Definitivamente, Moita Flores entrou no registo cínico e licencioso da bloga livre e libertária com as suas apóstrofes e linguagem a rasgar. Há-de ter tanta paixão, tristeza e boas intenções para com o seu decadente PSD como eu tenho esperança na força interior de esta República Marcescente. Igualmente o digo de essa espécie de deus da bloga, impante, Carlos Abreu Amorim, com os seus innuendo de mau gosto para com a putativa homossexualidade de Paulo Portas. Depois apanha com links mortíferos dentro de qualificativos como mabeco, palavra engraçada, angolanizante e canina. Convenhamos que nunca me refaço inteiramente do inchaço que acomete esses deuses da bloga e da opinião, quando no seu pior! Como deslizam e rebolam essas bolas de sebo na sua vanglória!

domingo, janeiro 17, 2010

O TÚNEL CONTINUA

São sempre moralizadoras estas vitórias volumosas, ópio do Povo, vitórias com vaselina, nas quais os golos acontecem com aquela facilidade e aquela beleza traquila, assim como as expulsões do lado certo de se ser expulso, claro. É a táctica do túnel em todo o lado por onde desfile a Coruja Esbugalhada. Sim, porque «o país é o Benfica e o Benfica é o país», conforme disse esse novo Pinto da Costa do Benfica que dá pelo nome de Luís Filipe Vieira. E deve ser verdade. Está à vista de todos a que atrasos mentais e grunhices despesistas nos têm conduzido a nata do dirigismo político e desportivo da sôfrega Capital.

ALEGORIA DOS PULGÕES


Ainda não compreendi esta contradição muito portuguesa de em termos gerais, ao nível da Saúde, ser um facto o emagrecimento da contratação de enfermeiros e outro pessoal mais ou menos especializado, rarefeito aos mais diversos níveis, no sector público; ser um facto que se está mesmo perante uma evasão maciça de médicos para o chamado Privado e para a chamada Reforma Antecipada; e, no entanto, haver sempre lugar para mais um gestor, para mais um assessor, para mais um amigo em boa posição para a ceva, a engrossar as hordas de pulgões aí, como no demais sector público português: dos Sistemas de Saúde ou da Educação, da REFER à TAP, é só fazer as contas, tudo em que se possa pensar de Público e dá prejuízo por sistema tem agregado a si o peso incomportável de um excedente sonso e ronceiro, bem escondido para não escandalizar: gestores redundantes, pessoal de mão e de confiança política a locupletar-se ali por um dado período de saque convencional, com ajudas de custo por dá aquela palha e vencimentos principescos, antes de saltar para outra coisa qualquer pública, não vá estranhar-se o andamento da coisa e o fabuloso currículo às vezes obtido instantaneamente. Conhecido isto, no meio da especificidade do nosso desemprego tantas vezes oportunisticamente deflagrado para limpar do organigrama umas despesas com pessoal miúdo melhor empregues numas férias no Caribe, no cerne da precariedade geral mais abjecta, uma marca portuguesa, não deixa de ser digno de leitura e meditação toda esta espécie de petição pungente de Eduardo Pitta à Ministra Jorge: «E que tal triar uns milhares de desempregados, em princípio os mais jovens, pondo-os ao serviço dos hospitais civis? Provocação? Nem por sombras. Falo muito a sério. O SNS atingiu o ponto de ruptura em matéria de recursos humanos. O número de auxiliares de enfermagem é extremamente reduzido para as necessidades dos grandes hospitais. Quem nunca passou seis horas seguidas em Santa Maria ou São José, fosse das 7 da manhã à uma da tarde, fosse das 9 da noite às 3 da madrugada, não sabe do que falo.»

ALEGRE CHEIRA A RANÇO


Perante o desempenho fraquejante e timorato de Cavaco em plena desbunda de Ultra-Direita "socialista", e, sobretudo, com os casos que queimam e anulam a autoridade moral do governante enganoso que temos tido que engolir por nos ter sido impingido graças aos que se podem comprar para comprar eleições, houve uma altura em que me arrependi amargamente não ter votado em Alegre, o Bardo. Hoje também me não revejo nele, no Poeta. E porquê?! Porque não há coisa mais hesitabunda e volúvel que Alegre, tacticismos, silêncios e retórica. Hoje, todo esse povo cúmplice e fechado em interesses, que se acoita na Maçonaria e no PS, apoiaria Salazar, Estaline ou Pol Pot, se tal fosse do seu estrito interesse. A prosa eivada de faccioso que se lê em Soares dá bem a ideia da senectude e da anti-ética sorvedora e exclusivista do aparelho de Estado em todos esses donos do Regime. Alegre representa a política profissional, laxa e conivente com quem der mais. Só um espírito limpo e independente me concitaria o voto presidencial, enquanto a República Putrescente subsiste. Tal candidato, porém, é perfeitamente impossível. Razões de sobra para reformular o Regime antes que o Regime nos reformule a nós, congelando-nos na miséria, paralisando-nos de fisco e esbanjamento tão deslumbrado quanto pífio.

BEBIANO, ADNAN E EMIN

O Rui Bebiano vai buscar um exemplo de falta de humor e capacidade de encaixe do Poder no Azerbaijão com consequências imediatas para os bloggers envolvidos na criativa brincadeira. Convinha não esquecer que em apenas cinco anos não descemos para muito longe de essa vertente desabridamente persecutória das autoridades azerbaijanesas. O Poder político ganha-lhes em subtileza onde os azerbaijaneses nos derrotam em descaramento e bruteza. Por cá, o pensamento único, o soterrar do Contra-Informação, a perseguição a opinadores desassombrados, como João Miguel  Tavares, o assédio e os petelecos a quem não perdoa o Ar de Circo, o Despesismo Espectacular dos Anúncios Repetidos, todos esses factores e ainda mais têm dado à "democracia" o fino torpor fúnebre que a caracteriza e que a faz agonizar mais por razões anímicas que financeiras. Entretanto, o Adnan e o Emin podem esperar. Nós é que precisamos do máximo de contribuintes para o peditório português antes que a coisa deslize para pior.