sábado, fevereiro 16, 2013

A LUTA É UMA PUTA

No fim de contas, percebemos que a luta, a eterna luta, precisa de ser qualquer coisa de criativo e eficaz, que não exclua ninguém. Não me parece que a tenaz externa que aperta Portugal possa ser aliviada de outro modo senão pela transformação geral das mentalidades, pela paciência dos que mais sofrem e a convergência alargada entre as motivações dos que decidem e as aspirações daqueles sobre que incidem as decisões. Não há facção nem partido nem corrente de opinião que monopolizem o amor pelos portugueses: pelo contrário, foi a falta de amor pelos portugueses, nos cargos políticos, que determinou sermos tão penalizados e humilhados, conforme acontece. Quem pode unir os portugueses e mobilizá-los para resistir a [e vencer] este sofrimento? 

1 comentário:

Anónimo disse...

Meu caro Joaquim:
Vejo-o claudicante...
Mas respondendo à pergunta que coloca na parte final do seu texto, diria o seguinte: Historicamente, cabe aos comunistas a tarefa de unir - A MAIORIA - (d)os portugueses para vencer a batalha a que se refere. É um projecto libertador que liberta, primeiro, as vítimas - a maioria - e, de seguida, os próprios algozes. É uma tarefa de uma vida, que se faz todos os dias. Essa é a batalha dos imprescindíveis.
Cumprimentos, Joshua.
João Pedro